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Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

caminho da roça

Trilhas, canoagem pelo interior costa-riquenho

caminho da roça

Agência O Globo Área de plantação de café na fazenda El Bueyerito, acima de 1 mil metros
Área de plantação de café na fazenda El Bueyerito, acima de 1 mil metros

A chegada no topo do Irazú é o ponto alto para os brasileiros que vão conhecer o interior da Costa Rica. Mas o caminho até lá é mais uma atração. Lá estão estradinhas que cercam as montanhas, onde se encontram diversas pequenas propriedades rurais. O turismo na região engloba desde a visita a plantações e criações de animais até ecoturismo e turismo de aventura, atividades oferecidas pelas pousadas do lugar.

As províncias de Montes de Oro e Cartago são as que oferecem as melhores e mais bem estruturadas opções de passeios. Os serviços de hospedagem e gastronomia deixam a desejar, mas cidades, como a capital regional, Cartago, têm hotéis muito bem avaliados. Assim, o bate-volta é uma das dicas.

A pousada Colinas Verdes é uma das referências no que se refere ao ecoturismo e turismo de aventura. Com cabanas para duas pessoas, ela tem piscina e estrutura para prática da tirolesa e rapel, além de canoagem e ótimas trilhas guiadas. Mas o local é bem rústico e, um dos cuidados na hora de se hospedar ali é se preparar para as noites, pois as temperaturas ficam abaixo dos 10°C, e não há aquecimento.

Exceto a tirolesa, as outras atividades são cobradas: custam entre US$ 10 e US$ 20, por pessoa. A pousada fica na reserva biológica Alberto Manuel Brenes - onde vivem variadas espécies de pássaros. A observação de pássaros e plantas é uma das atrações das trilhas guiadas: dentro da propriedade, há pardais e quetzales, assim como diferentes tipos de orquídeas. Além de caminhar, é possível pedalar e cavalgar.

É em Cartago que está uma das quatro unidades da Universidad de Costa Rica, pública e a maior do país, que tem em sua grade cursos de turismo ecológico e gestão ecoturística. Ambos foram criados exatamente para incentivar a produção sustentável e o turismo rural.

Na mesma região, a Rota da Água é um exemplo de iniciativa estimulada que deu certo: composta por quatro pequenas cidades (Paraíso, Cachí, Orosi e Ujarrás), foi criada pelos produtores locais para desenvolver seus atrativos históricos e ambientais. São atividades como trilhas, cavalgadas e banhos de rio e cachoeiras ao longo do Rio Orosi. O Vale Orosi, que engloba as quatro cidades, também oferece belas paisagens.

Em Ujarrás, estão as ruínas do que foi a primeira igreja da Costa Rica, construída entre os anos 1575 e 1580, a Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Uma homenagem à Virgem, cuja imagem, diz a lenda, teria sido encontrada exatamente ali. A construção é cercada por um belo e amplo jardim, além de uma área com estrutura usada pelos costarriquenho como lazer, principalmente nos fins de semana.

da Rota da Água indicam passeios que podem ser feitos pela região. Às margens do Lago Cachí, por exemplo, há um parque de aventuras, com ingresso a US$ 8,50 para adultos e US$ 5, para crianças e idosos.

Ainda outra boa opção para conhecer as pequenas fazendas é visitar a Finca Betty, onde o visitante pode fazer desde a ordenha até o queijo, que vai degustar depois de um tour pela propriedade. No passeio, caminha-se entre as criações de animais como porcos, os canteiros de plantas comestíveis, além das plantações de hortênsias, uma das flores mais comuns na área. Interessante observar a lagoa de tratamento de água e o biodigestor, sistema que transforma excrementos de animais em energia na forma de gás.

Saindo de lá, o caminho é floresta adentro, passando pelas curvas das montanhas, até chegar em outra vila, a Montes de Oro, onde os pequenos produtores locais se reuniram para estruturar um tour comunitário mostrando as formas sustentáveis de produção da área.

A iniciativa é boa, mas ainda está no começo, logo, não há pacotes a sugerir. Para conseguir fazer a visita às propriedades é preciso entrar em contato com a Câmara de Turismo de Montes de Oro, que 'monta' um roteiro que inclui o transporte.

Já na fazenda El Bueyerito são processados grãos, principalmente de café, plantados pelos 50 fazendeiros, que trabalham em família. As propriedades ficam em altitude acima de 1.000 metros, o que facilita a produção, considerada gourmet.

Da colheita à degustação

Se no caminho pelas estradinhas já é possível observar de perto as plantações, na visita às propriedades, dá para conhecer toda a produção artesanal do café, como proposto pela região. Da colheita à moagem (em máquinas bem rústicas). Da secagem, em estufas que chegam a 40°C, ao o momento em que a bebida chega quentinha para degustação.

Em uma outra propriedade, é a vez de conhecer a produção artesanal de melaço. Os turistas são convidados a operar o arado manual e provar uma mistura inacreditavelmente doce com leite em pó e amendoim.

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