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Diário da Região

20/03/2016 - 00h00min

Saúde

Vá para cama com Beethoven

Saúde

Stock Images/Divulgação NULL
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A noite chega e, apesar de estar muito cansado, você deita, vira de um lado para o outro, vê o ponteiro do relógio avançar hora adentro, mas não consegue dormir? Saiba que ouvir música clássica pode ajudá-lo a cair no sono. Uma revisão recente da Universidade Aarhus e da Academia Real de Música, ambas na Dinamarca, mostra que escutar esse tipo de melodia antes do descanso noturno auxilia de verdade a pregar os olhos. 

Publicado pelo Instituto Cochrane, um dos centros de pesquisa mais rigorosos no mundo, o trabalho concluiu que ouvir de 25 a 60 minutos de música antes do encontro com o travesseiro é uma solução segura e eficaz contra a insônia. A música ajuda o corpo e a mente a relaxar. "O som contribui para o relaxamento, tira pensamentos angustiantes de cena e induz emoções positivas. Tudo o que facilita a chegada do sono", diz a neurocientista dinamarquesa Kira Vibe Jespersen.

Dá para sentir no corpo as alterações que a música causa: dependendo do ritmo, a respiração se torna mais calma ou mais ofegante, a pressão sanguínea aumenta ou diminui, os batimentos cardíacos se tornam mais fortes ou mais leves. E isso já foi comprovado em vários estudos, como os divulgados pela American Music Therapy Association (AMTA), nos Estados Unidos, e pela World Federation of Music Therapy (WFMT), na Itália.

A musicoterapeuta Maristela Smith, autora do livro Musicoterapia e Identidade Humana: Transformações para Ressignificar, defende que é possível, sim, beneficiar-se dos efeitos da música, desde que orientado por um profissional qualificado. "Mas não são todas as músicas, estruturas e harmonias que podem ser usadas para relaxar", explica a musicoterapeuta, que é fundadora da área de musicoterapia do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Liberdade de escolha

'Os benefícios da música clássica são conhecidos e ajudam, sim, a dormir. No entanto, a individualidade de cada um deve ser preservada acima de qualquer coisa. Não adianta tentar relaxar com esse tipo de som se você não gosta desse tipo de música e prefere outro ritmo. "Você pode usar um outro tipo de música mais calma, que poderá também ajudar a relaxar", diz o médico e professor da Famerp João Bosco Guerreiro da Silva. "Não adianta ouvir música erudita para relaxar se não gosta", concorda a musicoterapeuta Suzanha Banhara. Como tudo na vida, a aplicação da música exige autoconhecimento. "Mesmo uma música mais calma pode provocar agitação na pessoa e trazer efeito diferente do esperado", complementa. Nesse caso, é preciso se autoconhecer para ver se a música clássica surtirá ou não os efeitos esperados na hora do sono. 

Dicas para dormir melhor

  • Não consuma substâncias estimulantes como coca-cola, chá-mate, chá-preto após às 18 horas, nem bebidas alcoólicas antes de dormir 
  • Procure fazer refeições leves no jantar 
  • Evite exercícios físicos à noite, pois eles têm efeito excitante - mas exercitar-se regularmente durante o dia geralmente ajuda a dormir melhor à noite
  • Evite colocar televisão no quarto e desligue-a pelo menos uma hora antes de se deitar. 
  • Evite também as atividades que não relaxam, como a leitura de livros de suspense
  • Tente dormir e acordar regularmente e use o quarto só para repouso
  • Um banho quente para relaxar os músculos ajuda a adormecer
  • Permanecer na cama espanta mais o sono. O ideal é se levantar, andar pela casa e ler algo relaxante

 
Fonte: Jocelem Salgado, nutricionista

Melhora do sistema imunológico

Quando uma música emociona, por exemplo, a estrutura do cerebelo - que modula a produção e a liberação dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina - é ativada, assim como a amígdala cerebelosa, principal área do processamento emocional no córtex cerebral. Já quando acompanhamos uma canção, acessamos o hipocampo, responsável pelas memórias. Por isso, a música é capaz de influenciar não só o estado mental como também o físico. 

"O corpo tem uma tendência a seguir o ritmo ouvido, tanto em sua velocidade, quanto em sua altura e intensidade", diz a musicoterapeuta Maristela Smith. "Consequentemente, os sons podem afetar as frequências cardíaca e respiratória, a pressão arterial, a contração muscular e até o ritmo do metabolismo. Eles também podem ajudar a intensificar e a reduzir os estímulos sensoriais, como a dor", completa. 

"A música, assim como a atividade física, a meditação, a contemplação ou o silêncio, acalma a mente e, consequentemente, diminui a produção de vários hormônios que intoxicam em excesso, como cortisol e adrenalina, aumenta a produção de endorfina e serotonina e, com isso, eleva o sistema imunológico ativo, responsável por combater células que crescem em padrão desordenado", diz o neurologista e coach Eduardo Silva, do Centro do Cérebro e Coluna, de Rio Preto.

"Acredito que a música ajude mesmo a relaxar e a dormir", reforça o médico João Bosco Guerreiro da Silva, professor adjunto da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), que atua na área de acupuntura e medicina integrativa. Dicas de músicas para serem ouvidas e relaxar? "As músicas de Mozart, Vivaldi e Handel têm uma frequência que pode ajudar", recomenda.
Um estudo feito pela Arts and Quality of Life Research Center, na Filadélfia, nos Estados Unidos, comprovou que a música reduz as taxas de respiração e de batimentos cardíacos. O estudo mostrou que pacientes com doença arterial coronariana, ao ouvirem música, encontraram benefícios como redução da pressão sanguínea e da ansiedade. 

 

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