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EM DEZEMBRO

Colégio militar será inaugurado com 500 vagas em Rio Preto

Filhos de profissionais de Segurança Pública terão direito a 20% de desconto na mensalidade; pelo menos 100 bolsas de estudo deverão ser disponibilizadas

por Arthur Pazin
Publicado em 18/11/2021 às 18:11Atualizado em 19/11/2021 às 08:01
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Rio Preto vai ter um colégio cívico militar em 2022 gerido pela Defenda PM, uma associação de oficiais da Polícia Militar, mantido em parceria com a iniciativa privada.

A escola funcionará na rua General Glicério, 3350, no Centro. O refeitório do colégio técnico está na última fase de reforma e funcionará no prédio da antiga faculdade Dom Pedro, esquina com a rua Rubião Júnior.

O colégio será inaugurado no próximo dia 11 de dezembro, às 9h30 min, com uma cerimônia que contará com autoridades, juízes, promotores e oficiais ligados ao Comando de Policiamento do Interior (CPI) 5.

As aulas estão previstas para ter início no dia 31 de janeiro. Segundo Marco Antonio Ferreira Matheus, diretor pedagógico do colégio, serão disponibilizadas 500 vagas, sendo 100 destas destinadas a bolsas de estudos 100%. Para viabilizar as bolsas, a Defenda PM tem procurado empresários para investir nos custos dos estudantes carentes que irão passar por uma seletiva.

O colégio militar terá cobrança de mensalidade, mas o valor ainda não foi revelado pela Defenda PM. Filhos de profissionais de Segurança Pública terão direito a 20% de desconto e associados à Defenda PM terão um percentual maior de desconto. De acordo com o diretor, até o momento há uma lista com 1378 alunos interessados em estudar no local.

As aulas do colégio funcionarão em período integral. Alunos do Ensino Médio ficarão no local das 7h às 18h e alunos do Ensino Fundamental II terão carga horária entre as 7h50 e 18h. No colégio, eles receberão lanche pela manhã, almoço e lanche da tarde.

Mais informações podem ser obtidas diretamente na Uniterp, pelo (17) 3302-3500.

Padrão militar

Diferentemente das escolas comuns, o modelo prevê, por exemplo, o uso obrigatório de uniformes específicos com padrão militar. Entre as regras estabelecidas, os meninos serão proibidos de usar brincos e pulseiras e as meninas terão que usar cabelo preso. A proposta desta escola é preparar os estudantes para a carreira militar, tanto na PM quanto nas Forças Armadas.

A ideia é fazer de Rio Preto um embrião de uma franquia de colégios militares a serem implantadas nas maiores cidades do Estado de São Paulo. O último ano do ensino escolar terá um diferencial: vai ser uma espécie de “terceirão” com um cursinho preparatório para os vestibulares de escolas militares de nível médio e superior, como a Academia do Barro Branco, em São Paulo, que forma oficiais da PM, e Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), de onde sai a elite das Forças Armadas brasileiras.

A Defenda PM afirma que há uma grande demanda por uma escola militar em Rio Preto, principalmente por pais de classe média, para colocar os filhos em instituição de ensino com alto padrão de conteúdo, mas, ao mesmo tempo, com normas rígidas de comportamento.

O coordenador da implantação é o coronel Fábio Rogério Cândido, comandante do CPI-5, responsável por coordenar a PM em 96 cidades da região. O coronel afirma já ter pedido a criação de novos colégios em outras cidades do Estado, como Campinas e Sorocaba.

"É um modelo de ensino cívico militar, montado por oficiais que têm expertise em educação. Montamos um modelo com ensino em período integral e com utilização de uniforme estilizado, semelhante à farda. Vai ter a grade curricular normal, complementada com atividades esportivas, ensino de cadeia de liderança e educação financeira. É uma tentativa de retomada de conceitos e valores éticos que a gente acha que ao longo do tempo se perderam”, disse o coronel ao Diário em julho.

Segundo Fábio, o colégio também vai ter uma norma rígida de comportamento e postura dos alunos dentro da instituição. “Todo dia vai ter hasteamento da bandeira. O aluno vai ter uma forma respeitosa de se dirigir ao professor, que não vai ser ‘pro’ e nem ‘profi’ [gírias]. Os monitores vão dar aula de ordem unida (formação habitual de marcha, de parada ou de reunião dos componentes de uma tropa). Vai ter também fanfarra”.

Segundo o oficial, outro diferencial de ensino será visto nas aulas de educação física, principalmente no terceiro ano, que serão voltadas para teste de aptidão física (TAF)