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Diário da Região

29/06/2017 - 19h38min

Saúde

Vai viajar? Monte sua farmacinha

Saúde

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As férias de julho já chegaram e, com elas, muitos planos para a tão esperada viagem em família. A preocupação de muita gente é que tipo de remédio levar, principalmente nas viagens internacionais. Exagero? Nada. Assim como no seu dia a dia, também nas férias você nunca sabe quando pegará uma gripe, poderá comer algo que faça mal ou torcer o pé, por exemplo. 

Uma das alternativas mais comuns é levar uma "farmacinha", com uma pequena quantidade de medicamentos básicos que costumamos ter em casa. Além disso, muita gente precisa de medicações de uso contínuo, como em casos de diabetes e pressão alta. Nesses casos, ter medicamentos na bagagem não é apenas prevenção, mas necessidade. 

Mas você sabe exatamente quais medicamentos pode levar e como ingressar num país estrangeiro com eles? Existem cuidados a serem tomados antes do embarque e nem sempre as pessoas lembram de questionar quais as condições para o transporte de tais substâncias.

Não existem regras mundiais para quem viaja com medicamentos, e cada país pode ter duras restrições e desconfianças na hora que você desembarcar no aeroporto.

Acredite, existem regras, porque medicamentos são drogas e, como tais, estão sujeitas a regulações específicas. Também existem diferentes regras entre companhias aéreas, bem como entre voos domésticos e internacionais. 

Para ter 100% de segurança de que não haverá problemas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta o passageiro a consultar a embaixada ou consulado do país de destino. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que "todo medicamento estará passível de inspeção sanitária, em caso de voos internacionais".

Você deve ter o cuidado de não despachar medicamentos essenciais. Sua bagagem pode extraviar e você ficar sem eles em um país estrangeiro, onde, muitas vezes, as regras para compra podem exigir receita de um médico local. Neste caso, você terá de marcar e pagar a consulta. Uma forma de se proteger contra imprevistos é transportar esses remédios na bagagem de mão. Em caso de doenças crônicas, é mais seguro, além da receita, viajar com um laudo médico que comprove a necessidade de uso da medicação. Os remédios de venda controlada, que são os de tarjas preta e vermelha, devem estar acompanhados de receita médica onde conste o nome do passageiro e o carimbo do médico.

A Anac orienta o passageiro a apresentar tudo aos fiscais no momento da inspeção de segurança - a passagem pelo raio-x. A agência recomenda ainda que os remédios sejam mantidos fechados em suas embalagens originais, a não ser que seja necessário o uso durante o voo. Outra dica é adquirir medicamentos em quantidade suficiente para o tempo de permanência no exterior. Tenha também um sobra para o caso de perder ou esquecer uma cartela ou frasco durante o trajeto.

Doenças crônicas

Passageiros diabéticos podem levar insulina e outros líquidos necessários, como sucos especiais para alimentação, na bagagem de mão, mas apenas na dose necessária para o consumo durante a viagem e acompanhados da prescrição médica que especifique a quantidade autorizada. O mesmo se aplica a quem faz uso de medicamentos injetáveis. As agulhas devem estar acondicionadas em embalagens lacradas e ser apresentadas aos fiscais de segurança de embarque junto com a receita, pois não são permitidos objetos perfuro-cortantes a bordo.

Dicas Simples

  • Consulte informações nas embaixadas ou consulados dos países para onde você vai e descubra se há restrições quanto ao transporte de medicamentos na bagagem de mão.
  • Carregue seus remédios, sempre que possível, na bagagem de mão. Isso vai evitar que você fique sem eles caso sua bagagem seja extraviada.
  • Carregue com você as receitas de seus medicamentos e laudos que comprovem a necessidade de uso, principalmente para aqueles de uso contínuo. Também mantenha seus medicamentos nas embalagens originais, com a bula. Isso tornará mais fácil a identificação 
  • se a alfândega quiser conferir.
  • Se você faz uso de medicamentos injetáveis, como insulina, acondicione as agulhas em embalagens lacradas, que deverão ser apresentadas à segurança do embarque junto com a receita.
  • Leve medicamentos suficientes para todo o tempo de duração da viagem. Você poderá não encontrar ou conseguir comprar no destino.
  • Peça ao seu médico que indique na receita também o nome genérico da substância e a quantidade a ser levada. Confira se seu nome está escrito corretamente na receita e que coincida com seus documentos de viagem.

Não precisam de receita

Geralmente, os medicamentos mais simples não precisam de receita. Para evitar qualquer contratempo, não esqueça de levar na mala remédio para dor de garganta, gripe, diarreia, dor de estômago, má digestão, enjoo, dor de cabeça, febre e cólicas

Fique de olho também nas regras para vacinas

É sempre bom lembrar que alguns países ainda sofrem com doenças de baixa incidência ou que já tenham sido erradicadas no Brasil. Sempre consulte se existem vacinas que devem ser tomadas para entrar no país para onde vai viajar e se elas estão em dia. Com o objetivo de erradicar a febre amarela, alguns países exigem dos viajantes o "Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia" (CIVP) para o ingresso em seu território. Esta vacina deve ser administrada pelo menos dez dias antes da viagem.

A lista de países que exigem o certificado contra febre amarela pode ser encontrada no site https://viajante.anvisa.gov.br/viajante/. É necessário fazer o cadastro para ter acesso às informações.

A emissão do CIVP em Rio Preto é feita desde o começo do ano em um posto localizado no aeroporto "Eribelto Manoel Reino" e atende moradores da cidade e de toda a região, além de passageiros em trânsito. Mas no local é feita somente a parte burocrática da documentação, como a transformação da carteira de nacional para internacional. A vacinação deve ser feita nas unidades de saúde dos municípios.

Outras vacinas também poderão ser recomendadas como medida preventiva ao viajante que se desloca para áreas de risco. Informe-se se existe essa indicação para o destino da sua viagem. É bom lembrar que as vacinas geralmente têm um período que varia entre 10 dias e 6 semanas até atingir a proteção esperada. Por isso, devem ser aplicadas com a devida antecedência à viagem.

 

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