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EDUCAÇÃO

Berçaristas fazem greve por atraso de pagamentos em Rio Preto

Funcionárias terceirizadas temem ficar sem receber até as rescisões contratuais

por Marco Antonio dos Santos
Publicado há 50 minutosAtualizado há 23 minutos
Berçaristas entram em greve por atraso de pagamento de beneficios (Marco Antonio dos Santos)
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Berçaristas entram em greve por atraso de pagamento de beneficios (Marco Antonio dos Santos)
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Berçaristas da rede municipal de ensino de Rio Preto iniciaram, nesta segunda-feira, 11, uma greve por tempo indeterminado por atraso de pagamentos de benefícios como vale-alimentação e gratificação por assiduidade. Além disso, elas temem ficar sem receber o acerto da rescisão contratual com a empresa no final deste mês de mai.

Um grupo de 80 berçaristas foi até a Câmara de Vereadores para participar de sessão da comissão especial de investigação que apura irregularidades nos contratos com a Prefeitura.

As mulheres alegam que, além da falta de pagamento dos benefícios, a empresa terceirizada não tem repassado aos bancos o dinheiro descontado em folha de pagamento. A falta de repasse foi descoberta pelas funcionárias após serem cobradas pelas instituições financeiras.

As trabalhadoras terceirizadas foram recebidas na Câmara pelos vereadores João Paulo Rillo (PT) e Pedro Roberto (Republicano). Eles interromperam temporariamente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para ouvir as funcionárias. A oitiva foi incluída de forma emergencial para dar voz às trabalhadoras.

Segundo os parlamentares, as denúncias envolvem a empresa Produserv que já havia sido alvo de reclamações anteriores. Desta vez, os relatos apontam atraso de salários e falhas no pagamento de benefícios.

A Câmara informou que o sindicato da categoria já foi acionado para acompanhar o caso. Após a escuta das trabalhadoras, a tendência é de convocação da secretária responsável, gestores do contrato e representantes da empresa.

Críticas

Durante a sessão, também foram feitas críticas ao modelo de terceirização. O vereador Pedro Roberto afirmou que há falhas estruturais no sistema. “Existe um sistema que precisa ser revisto. Muitas vezes, no final dos contratos, aparecem problemas e quem acaba prejudicado são os trabalhadores”, declarou.

As investigações devem continuar nos próximos dias, com novos depoimentos e possíveis desdobramentos dentro da CPI.

NOTA

Em nota, a Secretaria de Educação de Rio Preto afirmou que "não existe qualquer pendência de pagamento relacionada às funcionárias de Apoio Escolar da Educação Infantil".

Segundo a Educação, "a paralisação ocorreu em razão de uma informação equivocada repassada pelo sindicato às trabalhadoras, no sentido de que o valor do vale-alimentação/ticket teria sido pago menor".

Ainda segundo a nota, a empresa responsável pelo contrato realiza o pagamento do benefício de forma antecipada, correspondente a 15 dias. "Considerando que a prestação dos serviços será encerrada em 28/05, o valor creditado foi proporcional ao período efetivamente trabalhado até a data de encerramento contratual. Dessa forma, não há irregularidade ou atraso nos pagamentos efetuados às colaboradoras."

A reportagem não conseguiu contato com a Produserv.