Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
PARA GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

Fapesp terá reajuste de 15% nas bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação

Especialistas afirmam que elevar o valor dos auxílios é importante para tornar a carreira científica mais atrativa e reter talentos

por Agência Estado
Publicado em 21/02/2022 às 20:55Atualizado em 22/02/2022 às 09:12
Prédio da Fapesp em São Paulo (Divulgação)
Galeria
Prédio da Fapesp em São Paulo (Divulgação)
Ouvir matéria

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) aprovou o reajuste de 15% nas bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação a partir de 1º de março. Já os órgãos federais de fomneto ao setor - a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência - não têm reajuste desde 2013.

Especialistas afirmam que elevar o valor dos auxílios é importante para tornar a carreira científica mais atrativa e reter talentos. Conforme reportagem mostrou em janeiro, outras agências estaduais - como a do Rio, a de Minas e a de Santa Catarina - decidiram não esperar sinalização de reajuste do governo federal e aumentar suas próprias bolsas. A Fapesp paga os maiores valores.

“Com a alta do custo de vida, inflação, entre outros, torna-se ainda mais importante manter a proatividade da carreira acadêmica, que depende dessa formação, envolvidas nas bolsas”, afirmou o diretor científico da Fapesp, Luiz Eugênio Mello. “O que a Fapesp faz nesse momento é reconhecer a importância do ajuste para estimular que as melhores pessoas enxerguem isso como uma carreira.”

Atualmente, 7.255 pesquisadores no Brasil e 619 no exterior são beneficiados pela agência. Ao todo, 159.372 bolsas foram concluídas em 60 anos. “É a ciência que está nos tirando e permitindo enfrentar a covid-19. Para isso, precisa de pessoas trabalhando que tenham interesse em fazer essa atividade", destaca. O último reajuste da instituição havia sido de 11%, em 2018.