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Diário da Região

06/09/2015 - 00h13min

CALIFÓRNIA EM CENA

Um roteiro pela costa do Pacífico, de São Francisco a Los Angeles

CALIFÓRNIA EM CENA

Agência O Globo O farol Pigeon Point, entre São Francisco e Santa Cruz
O farol Pigeon Point, entre São Francisco e Santa Cruz

O passeio pela Pacific Coast Highway, que corta a Califórnia de norte a sul às margens do Pacífico, é um daqueles exemplos de viagem em que o destino final nem importa tanto. O verdadeiro motivo do programa são as atrações no caminho da primeira rodovia a ser considerada cênica no país. 

De São Francisco a Carmel

Conhecida internacionalmente pela beleza de sua paisagem, a Pacific Coast Highway só não é mais famosa que a lendária Rota 66 (constituída em 1926, entre Chicago, no Illinois, e Los Angeles, e estendida até Santa Mônica, na Califórnia, em 1936). Na Califórnia, chamada de State Route 1, a US Highway 1 data da década de 1930, como parte da US Highway 101 - que ligava toda a Costa Oeste dos Estados Unidos, construída em 1926. A estrada inteira liga Califórnia, Oregon e Washington e se estende por cerca de 2.478km. O trecho mais famoso, no entanto, é a parte da Califórnia. São 1.140 quilômetros ligando o Estado de norte ao sul, e a maior parte dela está dentro da rota entre São Francisco e Los Angeles, de aproximadamente 800 quilômetros.

Logo nos primeiros quilômetros de viagem fica fácil entender por que sempre que alguém fala ou escreve sobre o assunto o roteiro é descrito com excesso de adjetivos e superlativos. A pista é margeada por um mar de azul infinito, que hipnotiza. É difícil resistir e não parar em um dos muitos recuos da estrada. Em alguns pontos é proibido parar demoradamente para evitar que os mais afoitos congestionem os acostamentos em busca do clique perfeito.

Mas não é difícil encontrar um ponto da estrada onde é permitido parar e caminhar por pequenas trilhas até chegar perto do mar. Há locais que oferecem pequenos estacionamentos - pagos - onde é possível chegar na areia e, dependendo do tempo, arriscar o banho de mar. O trecho até Monterey e Carmel, que leva cerca de três horas, é repleto de fazendas com plantações de morangos e framboesas. O destaque, no entanto, é o farol de Pigeon Point, entre São Francisco e Santa Cruz. Da estrada, é fácil avistar o farol, no estilo da Nova Inglaterra. Se você ficar com medo de se perder, basta colocar no GPS a indicação "Pigeon Point Road". Em frente há um estacionamento gratuito.

Por lei, salto alto é proibido

Eastwood deixou sua marca na história política da cidade. Seu mandato pôs fim à proibição de se vender e tomar sorvetes e de consumir doces em público. E essa não era a única regra estranha imposta aos moradores. Ainda hoje está em lei que as mulheres precisam de autorização para andar de salto alto nas ruas. Isso não é fiscalizado, e ninguém nem dá bola para a regra, mas se alguém tiver curiosidade, de acordo com o escritório de turismo local, pode ir ao prédio da prefeitura e requerer uma permissão para usar o adereço. Outra peculiaridade são os endereços. A maioria das casas é identificadas por nomes. E o morador busca sua correspondência no posto de correio, em vez de recebê-la em casa. 

Palco de momento histórico

Inaugurado em 1872, com 35m de altura, o farol é um dos mais altos do país e serve para guiar os navios que passam pela região. O acesso ao interior foi fechado ao público em 2001 para reparos. Ainda assim, a vista no local, mesmo sem ser do topo, é impressionante. Ali perto há um mirante que deixa os visitantes de frente para ele e para a Pedra do Prisioneiro (Prisioners Rock). É difícil não tirar umas 900 fotos de cada ângulo. Mas segure o impulso e guarde espaço no cartão da câmera. A viagem reserva muitos lugares tão encantadores quanto este.

As cidades de Monterey e Carmel ficam praticamente uma ao lado da outra, e são os pontos mais procurados para quem quer descansar do primeiro dia de passeio. Para fazer o caminho entre as duas, existe uma rota conhecida como 17 Mile Drive, que como o nome já diz, se estende por 17 milhas (27km) e passa por paisagens deslumbrantes.  Monterey, bem maior que Carmel, foi palco de um dos momentos históricos do país: nesta cidade, a Califórnia se tornou Estado e passou a fazer parte dos EUA.

A arquitetura espanhola domina a paisagem. Entre as maiores atrações, está o Fisherman's Wharf, área portuária com bares e restaurantes, e o aquário, entre os maiores e melhores do país. Com um tanque que recria as condições oceânicas, é um prato cheio para as crianças. Já a vizinha Carmel concentra suas principais atrações - lojas e galerias de arte - na rua principal, a Ocean Avenue. Seguindo por ela, chega-se à praia de Carmel, uma das mais bonitas da região. Com faixa de areia extensa, está sempre cheia de turistas. A pequena cidade, no entanto, atrai muitos visitantes também por um fato curioso: Clint Eastwood é um de seus ex-prefeitos. 

Muitos, aliás, chegam a Carmel esperando encontrar o astro pelas ruas, mas ele desistiu da política há quase 30 anos. O mandato de Eastwood durou dois anos, entre 1986 e 1988. Para um país que já teve um presidente e um governador atores, um ator como ex-prefeito não chega a causar espanto. 


Point Lobos, Big Sur, San Simeon

O caminho entre Carmel e Santa Bárbara, de 400 quilômetros, é longo, mas é o mais bonito de toda a Pacific Coast Highway. E inclui justamente o trecho conhecido como Big Sur. É a parte mais selvagem da estrada, onde as cidades são mais espalhadas e menos populosas. Nessa etapa da jornada, as paradas em acostamentos e mirantes - a quantidade deles é enorme - se torna mais frequente. Os carros praticamente trafegam em fila indiana pela via, e dificilmente você verá alguém acelerando ou fazendo ultrapassagens bruscas. A impressão que se tem é que somos todos um mesmo grupo de amigos curtindo o passeio. Sem pressa.

A menos de cinco quilômetros de Carmel fica a primeira parada, a reserva ambiental Point Lobos. Muito procurado para trilhas e piqueniques, o parque é um famoso ponto de observação de baleias. A área da reserva, aliás, nasceu justamente da atividade baleeira. No local, surgiu no passado uma aldeia de pescadores de baleias. Além da carne, eles usavam o óleo dos mamíferos para a iluminação. A área também já foi criação do abalone, molusco muito apreciado na Ásia.

Hoje, o parque fica numa área protegida, que além das muitas trilhas, com vistas espetaculares da costa, oferece ainda opções para quem curte fazer mergulho - é uma das áreas marinhas mais ricas da Califórnia - e até andar de caiaque. O parque tem estacionamento, e a entrada custa US$ 10 por adulto. O passeio por Point Lobos pode durar um dia inteiro - e quem tiver mais de um dia pode aproveitar bastante. Para quem tem menos tempo, entretanto, dá para escolher uma trilha curta e depois seguir pela estrada.

Alguns quilômetros adiante começa a surgir no campo de visão uma imensa ponte em arco, a Bixby Creek Bridge. Com seus 218 metros de comprimento e 79 metros de altura, a construção já teve seu vão considerado como o maior do mundo. Dizem, aliás, que foi justamente a vista dessa ponte, construída em 1932, que justificou o título da Pacific Coast Highway como primeira estrada cênica dos Estados Unidos. Antes mesmo de chegar mais perto da ponte, muitos param em um dos acostamentos, para tentar fotografar o maior número de ângulos possíveis da Bixby Creek. Mas pouco antes de atravessá-la existe um mirante próprio para isso. 

O problema são as poucas vagas de carro, que lotam rapidamente, e acabam obrigando alguns motoristas a aguardarem um lugar. Alguns mais impacientes nem saem do carro enquanto o carona desce para tirar algumas fotos, mas a vista vale a espera, e se vale. Logo depois de atravessar a ponte, dá para fazer outra parada para descobrir um novo ângulo da vista. Desse local é possível ver, adiante, de forma ainda mais clara os recortes dos penhascos na costa ao longo da estrada.

 

O castelo do magnata

Bem perto do ponto de observação dos elefantes-marinhos, fica outra parada famosa da estrada: o Hearst Castle. A propriedade, no alto de uma colina em San Simeon, com uma estonteante vista para o Pacífico, era o parque de diversão particular de William Randolph Hearst, milionário dono de um império de jornais e revistas nos EUA, que teria inspirado o filme Cidadão Kane (1941), de Orson Welles. O castelo, que é formado por três propriedades, foi construído pelo magnata como um tributo à sua mãe, e depois se tornou um refúgio para ele usar com uma amante. É possível fazer uma visita guiada pelo castelo, que inclui um teatro e uma piscina romana interna. 


Esconderijo de celebridades 

Continuando o caminho, depois que se passa pela Bixby Creek, a paisagem muda um pouco e ganha um ar que lembra o de uma serra, com muitas árvores e montanhas. Algumas poucas paradas surgem ao longo da estrada, também bastante disputadas pelos viajantes, que a esta altura também já começam a procurar um local para almoçar. Um deles é o Nepenthe, um restaurante familiar que funciona desde 1949 e é bastante frequentado inclusive por clientes locais - dizem que esse é um dos esconderijos das "celebs de Hollywood".

O seu grande atrativo, além do famoso Ambrosia Burger - cuja receita está inclusive disponível no site - está a vista para a cadeia de montanhas Santa Lúcia. Além do Nepenthe, mais à frente, fica outro ponto disputado pelos turistas: o Lucia Lodge. Um hotel virado para o mar, e bem no coração da cadeia de montanhas. O local, que parece uma casa transformada em pousada, também tem um restaurante bastante disputado. Depois da pausa para o almoço, já é hora de seguir viagem. Antes de deixar o restaurante, uma garçonete deu uma dica preciosa: continuando pela estrada, depois de passar por uma pequena cidade onde fica um dos únicos postos de gasolina da região (com preços astronômicos), você vai ver um farol.

Logo depois de passar por ele, chega-se ao local onde ficam os elefantes-marinhos. A área a que ela se referia era Piedras Blancas, um ponto de observação dos animais. Se você gostou de ver os leões-marinhos no porto de São Francisco, prepare-se - o visual nesse lugar é bem melhor. É uma praia inteira lotada de elefantes-marinhos que você pode observar do alto do mirante. 

Santa Bárbara a Venice

O último trecho da viagem até Los Angeles começa em Santa Bárbara. A cidade, conhecida como "Riviera americana", é famosa por ser o refúgio de celebridades como OprahMalibu: píer tem farmer's market e é ponto para observar surfe e baleias e também o berço da indústria cinematográfica da Califórnia - antes de Hollywood assumir o posto de referência do cinema mundial. É a nossa dica para a segunda noite. As casas no estilo colonial hispânico - herança deixada pelo espanhóis - já apareceram em diversos filmes famosos, entre eles "Sideways - Entre umas e outras" (2004) e "Seabiscuit - Alma de herói" (2003).

Um dos pontos turísticos mais famosos é o Stearns Wharf, o píer de madeira mais antigo em funcionamento da Califórnia. Com cerca de 700 metros de comprimento, o píer já passou por vários incêndios e tempestades desde a sua construção, em 1872, mas permanece firme e forte. Além de vários restaurantes, é no píer que fica o museu de história natural de Santa Bárbara. Logo em frente a ele, fica a State Street, lotada de lojas de grife e hotéis que funcionam em construções típicas da colonização hispânica. Dizem que o centro foi todo reconstruído no estilo, em 1925, depois que um forte terremoto atingiu a cidade. Se esse é realmente o motivo de Santa Bárbara ter um único estilo predominante, não se tem certeza, mas o que importa é que isso só torna o lugar ainda mais encantador aos olhos dos visitantes.

Outra forte herança deixada pelos espanhóis é a missão de Santa Bárbara, ou Santa Barbara Mission. Fundada em 1786 por padres franciscanos, a "rainha das missões", como é conhecida, foi a décima entre as 21 missões instaladas na Califórnia. Pode ser visitada diariamente, das 9h às 16h30. O ingresso custa US$ 5 . O caminho até Los Angeles passa ainda pela famosa Malibu, com um píer menos badalado que o de Santa Bárbara, mas que é ainda mais charmoso. Ali fica inclusive um fofo mercado do produtor, o Malibu Farm. Muitos aproveitam para observar os surfistas que se concentram ali e, com sorte, dá para avistar alguma baleia ao longe.

Mas píer badalado mesmo fica em Santa Mônica, já no final da viagem. O local, que tem parque de diversões, é bem popular entre turistas. Quem quiser evitar a muvuca pode alugar uma bicicleta e fazer um belo passeio pela orla, seguindo até a alternativa Venice. Bem em frente ao píer de Santa Mônica, há diversas lojas onde se pode alugar uma magrela.

Músculos, lojas e pistas de skate

No caminho até Venice, alguns pontos famosos valem a parada: Muscle Beach é a área com equipamentos de malhação que ficou famosa por ser onde Arnold Schwarzenegger malhava muito antes de estrelar "O exterminador do futuro" (1984) ou ser eleito o governador da Califórnia (para dois mandatos seguidos, entre 2003 e 2011). A orla de Venice é um mundo à parte, lotada de adolescentes, lojas de roupas etc.

As pistas de skate são onipresentes, nada mais justo, já que foi ali que o esporte ganhou fama mundial. O Venice Skatepark, localizado nas areias da praia, é um dos pontos mais procurados por praticantes do esporte. O local fica cheio de curiosos vendo as manobras. O Skatepark também recebe algumas competições.

Aliás, outro ponto que não dá para perder é o Dogtown Coffe, mais perto de Santa Mônica. O local está onde já funcionou a Zephyr, a loja de pranchas de surfe que acabou virando a patrocinadora da equipe dos lendários Z-Boys, formada por Jay Adams, Tony Alva e Stacy Peralta, nos anos 1970. Além de tomar café, açaí ou comer um burrito, as pessoas podem comprar skates no local. 


Para quem não tem pressa


O trajeto completo da estrada, a US Highway 1 ou US Route 101, vai do Estado de Washington ao sul da Califórnia. Mas o trecho que é feito com mais frequência por turistas começa em São Francisco e termina em Los Angeles, uma viagem de 12 horas, que até pode ser feita numa só estirada. Para quem não tem pressa, entretanto, o que vale mesmo é dividir o passeio em vários dias. Não à toa, essa é a porção mais popular da estrada. É justamente no trajeto entre as duas cidades mais famosas da Califórnia, com cerca de 800 quilômetros, que fica Big Sur, região em que as montanhas mergulham no oceano. 

É a área mais selvagem da rota, menos populosa e com as paisagens mais belas. Em alguns pontos, a velocidade média dos carros chega a 10 km/h (ou menos), e ninguém ousa buzinar. Aqui, a paisagem é o que importa. Não é só Big Sur que chama atenção. Pigeon Point, logo no início da jornada, e cidades como Monterey e Carmel-by-the-Sea são encantadoras e guardam curiosidades divertidas. Carmel, que já teve como prefeito o astro Clint Eastwood, mantém até hoje uma lei que exige permissão especial para uso de salto alto. E até o ator assumir o cargo municipal era proibido vender e tomar sorvete em público.

Nessa reportagem, sugerimos um passeio dividido em três dias, mas quem tiver tempo pode curtir mais o caminho, que passa ainda por um observatório de elefantes-marinhos, pela visita à mansão de Randolph Hearst, que era dono de um império americano de jornais e revistas, as famosas Santa Bárbara, Malibu e Santa Mônica, até a excêntrica Venice.


PROGRAME PACIFIC COAST HIGHWAY

Como chegar:

:: Avião: As empresas Delta, United e Copa Airlines têm tarifas a partir de R$ 1.729. Preços, com taxas, para setembro.
:: Carro. O aluguel de carro econômico sai a US$ 208 na Hertz e a US$ 279 na Alamo. Por semana, sem taxas.
 
ONDE FICAR:

MONTEREY
:: Monterey Bay Travelodge. Diárias para casal, com café da manhã, a partir de US$ 79. 2.030 North Fremont Street, Monterey. travelodge.com
 
SANTA BÁRBARA
:: Ramada Santa Barbara. Diárias para casal, com café da manhã continental, a US$ 143,65. 4.770 Calle Real, Santa Bárbara. Highway 101 e Turnpike Road. sbramada.com
 
BIG SUR
:: Lucia Lodge. A uma hora ao sul de Carmel, a pousada fica na região de Big Sur, e vale pela localização e belíssima paisagem. As diárias para casal, na alta temporada (abril até o fim de outubro) custam a partir de  US$ 230, sem taxas. 62400 CA-1, Big Sur lucialodge.com
 
ONDE COMER:

BIG SUR
:: Nepenthe. 48510 Highway One. nepenthebigsur.com

SANTA MÔNICA
:: Dogtown Coffe. 2003 Main Street. dogtowncoffee.com

Passeios:
 
PIGEON POINT
:: Farol Pigeon Point. Visitas das 8h ao pôr do sol. California Highway 1, a 43kms ao norte de Santa Cruz. parks.ca.gov
 
MONTEREY
:: Monterey Bay Aquarium. Ingressos a US$ 39,95. 886 Cannery Row. montereybayaquarium.org
 
SAN SIMEON
:: Hearst Castle. Ingressos a US$ 25. Diariamente, a partir das 9h. hearstcastle.org
 
SITES
:: Outras informações sobre o trajeto nos sites Visit California: bit.ly/1MDQACP e America's Byways: fhwa.dot.gov/byways

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