Condenado por tentativa de homicídio em Rio Preto é extraditado da Itália
Marlon Gerolin foi localizado pelas autoridades italianas após ter seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol

Marlon Gerolin desmbarcou no Brasil nesta segunda-feira, 24, após ser extraditado da Itália para cumprir uma pena de 10 anos, 10 meses e 20 dias pela tentativa de homicídio de um comerciante em Rio Preto no ano de 2005. A condenação prevê início do cumprimento da pena em regime fechado.
O crime ocorreu em 16 de dezembro de 2005, após a vítima reclamar do som alto. Gerolin foi condenado por tentativa de homicídio por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Gerolin deixou o Brasil em de novembro de 2022, em um voo internacional com origem no Aeroporto de Guarulhos. Mesmo estando no exterior, ele teria informado à Justiça que residia no Rio de Janeiro.
A análise dos registros migratórios, porém, apontou que o condenado já estava na Itália e que não havia fixado residência no endereço informado à Justiça.
Diante do descumprimento das medidas judiciais, a Justiça de Rio Preto revogou a liberdade provisória e decretou a prisão preventiva. O mandado foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
Gerolin foi localizado e preso pelas autoridades italianas em 20 de outubro de 2025. A partir da prisão, o MPSP passou a atuar em conjunto com os Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores para viabilizar o processo de extradição.
De acordo com o MPSP, também foram realizadas articulações com a Polícia Penal do Estado de São Paulo para estabelecer as condições de encarceramento exigidas pelas autoridades italianas e pelos parâmetros da Corte Europeia de Direitos Humanos.
Com o retorno ao país, Gerolin deverá iniciar o cumprimento da pena imposta pela Justiça brasileira.
Relembre o caso
O caso aconteceu em 2005, no bairro São Judas Tadeu, em Rio Preto. Segundo denúncia do promotor Marcos Antônio Lelis Moreira, Ricardo era vizinho de um estabelecimento comercial e estava incomodado com a música alta de uma Saveiro estacionada em frente ao local. O veículo pertencia a Marlon.
O morador, que tinha uma filha de 5 meses na época, reclamou da sacada, mas foi ignorado. Como já passava da meia-noite e era dia de semana, ele desceu para pedir silêncio, mas acabou espancado, segundo a polícia, por dois clientes: o empresário Marlon e o supervisor de vendas Marcos Zanchetta do Nascimento. O homem foi internado em estado gravíssimo e sofreu sequelas permanentes, como a perda da audição de um ouvido e a ausência de paladar.