Agente penitenciário é condenado a 23 anos de prisão pela morte de cantor sertanejo em Votuporanga
Nesta quarta-feira, 29, Rodrigo Marques foi condenado em júri popular por matar Gustavo Caporalini

Em júri popular nesta quarta-feira, 29, o agente penitenciário Rodrigo Marques foi condenado a 23 anos, 7 meses e 6 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelo homicídio do cantor Gustavo Caporalini e pela agressão contra sua ex-companheira em Votuporanga.
O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de absolvê-lo das acusações de tentativa de homicídio contra os familiares de Gustavo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por ciúmes de uma suposta relação entre a ex-companheira do autor e Gustavo.
Ainda conforme o processo, o agente penitenciário marcou um encontro com sua ex-companheira e a agrediu durante uma discussão. Pouco tempo depois, foi até a casa do cantor se passando por policial.
No local, Rodrigo efetuou diversos disparos contra a vítima, inclusive enquanto Gustavo já estava no chão. A vítima morreu ainda no local. Durante a ação, o acusado ainda atirou contra dois familiares de Gustavo que tentaram impedir novos disparos.
O réu cumprirá a pena em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio e lesão corporal. Na sentença, o juiz Ricardo Pagliuso também determinou a perda de cargo de Rodrigo Marques enquanto agente penitenciário.
Segundo a decisão, Rodrigo utilizou prerrogativas da função, como porte de armas de fogo, para facilitar a prática do crime.
O réu informou que deseja recorrer da sentença. Ele estava preso preventivamente e permanecerá preso.
A reportagem entrou em contato com o advogado Marcelo Leal da Silva, representante de Rodrigo Marques, e ele informou que vai recorrer a sentença para contestar a dosimetria, pois considerou a pena desproporcional.