SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2021
REGIÃO

Cachorra viraliza ao adotar e amamentar gatinha em Jales

Após desenvolver uma leve gravidez psicológica, segundo a dona, Tica adotou Mil e passou a cuidar da gata como se fosse sua filhote

Arthur Pazin
Publicado em 13/10/2021 às 16:51Atualizado em 13/10/2021 às 17:39
Cachorra viraliza ao amamentar gatinha em Jales (Arquivo Pessoal)

Cachorra viraliza ao amamentar gatinha em Jales (Arquivo Pessoal)

Uma cachorrinha vira-lata viralizou nas redes sociais após aparecer amamentando uma gatinha. Tica, que há 9 anos é companheira da faxineira Sandra Cristina Carmo Vieira, moradora de Jales, adotou Mil como sua filhote há dois meses e chamou a atenção com o gesto de "dar mamá".

A chegada da gata à família coincidiu com o período em que após o cio, Tica desenvolveu, segundo Sandra, uma leve gravidez psicológica. "Achamos que a Tica estava ficando muito sentimental e quando a gente ia olhar a gata, ela chorava na janela do quarto pedindo pra procurar a Mil", disse a dona dos bichinhos.

Desde então, a faxineira conta que a cadela começou a cuidar e amamentar a companheirinha. "A gatinha mama quase todo tempo, é só ver a cachorra que fica pedindo 'mamá' pra mãe dela", explicou Sandra.

Ela revelou que, no início, achou estranho ver a cachorra dando leite para uma gata, mas que com o tempo se acostumaram e o hábito virou rotina. "A vizinhança também achou muito estranho no começo, mas depois passou a olhar com outros olhos também", disse.

O ato, nas redes sociais, viralizou, e ao publicar para os amigos, Sandra ganhou curtidas e comentários de diferentes usuários. Para ela, o mais impressionante da história é poder ver o amor mesmo em espécies diferentes. "Isso mostra ao seres humanos que acima de tudo o amor é nossa maior riqueza", concluiu a jalesense.

Pseudociese provoca hábito

Para a veterinária de Rio Preto, Natália Faria Rosa, ao adotar a gata como sua filhote, a cachorra produz o leite por meio do estímulo do felino em busca de ser amamentado. 

Ela explicou que as cadelas têm seu ciclo estral, série de mudanças fisiológicas recorrentes que são induzidas por hormônios reprodutivos na maioria das fêmeas mamíferas, a cada seis meses e ele dura em torno de 21 dias.

De acordo com Natália, algumas cadelas não castradas, no entanto, podem desenvolver após este período a pseudociese, popularmente conhecida como gravidez psicológica. 

"A cadela com pseudociese tende a adotar outros animais, até mesmo de outras espécies ou bichinhos de pelúcia, fazendo ninnhos e com hábitos que teriam como se estivessem prenhas e prestes a parir seus filhotes", disse.

A veterinária explicou que teoricamente o fato de a gata ser amamentada pela cachorra não gera nenhum problema para a felina, mas lembrou que se a gata não deixar de mamar, a cachorra continuará com a gravidez psicológica.

A profissional também acrescentou que a produção de leite indesejada pode causar mastite e até outros problemas para a cachorra. "O ideal neste caso é a castração se a tutora não colocar a cadelinha para procriar", disse.

 
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