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Rio Preto Esporte Clube celebra 102 anos de história

Clube celebra 102 anos com rica história de formar e revelar grandes jogadores para o futebol nacional

por Ozair Júnior
Publicado em 20/04/2021 às 23:55Atualizado em 06/06/2021 às 08:43
Meninas comemoram o bi do Paulistão em 2017 (Divulgação Federação Paulista de Futebol)
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Meninas comemoram o bi do Paulistão em 2017 (Divulgação Federação Paulista de Futebol)
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O Rio Preto Esporte Clube celebra neste dia 21 de abril seus 102 anos de história não da forma como o torcedor queria, mas certamente orgulhoso pela história construída ao longo do tempo. Sem o torcedor no estádio e sem jogar no Campeonato Paulista da Série A-3 devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus, o momento é de recordar as glórias vividas no futebol masculino e feminino.

O Jacaré foi campeão da Segunda Divisão de Profissionais de 1963/64, do Torneio de Seleção para o Paulistinha de 1973 e da Série A-3 do Paulista de 1999, além de garantir acessos com o vice da Intermediária de 1994, da Série A-2 em 2007 (subindo pela primeira e única vez ao Paulistão) e da Série A-3 de 2016.

No feminino, campeão brasileiro de 2015 e bi do Paulistão em 2016 e 2017. Ainda foi vice nacional em 2016 e 2018 no trabalho de dez anos em parceria com o Realidade Jovem. "Foi um marco para modalidade, deixou um legado histórico, uma união legal que deu muito certo e me dá muito orgulho de olhar para trás e saber que fiz parte disso. Amo o Rio Preto como torcedora, aprendi a gostar e desejo que cada vez mais ele pense grande", disse a ex-jogadora e hoje auxiliar-técnica da Seleção Brasileira Sub-20 Jéssica de Lima, que fez parte das conquistas.

Nomes que vieram feitos e alguns construídos por aqui contribuíram uma história gloriosa. "Foi meu segundo clube emprestado pelo São Paulo, fui para o Jalesense, fui artilheiro e o Vergílio [Dalla Pria Neto - presidente] acabou me trazendo em 1985 e começou a minha verdadeira historia", disse Gilson Granzotto, tido como maior artilheiro da história do clube, só em 1994 fez 21 gols. "Era conhecido como o Matador, o Búfalo Branco, Pedalada, daí fui para grandes do futebol brasileiro, o primeiro em 1985 quando o Inter foi ver o jogo do Roberto Biônico, mas o jogo do América era domingo. Foram ver o Rio Preto sábado, fiz quatro gols contra o Barretos e ai o São Paulo acabou me emprestando."

Por 26 anos Gilson viveu na cidade e constituiu família. "Todos do futebol sabem que sou rio-pretense, até hoje vou aí e a torcida me encontra na rua e fala que ia no campo para me ver jogar. Espero que o clube permaneça, a gente passa, o clube fica, ninguém é dono, que seja glorioso, do povo, da cidade, bem maior do que quem jogou e quem dirige."

Vilson Tadei fez parte do título de 1973 e, além de atleta, foi técnico inúmeras vezes. "Foi onde me criei e nasci para o futebol, portanto minha gratidão é enorme ao clube e as pessoas com as quais convivi. Desejo que volte a brilhar dentro de campo e possa ser uma referência como em tempos anteriores. Vida longa ao Rio Preto!", disse Tadei.

Na base, desde Noriva, que foi para o Santos, revelou talentos. "Me lançou pro cenário, deu a oportunidade. Cheguei em 2008 e em 2011 tive a felicidade ser artilheiro do Paulista A-2 (15 gols). Seria um presente extraordinário estar na elite paulista e disputando campeonatos pelo Brasil, sou muito grato", disse o atacante Bruno Nunes, do Brasiliense-DF.

Capitão do acesso à elite, o goleiro Pitarelli também sonha com dias melhores. "É minha segunda casa, o clube que mais me identifiquei, sou torcedor, assim como sou do Guarani e do Santos. Hoje são dias difíceis por culpa da sua direção, que só está à frente por uma decisão judicial, mas torço para que retorne à 1ª divisão, como colocamos um dia", disse.