Excursão da Arquidiocese de Rio Preto ao Santuário de Aparecida reúne 3 mil pessoas
Romeiros vão sair das paróquias na noite de sexta-feira, 15, para participar de missa às 6h celebrada por dom Antonio Emidio Vilar

A Arquidiocese de Rio Preto realiza neste fim de semana mais uma edição da tradicional romaria ao Santuário Nacional de Aparecida. A expectativa é reunir cerca de 3 mil fiéis, distribuídos em aproximadamente 60 ônibus que sairão de diversas paróquias da região.
Segundo o padre Luiz Caputo, coordenador arquidiocesano de pastoral, a peregrinação já ocorre há mais de duas décadas, mas este é apenas o segundo ano em que é organizada oficialmente pela arquidiocese, após a elevação da diocese. “É um momento de unidade diocesana, em torno da casa da mãe, Nossa Senhora”, afirmou.
Neste ano, a romaria passou por uma mudança no calendário e será realizada em maio, dentro do mês mariano. Tradicionalmente, o evento acontecia no fim de agosto.
Os ônibus devem sair, em sua maioria, na noite de sexta-feira, 15, com horários definidos por cada paróquia. A missa principal está marcada para as 6h de sábado, no Santuário Nacional, e será presidida pelo arcebispo Dom Vilar.
Após a celebração, os grupos têm programação livre. Parte dos fiéis retorna ainda no sábado à tarde, enquanto outros optam por permanecer até domingo.
De acordo com o padre, não há mudanças significativas na programação deste ano. Durante o trajeto, os peregrinos participam de momentos de oração, como o terço, além de mensagens preparadas pela arquidiocese para os grupos.
“É uma forma de valorizar a piedade popular e a devoção à Nossa Senhora, vivendo esse espírito de peregrinação”, disse Caputo.
A romaria também mobiliza histórias de fé entre os participantes, como da assistente administrativa Ana Paula Araújo, que participa há anos da peregrinação e relata que a devoção surgiu após um momento difícil durante a gravidez.
“Eu estava com um descolamento muito grande e o médico falou que só por um milagre para salvar o bebê. Eu fiz uma novena e, quando voltei ao médico, ele disse que nem parecia que eu tinha tido o problema. Foi um milagre”, afirmou.
Desde então, ela passou a participar da romaria todos os anos. “Eu levei meu filho desde quando ele nasceu até os 18 anos. É uma forma de agradecimento”, disse.