Comerciante é espancada por agiotas em tentativa de sequestro em Rio Preto
Vítima foi abordada por três homens, que tentaram colocar ela à força em uma caminhonete.

Uma comerciante de 40 anos foi vítima de tentativa de sequestro por três homens na tarde desta terça-feira, 28, em Rio Preto. Ao reagir à emboscada, a mulher foi espancada e sofreu diversos ferimentos pelo corpo. O crime estaria relacionado à cobrança de valores por agiotas. "Será requerida a adoção de medidas urgentes, inclusive a possível decretação de prisão dos envolvidos, tendo em vista o risco concreto à vítima", informou o advogado Marcel Lelis.
O crime aconteceu por volta de 12h30, em frente a um edifício da rua General Glicério, no bairro São Pedro.
A vítima foi surpreendida no momento em que saía do imóvel. Três homens tentaram colocar ela à força em uma caminhonete preta, mas a mulher reagiu e se segurou na grade do portão do prédio.
Sem conseguir levá-la, os criminosos agrediram a comerciante com chutes e socos.
Ao Diário, o advogado Marcel Lelis afirmou que a família é de Fernandópolis e se mudou para Rio Preto em virtude de ameaças relacionadas a um empréstimo informal de dinheiro (agiotagem).
Consta em trecho do boletim de ocorrência que os juros mensais aplicados eram de 4% a 5% e que a vítima já havia quitado alguns cheques. No entanto, mesmo após tentativa de conciliação, as cobranças ficaram cada vez mais incisivas e, sem condições de pagar a dívida, a família decidiu fugir.
Lelis compartilhou com a reportagem publicações feitas pelos criminosos em rede social oferecendo recompensa de "50% de comissão" pelo paradeiro do casal, acompanhadas de fotos e informações pessoais das vítimas.
A postagem menciona uma dívida de R$ 1 milhão. Nos comentários, internautas alertam os agiotas sobre o desfecho dos cobradores de Icaraíma, enquanto uma mulher sugere que o autor da publicação faça campana na escola onde o filho do casal (uma criança) estuda.
Segundo o advogado, a abordagem foi registrada por câmeras de monitoramento do prédio e serão requisitadas pela Polícia Civil. Entre os envolvidos estão dois homens já conhecidos da família. Eles são pai e filho, de 68 e 31 anos, e foram qualificados no boletim de ocorrência.
"Não se trata de um fato isolado, mas de uma sequência de ameaças que evoluiu para violência física e tentativa de privação de liberdade, exigindo resposta firme e imediata das autoridades competentes. A família encontra-se profundamente abalada e com receio de novos ataques, confiando na atuação da Polícia Civil e do Poder Judiciário para garantir sua segurança", apela o defensor.