Bancários da região de Rio Preto aderem à paralisação nacional
Sindicato afirma que cerca de 95% das agências da região estão fechadas; categoria reivindica reposição da inflação, aumento real de 5% e melhores condições de trabalho

Cerca de mil bancários aderiram à paralisação da categoria nesta quinta-feira, 20, em Rio Preto e região. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e Região, Hilário Juliano Ruiz de Oliveira, o movimento atingiu instituições públicas e privadas e aproximadamente 95% das cerca de 40 agências bancárias estão fechadas.
“Nós tivemos adesão maciça de todos os bancos e de todos os bancários. Acreditamos que em torno de mil bancários estão com os braços cruzados hoje”, afirmou Hilário.
Segundo o sindicalista, apesar da possibilidade de algumas unidades permanecerem abertas temporariamente, a orientação da entidade é ampliar a paralisação. “Nós temos em torno de 40 agências. Acredito que 95% devem estar fechadas. Pode ter alguma agência urbana aberta temporariamente, mas nós vamos fechá-la também”, disse.
A paralisação atinge tanto bancos privados quanto instituições públicas. De acordo com Hilário, a adesão entre funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal chegou a 100%.
“São bancos onde, na mesa de negociação, nós temos algumas pendências em relação ao Saúde Caixa e à Previ, que é o plano do Banco do Brasil, além das demandas feitas na mesa da Fenaban. Precisamos resolver isso. Enquanto não for resolvido esse impasse, nós vamos continuar o movimento e as atividades”, afirmou.
Entre as principais reivindicações econômicas da categoria estão a reposição da inflação e aumento real de 5%, além da valorização dos benefícios pagos aos trabalhadores.
“A principal reivindicação, na esfera econômica, é a reposição da inflação mais o aumento real de 5%. Também queremos uma valorização maior no tíquete e no vale-refeição, diante da inflação dos alimentos, que foi muito maior nesse período de dois anos, como também uma melhora na participação nos lucros e resultados”, disse Hilário.
A pauta também inclui reivindicações relacionadas à manutenção das agências físicas, contratação de funcionários e condições de trabalho. Segundo o presidente do sindicato, a saúde mental dos bancários é uma das preocupações da categoria.
“Em outra esfera, queremos o fim do fechamento de agências, contratação de funcionários e melhores condições de trabalho para os bancários, que hoje adoecem em um nível muito alto. Precisamos ter programas que combatam isso e ajudem na saúde mental do trabalhador”, afirmou.
Com a paralisação, o atendimento presencial nas agências fica suspenso, mas caixas eletrônicos e aplicativos bancários continuam disponíveis para determinadas operações, como saques e transferências.
Hilário alertou, porém, que algumas operações podem não ser processadas durante a paralisação, principalmente depósitos bancários. “Para saque, algumas transações são possíveis. Alertamos que alguns bancos sequer vão processar o depósito bancário. Então, fiquem atentos. É melhor entrar em contato com quem tiver que receber algum depósito e dizer que a operação pode ser feita amanhã”, afirmou.