Alunos da Unesp Rio Preto fazem protesto para reivindicar melhorias no ensino
Os estudantes aderiram a um movimento estadual dos universitários estaduais para pressionar o governo estadual por mais investimentos

Estudantes da Unesp de Rio Preto fazem, nesta quarta-feira, 6, uma paralisação por melhores condições de ensino em toda a rede da universidade paulista. Na frente da portaria de entrada do campus, há uma faixa afixada para divulgar o protesto dos alunos com a frase "Ninguém estuda com fome. Por estrutura e contratação".
Os universitários denunciam precarização do ensino, falta de professores, sobrecarga de servidores e pedem melhorias na assistência estudantil aos alunos mais carentes..
Por enquanto, a paralisação não conta com adesão dos professores e funcionários da instituição, mas pode interferir nas aulas dos cursos.
Estado
As universidades estaduais de São Paulo vivem um momento de intensa mobilização dos estudantes, que buscam melhorias na permanência estudantil, moradia e alimentação. Paralelamente, docentes e servidores pressionam por recomposição salarial.
Desde 14 de abril, estudantes da USP estão em greve. Na Unesp, paralisações nesta terça, 5, e na quarta-feira, 6, apontam uma possível adesão ao movimento. A Unicamp vai deliberar sobre o tema em assembleia nesta quinta-feira, 7. Algumas reivindicações se repetem nas três instituições, como mais investimentos em permanência estudantil, ampliação de moradia e melhoria na alimentação.
Neste contexto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrou no debate, adotando um tom crítico em relação ao movimento estudantil. “Se eu fosse estudante, eu estaria estudando o máximo que eu pudesse, aproveitando com unhas e dentes as oportunidades”, disse. “Para mim, não entra na minha cabeça a greve dos estudantes. Estudante, na minha opinião, tem que estudar.”
O governador afirmou ainda que o movimento tem conotação política. “A greve tem um cunho político, isso está bastante claro. Eu lamento a perda de oportunidade. A gente está falando de uma universidade de ponta, que tem um recurso garantido do Estado.”
O que diz a Unesp
A Direção do Ibilce, campus da Unesp de Rio Preto, afirmou em nota que "foi informada pelos próprios estudantes a respeito da realização de uma paralisação acadêmica nos dias 05 e 06 de maio de 2026, conforme deliberação do movimento estudantil".
Confira a nota:
Segundo o informe do próprio movimento a pauta de reivindicações tem os seguintes pontos:
• Por mais verba para as universidades estaduais e contra os cortes do governo;
• Por mais manutenção estrutural no campus e na moradia;
• Contra a Portaria 15;
• Pelo aumento do número de auxílios da permanência;
• Pela contratação de professores e técnicos;
• Por mais verba para o Ibilce e melhor divisão da verba da UNESP.
Posteriormente, outras reivindicações locais foram apresentadas relacionadas à Moradia Estudantil e aspectos da estrutura da unidade, que já foram encaminhadas. A Direção reconhece a legitimidade do espaço de diálogo e manifestação dos estudantes e informa que continua, como sempre, aberta à interlocução com as representações estudantis, buscando encaminhamentos institucionais para análise e solução das demandas dentro da alçada local.