Diário da Região
OPERAÇÃO COLATERAL

Dois são presos em Santa Fé do Sul por venda de medicamentos falsificados para emagrecer

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos estavam sendo divulgados por meio das redes sociais

por Maria Fernanda Rufino
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Operação Colateral da Polícia Civil de Santa Fé do Sul apreendeu diversos medicamentos de emagrecimento sem controle sanitário (Divulgação)
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Operação Colateral da Polícia Civil de Santa Fé do Sul apreendeu diversos medicamentos de emagrecimento sem controle sanitário (Divulgação)
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Duas pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira, 11, na cidade de Santa Fé do Sul, suspeitas de comercializarem canetas emagrecedoras clandestinamente. As prisões foram durante a Operação Colateral.

Segundo a investigação da Polícia Civil, que teve início há pouco mais de um mês, os suspeitos traziam os medicamentos a partir do Paraguai, sem controle sanitário e sem garantia da Anvisa. Eles estariam comercializando as canetas emagrecedoras e substâncias correlatas por meio de redes sociais.

Foram emitidos três mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos suspeitos, visando à apreensão de medicamentos, dispositivos, embalagens, aparelhos celulares, registros de venda e demais elementos úteis à identificação da cadeia de fornecimento.

A Polícia Civil orienta que não se compre nenhum tipo de medicamento por meios informais, apenas em estabelecimentos regularizados, com prescrição médica e acompanhamento profissional, pois o uso de produto clandestino pode acarretar reações adversas graves e risco de dano à saúde.

A Anvisa alerta reiteradamente para a compra de medicamentos em canais informais e para sinais de falsificação (embalagem alterada, idioma estrangeiro, preço muito abaixo do mercado, apresentação diferente da registrada). Em atualização recente (janeiro/2026), a Agência também determinou apreensão e proibição de produtos irregulares anunciados como tirzepatida (marcas e lotes específicos), reforçando o cenário de risco no mercado clandestino.

Os investigados podem ser acusados de contrabando, com pena de 2 a 5 anos e falsificação/adulteração de produto terapêutico ou medicinal, com pena de reclusão que pode variar de 10 a 15 anos, além de multa.

*Estagiária sob supervisão de Bruno Ferro