Circular mantém redução de salários e sindicato critica
A Circular Santa Luzia, uma das empresas do consórcio Riopretrans que tem a concessão do transporte público de Rio Preto, propôs manter por mais três meses o corte de 25% dos salários de 400 funcionários, para evitar demissão em massa. A redução foi feita em 2020. Por outro lado, sindicalistas que representam 285 motoristas de ônibus se reuniram nesta quinta-feira, 14, e decidiram não aceitar a redução.
Os cortes, segundo a Circular, foram feitos em razão da queda da arrecadação pela diminuição de passageiros. "Para evitar demissões devido à queda de passageiros que se mantém em mais de 50% no transporte coletivo", informou. "Por volta de 50/60 funcionários (que podem ser demitidos, caso não haja acordo)", completou.
A proposta foi apresentada aos funcionários nesta semana e não se restringe aos motoristas. Até então, segundo informou a Circular, houve demissões pontuais. "Sem dispensa de funcionários em massa", complementou.
A decisão dos motoristas em não aceitar a redução veio depois de três assembleias realizadas nesta quinta-feira. A primeira reunião da categoria foi realizada na parte da manhã, com 84 votos contra a manutenção dos cortes. À tarde, os motoristas voltaram a se reunir e 26 não concordaram. Uma última assembleia foi feita no início da noite. Nesta sexta-feira, 15, eles voltam a conversar com a empresa.
A Circular Santa Luzia e a Expresso Itamarati sustentam que de 100 mil passageiros por dia antes da pandemia, o consórcio transporta, atualmente, 55 mil pessoas. Em 2020, a Prefeitura repassou R$ 5,5 milhões para o consórcio compensar as perdas.
O Congresso Nacional chegou a aprovar lei que previa R$ 4 bilhões para perdas no País no transporte, mas a ajuda foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).