Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
CARTAS DO LEITOR

Gilbertinho

por Usuário não informado
Publicado em 23/08/2021 às 19:43Atualizado em 23/08/2021 às 19:48
Ouvir matéria

Em relação à reportagem Hospital Santa Helena: 97 anos, publicada no jornal Diário da Região (Rio Preto em Foco) desse domingo, dia 22 de agosto de 2021, foi omitido o nome do dr. Gilberto Lopes da Silva Júnior, filho do fundador Dr. Gilberto Lopes da Silva, conhecido na cidade e região como “Dr. Gilbertinho” e que dedicou quase 60 anos de sua vida à atividade médica ali realizada, tendo sido inclusive diretor da Casa de Saúde Santa Helena (Hospital Santa Helena) por várias décadas.

Foi o dr. Gilberto Lopes da Silva Junior quem, em 1956, fez a primeira cirurgia torácica (canal arterial) de Rio Preto e região, e quem também incentivou a cirurgia cardíaca na cidade posteriormente juntamente com dr. Domingo Braile, ambos operando na Santa Helena a primeira cirurgia cardíaca extracorpórea aqui realizada.

Exemplo de medicina humanizada sempre focada na pessoa do paciente, o dr. Gilbertinho (Gilberto Lopes da Silva Júnior) atuou nas áreas de clínica e cirurgia geral, cirurgia oncológica, cirurgias de pescoço, tórax, membros, abdome, vascular e em cirurgia pediátrica.

A memória dele está intimamente ligada à memória do Hospital Santa Helena, juntamente a de seu pai e fundador dr. Gilberto Lopes da Silva e aos demais fundadores dr. Israel Alves dos Santos, dr. Ernani Pires Domingues e Dr. Mendes Pereira.

Parabéns ao Hospital Santa Helena pelos 97 anos! Que a essência humanística e idealista de seus fundadores esteja sempre presente!

Eliana Lopes da Silva Polotto, Rio Preto

O bispo nu

Esperei até hoje para ver qual seria reação dos leitores deste jornal. infelizmente, ninguém se manifestou ou não leram – ou não deram a atenção devida do escrito do jornalista Lelé Arantes, no artigo O bispo nu, publicado no Painel de Ideias, edição do Diário de 17 de agosto.

Quero parabenizá-lo. Você foi de uma verdade verdadeira. Tenho a certeza que você conduzido pelo Espírito Santo.

Parabéns, Lelé!

Lia Maura Pousa Sestini, Rio Preto

2ª dose

Será que os que não tomam a segunda dose contra a Covid-19 não o fazem por medo do efeito colateral que tiveram com a primeira? (só se foi da AstaZeneca, pois a Coronavac não dá). É fácil confirmar isso e, se for o caso, convencê-los.

Adalberto Lorga, Rio Preto

Afeganistão

Eu sempre discordei do Joe Biden, mas, ele disse uma verdade: Americanos não devem lutar em uma guerra que mesmo os afegãos não querem lutar. Muita gente se diz "chocado" com a situação do Afeganistão, mas em realidade nada mudou.

Os talibãs implementarão a lei da Sharia (lei islâmica), lei em uso na Árabia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos dentre outros e que em realidade não difere muito da lei já em vigor no país.

O que as mídias ocidentais nos mostram é apenas e tão somente o histrionismo, de se deparar com um grupo que prefere viver sob as regras de sua civilização do que sob o "paraíso" da democracia liberal, desta maneira a mídia tende a deturbar a realidade, construindo a narrativa de que a população está contra o talibã.

Nada mais errado existe em tal observação, segundo pesquisa da Pew research, realizada em 2013, 99% dos afegãos querem viver sob o julgo da lei islâmica, sendo que 85% concorda que o apedrejamento é uma pena adequada ao adultério, ora, o grupo taliban encarna com perfeição estes valores aceitos por grande parcela da sociedade.

Com efeito, até mesmo os soldados se recusaram a lutar contra o talibã, sendo que muitos se juntaram ao grupo, ora, se o grupo que deveria encarnar o título de anti-talibã se junta à ele, isto é prova irrefutável do largo apoio que os talibãs gozam. Mas no fim, a realidade é que: 1- Com os talibãs no poder, nada ou muito pouco vai mudar; o sistema judicial já é muito próximo a sharia . 2- As mulheres poderão sim estudar, no entanto, não nas mesmas esc olas que os garotos.

Por fim, um argumento muito usado é de que " se nada muda por qual motivo a população está fugindo do país". Ora, quem não tentaria deixar um país pobre para emigrar aos ricos países europeus, que prometeram abrir a porta do asilo como em 2015? No fim nada muda para o Afeganistão, mas mudará para a Europa, que se verá invadida e saqueada novamente dentro de 40 dias (tempo necessário para percorrer o trajeto entre Afeganistão e Grécia).

Além disto, os países ocidentais ainda ganharão a pecha de "ter destruído o Afeganistão", quando em realidade gastamos 20 anos, mais de 4 mil vidas humanas e trilhões de dólares naquele país, justamente impondo nossos valores lá. A lição que fica é só uma e Samuel H. já à adiantou: O defeito do Afeganistão é civilizacional, a civilização islâmica, a qual o Afeganistão pertence, não consegue viver sob valores democráticos e laicos, por não respeitar este conceito a intervenção já estava fadada ao fracasso há 20 anos atrás e nem 200 anos poderiam mudar esta realidade.

Rafael Martucci rio-pretense, estudante de economia pela Universidade de Varsóvia, Polônia

Verba pública

Parabéns a Jair Bolsonaro pela coragem de contrariar a classe política: “Presidente veta fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões para 2022” (Diário, 21/8). Juntando o fundo partidário ao eleitoral para sustentar mais de 30 legendas, o Brasil se revela como o País que mais gasta dinheiro público com políticos.

O problema é a multiplicidade partidária. Para que 33 partidos, se apenas dois seriam suficientes: um PS, partido social, mais voltado para a esquerda e um PL, partido liberal direcionado para a direita. Qual é a “ideologia” que distingue o PT do PDT? Trata-se apenas de siglas que encobrem interesses econômicos de políticos e de empresas. Não seria bem mais barato e produtivo adotarmos o bipartidarismo?

Salvatore D’ Onofrio, Rio Preto