Deic conclui inquérito e indicia homem por latrocínio contra motorista de app
Adolescente que assumiu ter sido o autor dos disparos poderá ficar até 3 anos na Fundação Casa

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato do motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novais Teixeira, ocorrido durante uma corrida em 11 de junho deste ano, e indiciou o desempregado Davi Santos da Costa, 19 anos, por latrocínio, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor. O adolescente de 17 anos que participou do crime já foi condenado a medida de internação e poderá ficar até três anos na Fundação Casa.
Com o encerramento das investigações, o delegado Roberval Macedo ainda pediu a prisão preventiva do indiciado. O caso foi remetido para o Ministério Público.
Laudo necroscópico aponta que Wilsiano foi atingido por dois tiros na nuca. O disparo foi efetuado da direita para a esquerda. Os dois projéteis foram extraídos e encaminhados para perícia de confronto balístico.
O adolescente alega que foi ele o autor dos disparos, efetuados durante desentendimento relacionado ao pagamento da corrida. A violência escalou, segundo ele, quando o motorista travou as portas ao chegar no destino final, no bairro Nova Esperança.
Imagens de câmeras residenciais apontam que os dois envolvidos fugiram com armas em punho.
Em depoimento, a esposa de Wilsiano contou que ele estava em casa quando recebeu uma solicitação de corrida, analisou se valia a pena e seguiu para a morte. Ele deixou três filhos.
O adolescente foi apreendido no dia seguinte ao crime. Davi foi localizado no dia 7 de julho.
Durante as investigações, um revólver calibre 38 foi localizado e apreendido.
O promotor Herico Destefani já se manifestou favoravelmente à prisão preventiva de Davi. Ele aguarda despacho da Justiça para apresentar a denúncia.
Ao Diário, o juiz Evandro Pelarin informou que o menor infrator já está custodiado na Fundação Casa.
“Para todo e qualquer adolescente internado por qualquer ato infracional a lei determina reavaliações a cada 6 meses, podendo permanecer internado até o prazo de 3 anos”, disse.