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ARTIGO

Ceticismo

Um ser integral é aquele que reúne todas as partes que formam um todo

por Rogério Roversi Martins
Publicado em 10/11/2023 às 23:25Atualizado em 11/11/2023 às 01:46
Rogério Roversi Martins (Divulgação)
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Rogério Roversi Martins (Divulgação)
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Atualmente, dizemos que uma pessoa cética é alguém que não acredita em nada, mas não é bem assim. Um filósofo cético é aquele que coloca suas crenças e a dos outros sob exame, a fim de verificar se elas realmente são dignas de crédito ou não. A palavra vem do grego “sképsis’’, que significa “exame, investigação’’ e foi fundada por Pirro de Élis, no século IV a.C.

Trata-se de uma corrente filosófica que revela questionamentos sobre ocorrências, opiniões, pensamentos e crenças convencionais pelo senso comum da verdade, o que resulta em um processo intelectual de dúvida permanente na abdicação, por inata incapacidade, de uma compreensão metafísica, religiosa ou absoluta do real.

O termo cético é utilizado com frequência para se referir a uma pessoa que não possui fé em Deus, deuses, religiões ou outras formas de crença ou expressão de fé. Isso não significa que seja um indivíduo sem fé alguma, o que o faria um ateu ou agnóstico.

A questão é ainda muito polêmica, recheada de preconceitos e julgamentos. Varia de acordo com o país ou, mais evidente, entre o Ocidente e o Oriente. Muitos indivíduos já preferem o termo espiritualista ou espiritualidade ao invés da discussão sobre qual a melhor religião.

Aqui cabe também definir o que é um ser humano integral. Um ser integral é aquele que reúne todas as partes que formam um todo. Em “humanês”, podemos dizer que é aquele que busca a completude. Ser integral é reconhecer que somos seres bio-psico-emocionais e espirituais.

Recentemente, temos acompanhado uma guerra entre judeus e palestinos que ultrapassa, em muito, a questão religiosa. Prevalece o fanatismo de um deus e a brutalidade, sem poupar crianças e idosos, desprezando a fome e a sede, e com objetivo maior de expandir seus territórios e sua influência geopolítica, semelhante às Cruzadas que aconteceram na Europa no período da Idade Média.

O historiador e jornalista Justin Marozzi chegou a questionar “O mundo seria mais pacífico se não houvesse religião?”. E eu complemento: Nossa humanidade não viveria de uma forma mais leve, suave e em paz se seguissem uma cartilha de princípios éticos e morais e aberta a uma Espiritualidade?

Rogério Roversi Martins, Engenheiro, Rio Preto