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Diário da Região

09/05/2016 - 19h27min

América Central

Uma nova ilha a cada dia

América Central

Agência O Globo Windsurfe: bons ventos e bela paisagem em Guadalupe
Windsurfe: bons ventos e bela paisagem em Guadalupe

Pense numa vasta fronteira formada por ilhas, separando o Mar do Caribe do Oceano Atlântico. Visualizou? Esta é a região das Antilhas - ou Caribe, como é mais conhecida. A noroeste, ficam as Grandes Antilhas, muito exploradas pelo turismo, onde estão República Dominicana, Jamaica e Porto Rico. A sudeste, as Pequenas Antilhas, entre elas, Dominica, Santa Lucia e Guadalupe, que, por serem menos conhecidas e frequentadas, ainda preservam paisagens e caminhos que garantem um passeio mais exclusivo. Entre os destaques está Dominica, ilha de natureza vulcânica, batizada com este nome por Cristóvão Colombo, por ter sido avistada num domingo (dominica em latim). Boa leitura!

Belezas escondidas

Vista de cima, ainda do avião, a Martinica se apresenta como um incrível retrato das belezas naturais do Caribe. Água azul-turquesa e extensas faixas de areia se desnudam na janela. Já no porto de Fort-de-France, capital da ilha, chega-se ao ponto de partida de uma viagem de cruzeiro magnífica. Durante sete noites, navios de diferentes companhias fazem o roteiro pelo Caribe Sul, incluindo Martinica, Guadalupe, Dominica, Santa Lúcia, Granada, Barbados, Trinidad e Tobago. Embora o turista não tenha a chance de visitar a primeira ilha, todos os dias da viagem são oportunidades para conhecer lindas paisagens e praias.

Parte do conjunto das Pequenas Antilhas - entre Porto Rico e Venezuela, e com o Atlântico e o Mar do Caribe de cada lado - essas ilhas não chegam a ser as mais badaladas da região, mas exibem locais perfeitos para as férias. Por ser menos concorridas permitem que o viajante tenha maior contato com a cultura local e viva um pouco mais a rotina de ex-colônias britânicas e territórios ultramarinos franceses. Frutos do mar, drinques com rum - bebida típica do Caribe - e especiarias compõem o cardápio que agrada ao turista que aprecia boa comida.

Natureza e história

De navio, o viajante é apresentado a um local novo todos os dias. De manhã, lá pelas 8 horas, já é possível desembarcar e conhecer as ilhas da próxima parada. Volta-se no fim da tarde para aproveitar as atrações dos navio ou simplesmente descansar. Além de curtir belezas naturais, conhece-se a história e peculiaridade de cada local. Colonizadas por europeus, as ilhas deixam transparecer resquícios da época em que vigorava o sistema colonial plantation, quando escravos cultivavam cana-de-açúcar e banana para exportar às metrópoles. Muitas delas trocaram de mãos várias vezes, seja entre franceses, ingleses ou holandeses. 

Atraque e relaxe!
 
À primeira vista, a ilha vulcânica de Dominica, nas Pequenas Antilhas do Caribe, impacta o visitante por apresentar uma geografia difícil de ser explorada: mata fechada, terreno íngreme e uma costa litorânea com diminutas faixas de areia. Sem dúvida, uma paisagem intrigante e diferente da maior parte do conjunto de ilhas do qual faz parte. A impressão, embora exuberante, nada mais é do que o primeiro passo para seguir a trilha de lugares agradáveis e surpreendentes. Embrenhando-se por pequenas estradas, sem a badalação turística de outras ilhotas, surgem cachoeiras, praias com águas sulfurosas, aquecidas pela atividade vulcânica, lagoas quentes e vegetação parecida com a da Mata Atlântica, de temperatura amena.

Pela dificuldade de acesso e resistência dos nativos, a ilha foi a última do Caribe a ser colonizada pelos europeus, embora tenha sido vista por Cristóvão Colombo em 1493, num dia de domingo, motivo pelo qual foi batizada de Dominica (o dia da semana, em latim). Em 1763, o território passou das mãos dos franceses à Grã-Bretanha. E lá estão seus poucos carros seguindo caminho pela mão-inglesa. A cada curva, uma paisagem incrível e diferente. No vilarejo de Soufrière, em Bubble Beach, o melhor passeio é relaxar numa piscina natural de água quente e borbulhante, de atividade vulcânica, na beira do mar. A sensação de conforto é completada pela paisagem.

A costa montanhosa eleva-se ao pé de uma pequena baía, sem ondas e com mar tranquilo. Enterrar as mãos ou os pés no fundo das pequenas piscinas pode te obrigar a passar horas ali, em pleno relaxamento. Ao lado, um pequeno bar vende ótima cerveja local, do tipo Pilsen, chamada Kubuli. Se não tiver moeda local, não importa: duas garrafas custam US$ 5. Em frente à praia de Bubble Beach fica a igrejinha de Soufrière. O local é bucólico, e é possível entrar para observar as pinturas no altar que retratam os costumes da ilha e a atividade vulcânica. Segundo os moradores, é ali que reside o cardeal Kelvin Edward Felix, arcebispo-emérito. Um lugar certamente onde há de se encontrar paz.

Escalada e cachoeiras

A dez minutos de carro de Bubble Beach, chega-se a Champagne Beach. Uma praia de difícil acesso ao mar pelo banhista, por ter muitas pedras. A graça é relaxar na água enquanto é possível ouvir o barulho das pequenas rochas lisas e redondas chocando-se umas às outras em harmonia com a oscilação da maré. Um local vazio e ideal para quem quer privacidade. Dominica é uma ilha jovem com vulcões ativos e latentes. Pela condição geográfica, as atrações, evidentemente, não são as mesmas do badalado roteiro de resorts no Caribe. Para quem gosta de um pouco mais de aventura, é o local ideal para escaladas e trilhas.

Ir até Wavine Cyrique é boa oportunidade para descer uma falésia e chegar a uma linda praia, de onde se vê uma cachoeira desaguar de uma rocha e desembocar nas águas do Oceano Atlântico. Antes de ir, é bom verificar os horários da maré. Quando está baixa, sobra mais espaço para relaxar na praia após a descida. Se precisar de ajuda na trilha, moradores explicam o trajeto. O local, antes frequentado apenas por pescadores, virou atração turística recentemente. Nos hostels, o passeio é oferecido em percurso acompanhado por um guia e incluída a refeição, desde que previamente marcado, por US$ 100.

No Trois Pitons National Park, em apenas 15 minutos de trilha chega-se a uma cachoeira de cerca de dez metros de altura com piscina natural. Com forte queda d'água, o ideal é refrescar-se e observar a formação da gruta ao lado da cachoeira.
Em Titou George, cenário do filme Piratas do Caribe 2 - O baú da morte (2006), é possível ver uma fenda em uma montanha de onde saem água fria e quente ao mesmo tempo. Perto, há uma piscina natural. 

Snorkel no reino das águas claras

Além do exotismo e das atrações de Dominica, as Pequenas Antilhas do Caribe oferecem aos turistas outras praias lindas. Em Barbados, assim como em Guadalupe, Trinidad e Tobago, Santa Lúcia e Granada, as águas em tons de azul-turquesa se destacam. Neste percurso, as ilhas de colonização britânica e francesa proporcionam mergulhos e descanso, onde o turista pode conhecer a cultura local e fazer passeios inesquecíveis. A culinária é um atrativo: muitos produtos deliciosos feitos à base de banana, cana-de-açúcar e manga. O rum, produzido a partir da fermentação do melaço, é a principal bebida nos drinques, sendo os de melhor qualidade produzidos em Martinica e Barbados.

Variados tipos de frutos do mar e especiarias também são alimentos que podem ser degustados no percurso. Fazendo o trajeto por uma empresa de cruzeiros, pode-se apreciar, a cada dia, uma nova bebida ou prato típico. Barbados, país de colonização britânica, tem uma das águas mais claras da região. Em Brownes Beach, a 15 minutos a pé do Parlamento - aberto a visitas - uma longa faixa de areia branquíssima convida ao relaxamento. Na água, uma experiência dificilmente comparável a qualquer praia do Brasil, pela tonalidade da cor do mar. E há passeios curtos por US$ 15 para nadar com tartarugas e observá-las com snorkel.

Windsurfe em Guadalupe

Em Guadalupe, território ultramarino francês e, portanto, parte integrante da comunidade europeia, um bom passeio é a praia de La Caravelle. Coqueiros e águas azuis sem nenhuma onda compõem uma paisagem incrível e excelente para o windsurfe, alugado por  10 euros. Para chegar até lá, há vans no porto que levam o turista por  5 euros (por pessoa). O prato típico da ilha chama-se El Colombo, que pode ser tanto de cordeiro, quanto de peixe ou frango. É uma mistura de qualquer um dos tipos de carne com legumes e molho levemente apimentado.

Guadalupe é uma das mais desenvolvidas ilhas do Caribe. Suas estradas são impecáveis e sua população tem uma boa qualidade de vida, apesar do alto desemprego entre os jovens. A atividade industrial é forte, assim como a exportação de banana, que abastece a França continental. A maioria dos turistas é de origem francesa, e muitos deles têm casa de veraneio na ilha.

Praia linda em Trinidad

Em Trinidad, depois de desfrutar da linda praia de Maracas, a dica é parar em uma das barracas para comer um sanduíche de tubarão empanado. Com molho de coentro, manga apimentada (mango chow) e salada, trata-se de um excelente almoço pós-praia. Trinidad é uma ilha, assim como Tobago. Os dois territórios fazem parte do mesmo país, com população de 1,2 milhão de pessoas. Apesar das belas praias em Trinidad, é aconselhável a visita apenas às praias consideradas seguras. Os guias orientam que se passeie por pontos turísticos mesmo, onde há policiamento, e que não se ande com máquinas fotográficas expostas ou com muito dinheiro no bolso.

Santa Lucia e Granada

Cedida pela França ao Reino Unido em 1814, e tendo se tornado independente apenas em 1979, Santa Lúcia é uma bela ilha vulcânica que vale ser explorada em passeios de barco. As embarcações costumam parar em pequenas praias desertas, onde se pode mergulhar para ver os cardumes e fazer passeios de caiaque. Para quem vê a ilha do mar, as montanhas Pitons formam uma paisagem simplesmente deslumbrante. Em Granada - país que se tornou independente em 1974, mas que integra a Comunidade Britânica das Nações -, a praia Morne Rouge Beach tem águas claras, sem ondas e aluguel de stand up paddle por US$ 10. Nos restaurantes, o cardápio é variado, e os camarões, deliciosos. A ilha é conhecida pela variedade de especiarias, a preços em conta. A comida é sempre bem feita. Do porto à praia, o táxi sai a US$ 10.

Mar à vista e um bom lugar para ler um livro
 
Neste roteiro de sete noites, os passageiros do MSC Orchestra, navio para 2.550 passageiros, se divertem com a recepção calorosa e até cômica e extravagante da tripulação. Entretenimento não falta a bordo: cassino, lojas, piscinas, teatro, boate e coquetéis com noites de gala. A cada dia, há apresentações nos diferentes bares do navio, com luzes e estofados chamativos, como o Savannah Bar, sempre com alguém cantarolando no palco. Empresa italiana, a MSC traz um pouco da caricatura feita por Woody Allen no filme "Para Roma, com amor" (2012). Assim como no filme, os paparazzi estão lá e insistem para que as pessoas posem como celebridades.

O jeito é levar na esportiva e, se quiser, depois comprar as fotografias na lojinha do navio. No almoço e no jantar, a bebida é liberada, com chope Heineken ou vinho italiano. Apesar do luxo das mesas no jantar, o destaque no serviço vai para a simpatia de garçons e atendentes. As cabines são confortáveis e a maioria tem varanda com vista para o mar. Um bom livro ou algumas horas de descanso são perfeitos para recarregar as energias enquanto lá fora a paisagem se renova. Na hora de desembarcar e passear, quem prefere mais conforto, pode agendar os passeios com a equipe de excursão do cruzeiro, que custam entre 20 e 100 euros.

Outros navios pela região

Há navios de outras companhias que circulam pelo Caribe Sul. Para a temporada que recomeça no fim do ano, das que operam no mercado brasileiro, além da MSC, Costa, Royal Caribbean, NCL e Pullmantur também levam embarcações para lá. A MSC terá o MSC Poesia. A NCL leva o Norwegian Gem a Porto Rico, visitando Martinica e Barbados, entre outras ilhas. A Costa faz roteiros com o Costa Magica por Martinica, Guadalupe, Trinidad e Tobago. Da Pullmantur, o Zenith, com saídas de Porto Rico, vai a Santa Lúcia e Barbados. O Jewel of the Seas e o Adventure of the Seas, da Royal Caribbean, incluem Porto Rico, além de Dominica, Barbados e Granada no roteiro.

Cuba: o país da moda

As autoridades cubanas estão comemorando o aumento de 17,5% do número de turistas recebidos ano passado. Foram 3,525 milhões de visitantes em 2015, grande parte atraída pelo anúncio do restabelecimento das relações do país com os EUA. Para 2016, a expectativa é de um crescimento maior ainda: de janeiro até 11 de março, ou seja, mesmo antes que Obama e os Rolling Stones chegassem lá, Cuba já registrara a entrada de um milhão de estrangeiros - 20 dias mais cedo que em 2015.

"Estamos tendo mais visibilidade em todo o mundo", diz Doralis Velázquez, diretora comercial do Ministério de Turismo de Cuba, que esteve em São Paulo mês passado, para a World Travel Market (WTM) Latin America, feira internacional do setor.
Segundo Doralis, o país tem infraestrutura hoteleira para receber ondas de novos visitantes. Mas encontrar vagas nos hotéis não tem sido exatamente fácil. A Havana, não para de chegar gente nova. Como a equipe da franquia Velozes e furiosos, que está usando a ilha de Fidel para cenas de seu próximo filme.

Em contrapartida, tem crescido o número das chamadas "casas particulares" (cujos moradores oferecem quartos e café da manhã) e dos paladares (que servem refeição). As grandes empresas do setor de turismo também não param de investir. Um exemplo é a espanhola Iberostar (iberostar.com), que a cada dia aumenta seus negócios no país, onde chegou há 23 anos. Ao todo, já são 11 hotéis. Há três meses, a rede inaugurou o resort Praia Pilar, o segundo em Cayo Guillermo. Em outubro, será a vez do Bella Vista, o quinto em Varadero, a praia da ilha que mais atrai turistas: a empresa somará, então, 900 quartos aos 4.500 que tem em Cuba.

"Estamos consolidando nossa presença num mercado em que sempre estivemos. Todo mundo agora fala em Cuba", diz Luis Jiménez Ayala, diretor comercial e de marketing da Iberostar em Cuba, acrescentando os quatro fatores que, para ele, tornam o país especial. "A natureza, a cultura, a segurança, e, o mais importante, sua gente." 

Saiba

Como chegar

  • Martinica. Não há voo regular do Brasil para Martinica. Em voo da American Airlines (via Miami e San Juan), a passagem a Fort-de-France sai por R$ 7.216, com taxas, para maio. Neste voo, é preciso visto para os EUA.

 
Vacinas

  • É preciso levar o certificado internacional de vacinação contra febre amarela.

Cruzeiros

  • MSC Poesia - Sete noites por Martinica, Guadalupe, Santa Lúcia, Barbados, Trinidad e Tobago, Granada, Dominica. Saída: 21/1/2017. Por R$ 3.076,71 por pessoa (cabine dupla externa com varanda sem taxas). A MSC negocia roteiro com voo fretado de São Paulo a Martinica para a temporada. Até o fechamento desta edição os valores da parte aérea não estavam disponíveis.
  • Royal Caribbean Jewel of the Seas - Sete noites: Porto Rico, St. Croix (Ilhas Virgens Americanas), St. Maarten, Dominica, Barbados, Granada. Saídas de 27/11/2016 a 5/2/2017. Por R$ 1.882 por pessoa (cabine interna dupla sem taxas).
  • Royal Caribbean Adventure of the Seas - Sete noites por Porto Rico, St. Maarten, Saint Kitts, Antígua, Santa Lúcia; Barbados. Saídas entre 19/11/2016 e 21/1/2017. Desde R$ 2.057 por pessoa (cabine interna dupla sem taxas).
  • Pullmantur Zenith - Sete noites por Santo Domingo e La Romana (República Dominicana), St. Maarten; Antígua; Sta. Lúcia; Barbados. Saídas: 23/12/2016, 30/12/2016. Por R$ 3.359 por pessoa (cabine interna dupla sem taxas).
  • Costa Cruzeiros Costa Magica - Sete noites por Guadalupe, Trinidad e Tobago, Barbados, Granada, Santa Lúcia, Martinica. Saída: 23/12/2016. Desde R$ 3.348 por pessoa. Ou roteiro de sete noites por Guadalupe, Trinidad e Tobago, Barbados, Granada, St. Lucia, Martinica. Saída: 20/1/2017. Por R$ 2.198 por pessoa (Preços em cabine interna dupla sem taxas).
  • NCL Norwegian Gem - Sete noites por Porto Rico, Barbados, Martinica, St. Kitts, St. Maarten, St. Thomas (IVA). Saída: 23/10/2016. A partir de R$ 1.910 (por pessoa em cabine dupla).

 

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