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INVESTIGAÇÃO

Corpo esquartejado encontrado em lixeiras de Rio Preto é de mulher de 30 a 35 anos, segundo a polícia

A vítima, de pele branca, apresentava perfurações no tórax provocadas por instrumento cortante, possivelmente faca ou objeto semelhante

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 28/07/2026 às 11:05Atualizado em 28/07/2026 às 11:05
Polícia Militar no local onde o corpo foi encontrado (Marco Antonio dos Santos)
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Polícia Militar no local onde o corpo foi encontrado (Marco Antonio dos Santos)
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A Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado esquartejado em lixeiras, nesta segunda-feira, 27, em Rio Preto, é de uma mulher com idade estimada entre 30 e 35 anos. A vítima, de pele branca, apresentava perfurações no tórax provocadas por instrumento cortante, possivelmente faca ou objeto semelhante.

De acordo com o delegado de homicídios da Deic de Rio Preto, André Amorim, a morte teria ocorrido há cerca de 72 horas antes da localização dos restos mortais. “Verificamos que se trata de uma pessoa do sexo feminino, com idade aproximada entre 30 e 35 anos, que apresentava perfurações no tórax por instrumento cortante”, afirmou.

O corpo foi encontrado dividido em várias partes, incluindo cabeça, tronco, um braço e segmentos dos membros inferiores. As mãos não foram localizadas, o que dificulta a identificação por meio de digitais.

As partes estavam embaladas em sacos plásticos e distribuídas em duas lixeiras, posicionadas em lados opostos de um estabelecimento. Segundo o delegado, havia diferentes formas de acondicionamento, indicando que houve preparação prévia para o descarte.

Durante a perícia, também foram encontrados órgãos e ossos separados. Apesar do estado avançado de decomposição, a cabeça não apresentava sinais aparentes de violência, mas estava bastante deformada devido ao tempo.

Identificação

A principal linha de investigação, neste momento, é a identificação da vítima. A polícia já iniciou o cruzamento com regis

tros de pessoas desaparecidas e algumas hipóteses foram descartadas, mas outras ainda estão em análise. “Estamos trabalhando com registros de pessoas desaparecidas. Algumas hipóteses já foram descartadas, mas ainda há outras em análise”, afirmou Amorim.

O caso é tratado como homicídio e ocultação de cadáver. A hipótese de feminicídio não foi descartada, assim como outras possibilidades, incluindo execução ligada ao crime organizado. “Ainda é muito cedo para afirmar qualquer motivação. Nenhuma hipótese está descartada”, disse.

Imagens de câmeras de segurança da região já foram obtidas e estão sendo analisadas. Equipes também continuam as buscas por possíveis partes do corpo que ainda não foram encontradas.

Os laudos periciais devem indicar com mais precisão o tipo de instrumento utilizado e as circunstâncias do crime. “Isso será melhor definido após a conclusão dos laudos periciais”, afirmou o delegado.

Partes encontradas

Sobre as partes do corpo encontradas, o delegado detalhou que foram localizadas “as duas pernas, o tórax, a cabeça e um braço”.

Em relação à possibilidade de identificação, ele explicou que o estado da cabeça dificulta o reconhecimento. “O rosto está muito degradado. Não há sinais de violência na cabeça, isso é decorrente do tempo. É uma parte do corpo que incha bastante”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, a aparência da vítima foi bastante alterada pela decomposição. “Apesar de ser uma mulher branca de 30 e poucos anos, se olhar apenas a cabeça, poderia aparentar ser uma pessoa bem mais velha, completamente diferente”, disse.

Sem as mãos, a identificação por digitais fica comprometida, e a polícia deve recorrer a outros métodos. “Sem as mãos, não é possível a identificação papiloscópica. A identificação deverá ser feita por DNA”, completou.