Bombeiros encontram parte de corpo no Estoril
Delegado de Homicídios, André Amorim afirmou que as mãos da vítima foram localizadas

O Corpo de Bombeiros em operação conjunta com a Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) localizou na tarde desta quarta-feira, 5, em uma galeria de esgoto no Estoril, um saco plástico com mais uma parte do corpo da mulher esquartejada em Rio Preto.
O delegado de Homicídios, André Amorim, afirmou que as mãos da vítima foram localizadas.
“Foram encontradas mais duas partes do corpo. Localizamos os dois braços, do cotovelo para baixo, contendo as mãos dela. As mãos ainda ostentavam unhas pintadas com uma cor muito semelhante à encontrada nos dedos dos pés que já haviam sido localizados”, disse.
Segundo o delegado, o trabalho pericial agora é fundamental para a identificação da vítima. “A perícia fez os trabalhos de campo e agora nós esperamos que ainda haja pele suficiente nessas mãos para a retirada das impressões digitais e, finalmente, a identificação dessa pessoa.”
Amorim explicou que o suspeito colaborou com as investigações. “Ele indicou, há dois dias, um bueiro onde havia descartado outras partes. Nós diligenciamos e localizamos a perna esquerda. Diante do escoamento das águas pluviais, deduzimos que outras partes poderiam ter seguido pela tubulação e parado neste ponto, onde agora foram encontradas.”
O delegado destacou o apoio dos bombeiros. “Pedimos apoio do Corpo de Bombeiros, que prontamente nos atendeu, fez um trabalho excelente e rapidamente localizou essas outras partes do corpo, inclusive dentro de uma sacola com características semelhantes às descritas pelo autor.”
Sobre a importância da nova localização, ele ressaltou: “Essas partes são de grande interesse para a investigação. Estamos esperançosos de que as impressões digitais estejam conservadas e permitam a identificação pelo sistema, caso a vítima tenha registro no Estado de São Paulo.”
Amorim informou que o corpo ainda não foi totalmente localizado. “Ainda faltam partes como a região genital, nádegas e parte do tórax.”
De acordo com ele, as investigações seguem com outras frentes. “Agora vamos tentar identificar a vítima, ouvir testemunhas e concluir a análise de materiais apreendidos, como imagens e celulares, que já foram encaminhados para a perícia. Também vamos verificar possíveis registros de câmeras de segurança.”
Sobre o prazo para identificação, o delegado afirmou que ainda não há previsão. “É preciso verificar se será possível realizar o exame papiloscópico. Caso seja, esperamos que o resultado saia o mais rápido possível, a depender do Instituto de Identificação de São Paulo.”
Por fim, ele afirmou que, após a conclusão das diligências, o caso será encaminhado ao Judiciário. “Vamos concluir as investigações e remeter nossas conclusões ao Poder Judiciário.”
Buscas
Segundo o tenente André Teixeira, os bombeiros foram acionados após a suspeita de que partes do corpo da vítima teriam sido descartadas no local.
Para a operação, a equipe utilizou equipamentos específicos para atuação em ambiente confinado, devido ao risco biológico e às condições insalubres da galeria. O espaço tem aproximadamente 100 metros de diâmetro e profundidade entre 12 e 15 metros.
As buscas foram organizadas por setores, em formato de anéis. Ainda durante a varredura inicial, o material foi localizado em cerca de 30 minutos.
Após a localização, os bombeiros fizeram a retirada de forma técnica para preservar possíveis vestígios e material genético. O conteúdo foi encaminhado para perícia.
O material estava embalado em uma sacola plástica verde. A identificação oficial será feita por exames periciais, que darão sequência às investigações do caso.