Fé: Divina e Humana
Fé humana e divina são distintas, mas podem ser molas-propulsoras para ações positivas

“A Fé sem obras é morta” (São Thiago). Como podemos definir a fé? Ela pode ser definida como uma força de vontade direcionada para um objetivo. A crença intensa na existência de alguma coisa; fé em Deus, na vida, no universo; em algo abstrato que, para a pessoa que acredita, se torna verdade. Maneira através da qual são organizadas as crenças religiosas. Fé é uma palavra que significa "confiança", "crença", "credibilidade", sendo um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa. A fé, portanto, pode nos direcionar na vida, espiritual ou material, dividindo-se em dois focos distintos: Divino ou Humano.
A fé humana consiste em acreditar no próprio potencial, tendo fé em si mesmo. Cremos conseguir conquistar algo almejado e vamos atrás deste objetivo. Cria-se uma automotivação. Pois esta fé em si mesmo, na capacidade de realizar sonhos, superar obstáculos, conquistar posições e pessoas gera a força-motriz das realizações pessoais.
Já a fé divina é a certeza espiritual de que Deus nos suportaria em nossos momentos difíceis e nos inspiraria, protegendo-nos mediante a crença tenaz que tivermos.
Fé humana e divina são distintas uma da outra, podendo sim interagirem ou separadamente serem alimentadas por nós. Mas ambas podem ser molas-propulsoras para ações positivas que teremos, impulsionando nossos atos positivos frente a vida.
Com a fé humana acreditamos que podemos fazer algo e fazemos. Esta fé nos dá a confiança na condução com sucesso de nossa carreira profissional; na consolidação de nossa base financeira; na superação de situações que dependam de nossa mudança de atitude. Estimula-nos a lutar com inteligência e dedicação contra o que nos incomoda. Não nos deixa acomodados com o status quo, lembrando-nos de que um futuro diferente só acontecerá se houver atitude proativa no presente.
Para o bem da sociedade ou para nosso próprio crescimento emocional ou profissional, aliar à fé humana um toque de humildade e sensatez, entendendo-se falíveis, irá nos fazer reavaliar sempre as próprias ações. E isso fará com que a fé em nós mesmos não se transforme em orgulho e presunção. A fé humana, sem estas ponderações, traz ilusões sobre a nossa personalidade, tornando-nos arrogantes e donos da verdade.
Já a fé divina é como um sentimento inato ao homem, como que um sustentáculo em que se apóia para enfrentar a existência. Orienta-o na crença em uma força superior a ele e a tudo, que direciona a sua capacidade na busca de algo além do material, na descoberta do seu lado imortal. É a espiritualização, independente de credo. Agrega a caridade, a fraternidade e a melhoria interior. Fé, humana ou divina, é sufocada pelo pessimismo, falta de princípios, desorganização pessoal, atitude displicente frente às oportunidades que a vida nos oferecer, baixa autoestima. Mas a fé é estimulada pelo otimismo, trabalho, tenacidade, perseverança, foco no que queremos e no que acreditamos. Estimuladas e interagindo entre si, a fé humana pode ser espiritualizada pela fé divina. E os objetivos desta última direcionam a força de vontade do homem.
Esta junção da fé humana com a fé divina torna o ser humano capaz de conseguir prodígios, até! Superar limites, vencer enfermidades, mudar de vida e conquistar sonhos. O que para muitos, sem fé, seria inatingível. Crer é o caminho para conquistar!
“Penso que a fé é a extensão do espírito. É a chave que abre a porta do impossível”. Charles Chaplin
Carlos Alex Fett, Coordenador Acadêmico da Escola de Gestão Pública de Rio Preto e Consultor Empresarial – [email protected]