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INVESTIGAÇÃO

Deic conclui inquérito e indicia homem por latrocínio contra motorista de app

Adolescente que assumiu ter sido o autor dos disparos poderá ficar até 3 anos na Fundação Casa

por Joseane Teixeira
Publicado em 06/08/2026 às 15:39Atualizado em 06/08/2026 às 15:39
Dupla foge após o crime (Reprodução)
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Dupla foge após o crime (Reprodução)
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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato do motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novais Teixeira, ocorrido durante uma corrida em 11 de junho deste ano, e indiciou o desempregado Davi Santos da Costa, 19 anos, por latrocínio, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor. O adolescente de 17 anos que participou do crime já foi condenado a medida de internação e poderá ficar até três anos na Fundação Casa.

Com o encerramento das investigações, o delegado Roberval Macedo ainda pediu a prisão preventiva do indiciado. O caso foi remetido para o Ministério Público.

Laudo necroscópico aponta que Wilsiano foi atingido por dois tiros na nuca. O disparo foi efetuado da direita para a esquerda. Os dois projéteis foram extraídos e encaminhados para perícia de confronto balístico.

O adolescente alega que foi ele o autor dos disparos, efetuados durante desentendimento relacionado ao pagamento da corrida. A violência escalou, segundo ele, quando o motorista travou as portas ao chegar no destino final, no bairro Nova Esperança.

Imagens de câmeras residenciais apontam que os dois envolvidos fugiram com armas em punho.

Em depoimento, a esposa de Wilsiano contou que ele estava em casa quando recebeu uma solicitação de corrida, analisou se valia a pena e seguiu para a morte. Ele deixou três filhos.

O adolescente foi apreendido no dia seguinte ao crime. Davi foi localizado no dia 7 de julho.

Durante as investigações, um revólver calibre 38 foi localizado e apreendido.

O promotor Herico Destefani já se manifestou favoravelmente à prisão preventiva de Davi. Ele aguarda despacho da Justiça para apresentar a denúncia.

Ao Diário, o juiz Evandro Pelarin informou que o menor infrator já está custodiado na Fundação Casa.

“Para todo e qualquer adolescente internado por qualquer ato infracional a lei determina reavaliações a cada 6 meses, podendo permanecer internado até o prazo de 3 anos”, disse.