Omissão de cautela

Após cães morderem duas pessoas, tutor incita animais a atacarem PMs em Rio Preto 

Com ferimentos nos braços e pernas, duas vítimas foram internadas na UPA Tangará

por Joseane Teixeira
Publicado em 10/08/2025 às 09:16Atualizado em 10/08/2025 às 12:17
Central de Flagrantes (Joseane Teixeira (arquivo))
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Central de Flagrantes (Joseane Teixeira (arquivo))
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Um homem de 45 anos foi detido na noite deste sábado, 9, na Estância Jockey Clube, após os cães dele atacarem e ferirem dois moradores, que precisaram ser internados. Ao ser colocado na viatura, ele ainda incitou os animais a morderem os policiais militares.

A Polícia Militar foi acionada por duas vítimas, de 47 e 48 anos, que denunciaram terem sido mordidas por aproximadamente dez cães na rua Plácido Goes.

Durante deslocamento para o endereço, a equipe constatou que havia diversos cães sem raça definida na rua, acompanhados do tutor, um desempregado de 45 anos que apresentava sinais visíveis de embriaguez.

Ele foi orientado a recolher os animais para evitar acidentes com os moradores e os policiais seguiram para o final da via, onde estavam as vítimas.

No local, foi constatado que os dois homens apresentavam múltiplos sinais de mordidas nos braços e pernas. Eles relataram que o responsável pelos animais não tinha prestado qualquer assistência.

Os PMs retornaram à casa do dono dos cachorros para conduzi-lo à delegacia e depararam novamente com os animais soltos. Ao colocar o tutor no compartimento de presos da viatura, ele incitou os cães a atacarem os policiais. Um soldado foi mordido na perna direita.

Os dois moradores feridos precisaram ser internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tangará e receberam sutura nos ferimentos.

Durante deslocamento para a Central de Flagrantes, o desempregado tentou danificar o vidro da viatura com cabeçadas.

No entendimento do delegado plantonista, não havia elementos que comprovassem que o homem utilizou os cães como instrumentos para provocar as lesões nos moradores. As vítimas, que estavam internadas, não puderem ser ouvidas e, portanto, por falta de representação criminal, o homem foi ouvido e liberado. Ele vai responder em liberdade pelos crimes de omissão de cautela na guarda de animais e lesão corporal.