Diário da Região

Câmera grudada em árvore na Andaló é teste da ‘cidade inteligente’

Equipamento preso em árvore na Prefeitura integra testes de implantação do projeto Smart Rio Preto, que terá investimento de R$ 1,7 bilhão

por Marco Antonio dos Santos
Publicado em 30/01/2026 às 23:40Atualizado em 31/01/2026 às 12:11
Câmera amarrada: curiosidade (Fernando Marques/colaboração)
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Câmera amarrada: curiosidade (Fernando Marques/colaboração)
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Virou motivo de curiosidade uma câmera presa com duas braçadeiras de plástico a uma árvore, na calçada em frente à sede da Prefeitura de Rio Preto, na avenida Alberto Andaló. Ao fazer caminhada pelo local nesta quinta-feira, o jornalista, documentarista e músico Fernando Marques estranhou o equipamento e resolveu fotografar.

O mistério foi desfeito quando o Diário questionou a Prefeitura e obteve a resposta: trata-se de um teste chamado "Prova de Conceito" ligado ao megaprojeto de R$ 1,7 bilhão de concessão por 30 anos previsto no contrato de parceria público-privada denominado "Smart Rio Preto".

Questionada sobre a finalidade da instalação, a Prefeitura informou que a câmera fazia parte da Prova de Conceito, PoC, etapa inicial de testes do projeto Smart Rio Preto, que prevê o uso de tecnologia para monitoramento e gerenciamento de trânsito e segurança.

Anunciado em 2025 pelo prefeito coronel Fábio Cândido, o projeto Smart Rio Preto prevê a instalação de três mil câmeras em pontos da cidade, com uso de inteligência artificial para reconhecimento facial e leitura de placas, para auxiliar na localização de veículos furtados ou roubados e na identificação de procurados pela Justiça.

Documento obtido pelo Diário mostra que o Consórcio Smart Rio Preto foi convocado pela Prefeitura para realizar, na quinta-feira, às 14h30, a Prova de Conceito referente à concorrência pública presencial. A etapa é obrigatória no processo licitatório que vai definir o novo sistema de videomonitoramento inteligente e de controle semafórico. A apresentação seria mostrada ao governo.

Para aprovação, a empresa precisava demonstrar 90% dos itens essenciais e parte dos itens customizáveis. O não atendimento dos critérios resultaria na desclassificação e na convocação da segunda colocada, segundo a Diretoria de Contratações Públicas.

Por meio de nota, a Prefeitura respondeu que "a câmera fazia parte de uma Prova de Conceito (PoC) do projeto Smart Rio Preto, iniciativa de cidade inteligente, com foco na modernização dos serviços públicos e no uso de tecnologia para melhorar o atendimento à população e a gestão do município."

Segundo a Prefeitura, "a Prova de Conceito tem como objetivo verificar se a empresa participante atende aos requisitos técnicos previstos no edital. O equipamento foi instalado de forma temporária e exclusivamente para testes, e já foi retirado do local".