PM aposentado afirma que namorado matou jovem de Ilha Solteira
Durante depoimento, o policial militar aposentado, que também está preso, apontou que o namorado da vítima a matou e ocultou o corpo; ele ainda revelou detalhes do dia do crime

A Polícia Civil de Ilha Solteira confirmou, nesta sexta-feira, 8, os novos desdobramentos do desaparecimento de Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos. Em novos interrogatórios, o policial militar aposentado, apontado como amante do rapaz que namorava a jovem, revelou à polícia que o outro suspeito preso matou a estudante. Ele ainda revelou detalhes do dia do crime, ocorrido em 12 de junho.
De acordo com Miguel Rocha, delegado de Ilha Solteira, o PM aposentado alegou que o namorado de Carmen teria dado um golpe com uma barra de ferro na cabeça da estudante, nos fundos do sítio em que morava. Ainda afirmou que, quando chegou ao local, a estudante já estava morta. No entanto, nega ter ajudado a ocultar o cadáver, assim como apontam as investigações.
Entretanto, o delegado disse ao Diário que desconfia dessa versão apresentada pelo suspeito.
“Ele está construindo uma defesa, dizendo que não matou e ocultou o corpo. Porém, o que foi produzido de provas até agora indica que ele teve, sim, participação, tanto no homicídio quanto na ocultação do cadáver”, acrescenta Miguel.
A prisão temporária dos dois, que inicialmente havia sido determinada por 30 dias, foi prorrogada por mais 30 dias, e as investigações prosseguem.
A perícia dos elementos encontrados até o momento, sendo ossos queimados e o celular destruído encontrado às margens de uma rodovia, que aparentemente pertencia a Carmen, segue em andamento.
57º Dia de investigação
Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, mulher transexual, estudava Zootecnia na Unesp de Ilha Solteira. No dia 12 de junho desapareceu ao sair da universidade, desde então, a polícia segue investigando o caso, que passou a ser tratado como feminicídio. A investigação chega ao 57º dia.
*Estagiário sob supervisão de Bruno Ferro