Dívida de R$ 15 mil por canetas emagrecedoras pode ter motivado morte de mulher em Catanduva
Segundo depoimentos de envolvidos, os produtos eram fornecidos por um dos suspeitos e os pagamentos costumavam ser feitos semanalmente; quebra desse acordo teria gerado o conflito

A morte de Luana Cristina Boldrim, de 29 anos, encontrada no porta-malas do próprio carro, na noite de segunda-feira, 15, com sinais de tortura, em Catanduva, pode ter sido motivada por uma dívida de R$ 15 mil relacionada à venda de canetas emagrecedoras no mercado paralelo. Três homens, suspeitos de cometer o crime, foram presos.
De acordo com depoimento do policial militar que participou da prisão em flagrante dos suspeitos, o crime teria sido consequência de um desentendimento financeiro. Os investigados relataram que a vítima atuava como revendedora de medicamentos, entre eles o Mounjaro, e estaria há cerca de duas semanas sem repassar valores das vendas.
Os produtos eram fornecidos por um dos suspeitos, e os pagamentos costumavam ser feitos semanalmente. A quebra desse acordo teria gerado o conflito. A mãe da vítima confirmou à polícia que um dos envolvidos esteve na casa da família dias antes do crime para cobrar a dívida. O valor mencionado seria de R$ 15 mil.
Ainda conforme a versão apresentada pelos suspeitos, a intenção inicial era apenas intimidar a vítima para forçar o pagamento. No entanto, a ação evoluiu para um crime mais grave. A investigação aponta que a mulher foi retirada à força da residência, teve as mãos amarradas e foi amordaçada. Em seguida, foi colocada no porta-malas do próprio veículo, onde morreu.
Ao Diário, o delegado Gustavo Satto afirmou que essa é uma das hipóteses investigadas. "Essa informação trazida pela Polícia Militar é uma das linhas de investigação. A motivação ainda está sendo apurada com cautela", disse.
A Polícia Civil trata o caso como homicídio qualificado e segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes, incluindo a participação de um terceiro envolvido e a confirmação da motivação financeira. A quebra de sigilo telefônico dos suspeitos deve auxiliar na apuração.