Caso Giovana: morte de adolescente será investigada pela DDM de Rio Preto
Apuração foi transferida de Nova Granada para Rio Preto a pedido do Ministério Público

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto será a responsável pela investigação da morte da adolescente Giovana Pereira Caetano de Almeida, de 16 anos, que foi encontrada enterrada em uma fazenda de Nova Granada. A informação é do Departamento de Polícia Judiciária do Interior na região de Rio Preto (Deinter-5).
A investigação foi iniciada na delegacia de Nova Granada, mas a pedido do Ministério Público foi encaminhada a Rio Preto. A Promotoria entendeu que o caso iniciou em Rio Preto, já que a adolescente teria morrido na empresa de Gleison Luís Menegildo e depois sido levada para a fazenda.
"A competência para o processo e julgamento do crime de homicídio é do lugar onde o agente praticou os atos de execução ('forum delicti comissi'), onde o crime gerou intranquilidade social e onde melhor se fará a colheita das provas", escreveu a promotora Catharina Verboonen. O pedido foi acatado pelo juiz Gabriel Albieri.
"Trata-se de inquérito policial instaurado pela Autoridade Policial de Nova Granada/SP, para apuração de eventuais crimes de homicídio, ocultação de cadáver e posse irregular de arma de fogo de uso permitido", escreveu na decisão. "Acolho a manifestação do Ministério Público e determino a redistribuição do presente inquérito policial ao Juízo de uma das Varas Criminais da Comarca de São José do Rio Preto – SP".
A delegada Dalice Aparecida Ceron, da DDM, diz que é necessária a chegada oficial do inquérito para determinar qual delegada assumirá a coordenação da investigação.
Os investigados do caso são o empresário Gleison Luís Menegildo, dono da fazenda em que foi encontrado o corpo, e o caseiro Cleber Danilo Partezani.
Os dois chegaram a ser presos em flagrante pela ocultação do cadáver da adolescente, mas foram soltos após pagamento de fiança.
Deve ser enviado nos próximos dias para a DDM o resultado do exame de necrópsia para determinar em quais circunstâncias ocorreu a morte.
O caso
Giovana estava desaparecida desde dezembro de 2023 e foi encontrada enterrada em uma fazenda de Nova Granada. O corpo foi encontrado oito meses depois, com base em denúncia anônima.
O empresário afirmou à polícia que a jovem morreu por overdose de cocaína e, sem saber como agir, decidiu enterrar o corpo na fazenda, tendo para isso ajuda do caseiro.