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DOAÇÃO DE SANGUE

Com Hemocentro de Rio Preto à beira do colapso, projeto quer implantar unidade móvel para doação de sangue

Nesta semana, unidade rio-pretense fez apelo diante do baixíssimo nível do estoque

por Redação
Publicado há 1 horaAtualizado há 1 hora
Imagem mostra como ficaria o hemocentro itinerante (Reprodução)
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Imagem mostra como ficaria o hemocentro itinerante (Reprodução)
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Uma unidade móvel para coleta de doação de sangue de moradores cidades da região de Rio Preto. Essa é uma das iniciativas para ajudar o Hemocentro a sair da difícil situação em relação ao estoque de bolsas de sangue - nesta semana, o local está com nível baixíssimo. Um projeto para a implantação da unidade foi protocolado no Departamento Regional de Saúde (DRS) pelo criador da campanha Batalha pela Vida, Anderson Nunes.

"O projeto é nossa esperança de que não falte esse componente tão essencial para a vida, que é o sangue," afirma Nunes. "Queremos sensibilizar o governador (Tarcísio de Freitas) para colocar em prática esse projeto."

O projeto conta com as assinaturas da diretora técnica do Hemocentro de Rio Preto, Andrea Aparecida Garcia Guimarães, e da coordenadora de gestão do Hemocentro de Ribeirão Preto, que passa pela mesma situação.

"Estamos com muita dificuldade para manter os estoques. A ideia é: se o doador não vem, a gente vai até o doador. Ele não precisa se deslocar", afirma Andrea.

A iniciativa propõe a adaptação de ônibus para servirem como hemocentros móveis. Montados com a estrutura necessária para coleta e armazenamento seguro, os veículos iriam até as cidades da região, com dia e horário definidos, e receberiam doações dos moradores.

"A gente tem os recursos humanos, mas precisa do recurso físico, do veículo. Precisa da estrutura de coleta e para manter a bolsa até chegar ao Hemocentro", diz Andrea.

Para justificar a necessidade das unidades móveis, o projeto lista as dificuldades do Hemocentro em manter o estoque em bom nível e o risco que isso representa para os hospitais que dependem das bolsas de sangue para procedimentos. Também cita o aumento da demanda por hemocomponentes.

A iniciativa dá como exemplo a região de Campinas, que implantou ônibus hemocentros itinerantes e os veículos são responsáveis por cerca de 80% das doações.

Custos

O projeto traz ainda todos os equipamentos necessários para a montagem da unidade móvel. Segundo o projeto, o custo de um veículo equipado ficaria entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,2 milhões.

Apelo

Nesta semana, o Hemocentro de Rio Preto fez apelo por doações de sangue. Responsável por abastecer 39 instituições de saúde de Rio Preto e região, a unidade enfrenta uma situação crítica nos estoques de bolsas sanguíneas, especialmente dos tipos mais utilizados em emergências, cirurgias, tratamentos oncológicos e atendimentos de alta complexidade.

Na quarta, o estoque do tipo O positivo, um dos mais demandados pelos hospitais, contava com apenas uma bolsa disponível, quando o ideal seria manter 248. O tipo A positivo estava zerado, quando a necessidade mínima é de 152 bolsas para garantir segurança no atendimento aos pacientes. Os tipos O negativo e A negativo também estão muito abaixo do recomendado.

A queda nas doações registrada nos últimos dias agravou ainda mais a situação. Na última semana, o Hemocentro recebeu 418 doações, número bem abaixo da meta necessária para manter os estoques estabilizados. O ideal seria alcançar cerca de 700 doações semanais, o equivalente a 100 doações por dia. O déficit atual é de 41%.