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Alunos da Unesp Rio Preto fazem protesto para reivindicar melhorias no ensino

Os estudantes aderiram a um movimento estadual dos universitários estaduais para pressionar o governo estadual por mais investimentos

por Marco Antonio dos Santos
Publicado há 1 horaAtualizado há 57 minutos
Estudante da Unesp fazem paralisação por melhorias (Colaboração leitor)
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Estudante da Unesp fazem paralisação por melhorias (Colaboração leitor)
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Estudantes da Unesp de Rio Preto fazem, nesta quarta-feira, 6, uma paralisação por melhores condições de ensino em toda a rede da universidade paulista. Na frente da portaria de entrada do campus, há uma faixa afixada para divulgar o protesto dos alunos com a frase "Ninguém estuda com fome. Por estrutura e contratação".

Os universitários denunciam precarização do ensino, falta de professores, sobrecarga de servidores e pedem melhorias na assistência estudantil aos alunos mais carentes..

Por enquanto, a paralisação não conta com adesão dos professores e funcionários da instituição, mas pode interferir nas aulas dos cursos.

Estado

As universidades estaduais de São Paulo vivem um momento de intensa mobilização dos estudantes, que buscam melhorias na permanência estudantil, moradia e alimentação. Paralelamente, docentes e servidores pressionam por recomposição salarial.

Desde 14 de abril, estudantes da USP estão em greve. Na Unesp, paralisações nesta terça, 5, e na quarta-feira, 6, apontam uma possível adesão ao movimento. A Unicamp vai deliberar sobre o tema em assembleia nesta quinta-feira, 7. Algumas reivindicações se repetem nas três instituições, como mais investimentos em permanência estudantil, ampliação de moradia e melhoria na alimentação.

Neste contexto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrou no debate, adotando um tom crítico em relação ao movimento estudantil. “Se eu fosse estudante, eu estaria estudando o máximo que eu pudesse, aproveitando com unhas e dentes as oportunidades”, disse. “Para mim, não entra na minha cabeça a greve dos estudantes. Estudante, na minha opinião, tem que estudar.”

O governador afirmou ainda que o movimento tem conotação política. “A greve tem um cunho político, isso está bastante claro. Eu lamento a perda de oportunidade. A gente está falando de uma universidade de ponta, que tem um recurso garantido do Estado.”

(Com Agência Estado)