Coronel decreta emergência para repor material da Saúde destruído em incêndio em Rio Preto
Após destruição de depósito de insumos, Prefeitura de Rio Preto corre para repor estoque e não deixar postos de saúde sem itens essenciais

Um incêndio iniciado na madrugada de terça-feira, 10, destruiu o depósito de insumos da Secretaria Municipal de Saúde, no Parque Industrial Tancredo Neves, em Rio Preto. Não houve vítimas, mas foram destruídos dois veículos e insumos médicos, como luvas, seringas e gazes, utilizados em postos de saúde e nas UPAs.
Para evitar desabastecimento, o prefeito Coronel Fábio Cândido (PL), anunciou que vai publicar, nesta quarta-feira, decreto de situação de emergência para autorizar compra emergencial, e a administração está à procura de novo prédio para abrigar novo depósito. O montante financeiro do prejuízo não tinha sido divulgado até o fechamento desta edição.
A fumaça provocada pelo incêndio atingiu todo o quarteirão no entorno do galpão do almoxarifado e causou lentidão no trânsito da rodovia Washington Luís, principalmente no sentido Rio Preto–Mirassol. Toda a área teve de ser isolada, e moradores de residências e funcionários de empresas precisaram se ausentar dos imóveis de forma preventiva, para evitar o risco de intoxicação pela inalação da fumaça.
“Aqui tínhamos insumos medicamentosos e odontológicos, fraldas e material de papelaria. O incêndio começou por volta das 4h e, apesar da rapidez no atendimento dos bombeiros, tivemos um grande prejuízo que ainda não conseguimos estimar. Perdemos veículos da secretaria, mas, felizmente, não havia medicamentos”, disse o secretário municipal de Saúde, Rubem Bottas.
Valdomiro Jesus Felis Alcaine, dono de uma empresa de produtos alimentícios instalada ao lado do galpão da Secretaria de Saúde, também chegou de madrugada ao local para retirar veículos e produtos do prédio, a fim de evitar que fossem atingidos pelo incêndio.
O tenente-coronel Orival Santana Júnior, comandante do 13º Grupamento de Bombeiros, informou que foram mobilizadas 20 viaturas, cerca de 50 bombeiros militares e uma equipe de suporte avançado, com médico e enfermeiro. “O incêndio foi de grandes proporções, e tivemos de montar duas frentes de combate. Não temos como afirmar onde o fogo começou. Somente a perícia criminal, por meio de laudo, poderá determinar”, disse.
Dois bombeiros precisaram ser socorridos e encaminhados ao Hospital Beneficência Portuguesa, na manhã desta terça-feira, após ficarem feridos durante o combate às chamas no prédio do almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde. Eles permaneceram em observação, passaram por exames complementares e o estado de saúde é considerado estável.
Os bombeiros foram atingidos por uma parede interna do galpão que desabou com o fogo. Em seguida, ambos foram auxiliados por outros bombeiros e encaminhados ao Hospital Beneficência Portuguesa.
Em nota, o hospital informou que os dois bombeiros foram avaliados pelas equipes de Clínica Médica e Ortopedia após sofrerem trauma leve durante a ação de combate ao incêndio. Após exames e período de observação, ambos apresentaram bom estado geral, receberam orientações e foram liberados.
A ocorrência contou ainda com apoio da Defesa Civil, Semae, policiamento territorial, secretarias municipais, caminhões de usinas sucroalcooleiras e da Cetesb. O secretário municipal de Saúde acompanhou os trabalhos no local.
Para evitar desabastecimento, o prefeito Fábio Candido (PL) informou que iniciou a compra emergencial de insumos e determinou à Procuradoria do Município a elaboração do decreto de emergência. A medida permitirá acelerar os processos de aquisição e viabilizar o recebimento de apoio do governo estadual.
O prefeito afirmou que entrou em contato com o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, que se colocou à disposição para auxiliar o município. Segundo o prefeito, apesar da destruição dos insumos, os postos de saúde e as UPAs têm estoques suficientes para manter o atendimento pelos próximos dias.
A Prefeitura avalia dois outros imóveis para abrigar provisoriamente o almoxarifado. O prefeito disse que o local possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido e seguro patrimonial.
Após a extinção das chamas, o prédio foi liberado para vistoria da Defesa Civil Municipal, que vai avaliar as condições da estrutura, e para os peritos do Instituto de Criminalística.