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JULGAMENTO

Agente penitenciário é condenado a 23 anos de prisão pela morte de cantor sertanejo em Votuporanga

Nesta quarta-feira, 29, Rodrigo Marques foi condenado em júri popular por matar Gustavo Caporalini

por Gustavo Terao
Publicado em 30/07/2026 às 09:44Atualizado em 30/07/2026 às 10:12
Gustavo Caporalini foi surpreendido pelo suspeito e baleado enquanto saía de casa (Reprodução/Redes sociais)
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Gustavo Caporalini foi surpreendido pelo suspeito e baleado enquanto saía de casa (Reprodução/Redes sociais)
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Em júri popular nesta quarta-feira, 29, o agente penitenciário Rodrigo Marques foi condenado a 23 anos, 7 meses e 6 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelo homicídio do cantor Gustavo Caporalini e pela agressão contra sua ex-companheira em Votuporanga.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de absolvê-lo das acusações de tentativa de homicídio contra os familiares de Gustavo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes de uma suposta relação entre a ex-companheira do autor e Gustavo.

Ainda conforme o processo, o agente penitenciário marcou um encontro com sua ex-companheira e a agrediu durante uma discussão. Pouco tempo depois, foi até a casa do cantor se passando por policial.

No local, Rodrigo efetuou diversos disparos contra a vítima, inclusive enquanto Gustavo já estava no chão. A vítima morreu ainda no local. Durante a ação, o acusado ainda atirou contra dois familiares de Gustavo que tentaram impedir novos disparos.

O réu cumprirá a pena em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio e lesão corporal. Na sentença, o juiz Ricardo Pagliuso também determinou a perda de cargo de Rodrigo Marques enquanto agente penitenciário.

Segundo a decisão, Rodrigo utilizou prerrogativas da função, como porte de armas de fogo, para facilitar a prática do crime.

O réu informou que deseja recorrer da sentença. Ele estava preso preventivamente e permanecerá preso.

A reportagem entrou em contato com o advogado Marcelo Leal da Silva, representante de Rodrigo Marques, e ele informou que vai recorrer a sentença para contestar a dosimetria, pois considerou a pena desproporcional.