Diário da Região
Investigação

Deic de Rio Preto desarticula organização criminosa especializada em golpes financeiros

Anúncios em redes sociais prometiam investimentos com alta rentabilidade

por Núcleo Digital
Publicado em 21/03/2025 às 14:38Atualizado em 21/03/2025 às 15:52
Arma, valores em dinheiro e diversas máquinas de cartão foram apreendidas (Polícia Civil / Deic)
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Arma, valores em dinheiro e diversas máquinas de cartão foram apreendidas (Polícia Civil / Deic)
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Policiais civis do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto, deflagraram a Operação Firewall com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros. Três pessoas foram presas temporariamente e diversos aparelhos eletrônicos foram apreendidos durante cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.

De acordo com o delegado Daniel Leal, as investigações iniciaram a partir do registro de boletim de ocorrência por uma vítima de Rio Preto, que perdeu R$ 70 mil em um falso investimento.

"Por meio da quebra de sigilo bancário, descobrimos que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 5 milhões atuando de forma organizada, contando com estrutura hierárquica bem definida e divisão de funções específicas, inclusive, com indicativos de envolvimento de pessoas de outras nacionalidades, como peruanos, venezuelanos e chineses", disse.

O golpe do falso investimento é praticado por meio da captação de vítimas através de anúncios em redes sociais, que prometem investimentos com alta rentabilidade. Ao clicar no anúncio, a vítima é direcionada para um grupo de WhatsApp, onde falsos investidores e supostos professores de investimentos interagem para criar um ambiente de credibilidade.

A vítima é induzida a realizar um cadastro em um aplicativo vinculado a suposta corretora de investimentos. A partir desse cadastro, ela recebe instruções para realizar transferências via Pix para contas de pessoas jurídicas que utilizam denominações sugestivas de fundos de investimento, passando a falsa impressão de que os valores estão sendo aplicados de forma legítima.

No entanto, que os valores eram rapidamente distribuídos para outras contas, impossibilitando que as vítimas resgatassem os “investimentos”.

Dentre os integrantes identificados estavam os chamados “chipeiros”, responsáveis pelo cadastramento fraudulento de linhas telefônicas; “conteiros”, que recebiam os valores obtidos ilegalmente; e “movimentadores financeiros”, encarregados da dispersão dos recursos ilícitos para dificultar seu rastreamento.

O trabalho da equipe agora é identificar os golpistas que entravam em contato com as vítimas, e os “mentores intelectuais”, principais beneficiários do esquema criminoso.

Computadores e celulares foram apreendidos e serão periciados na próxima fase da operação, que poderá resultar em bloqueio de bens e condenação dos criminosos.