Aposentado perde R$ 23 mil em golpe de falso contratante em Rio Preto
Criminoso se apresentou como juiz e disse que precisava contratar motorista; vítima fez transferências e depósitos antes de descobrir fraude

Um aposentado de 67 anos perdeu mais de R$ 23 mil após cair em um golpe aplicado por uma pessoa que se apresentou como juiz e afirmou estar à procura de um motorista de confiança. O caso ocorreu na tarde de quarta-feira, 26, no Jardim América, em Rio Preto, e foi registrado como estelionato.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu pelo WhatsApp o contato de uma pessoa que se apresentou como um suposto juiz e alegou que precisava contratar um motorista de confiança.
Durante a conversa, o golpista pediu dados pessoais do aposentado, além de cópia da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e informações sobre o veículo e endereço, sob o pretexto de realizar uma entrevista e fazer o cadastro profissional.
Na sequência, o criminoso afirmou falsamente que havia efetuado um crédito na conta bancária da vítima, inclusive com um suposto valor excedente, e orientou que determinadas quantias fossem devolvidas por meio de transferências e depósitos.
Acreditando na história, o aposentado realizou três transferências nos valores de R$ 4.490, R$ 7.890 e R$ 5.670, destinadas a diferentes beneficiários. Ele também fez dois depósitos em dinheiro, de R$ 1,5 mil e R$ 3.490.
As operações somaram R$ 23.040. Somente depois dos pagamentos, a vítima verificou que o crédito bancário anunciado pelo suposto juiz não havia sido realizado.
Ainda conforme o registro policial, as mensagens trocadas pelo WhatsApp foram apagadas pelo golpista. Ao procurar sua instituição financeira, o aposentado também foi informado de que a pessoa cuja identidade estaria sendo utilizada pelo criminoso já havia morrido, o que reforçou a suspeita de fraude.
O caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de Rio Preto, que deverá prosseguir com as investigações. A Polícia Civil deverá requisitar informações bancárias dos beneficiários das transferências, tentar identificar o titular da linha telefônica usada no golpe e realizar outras diligências para identificar o responsável.