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Diário da Região

28/12/2016 - 20h31min

Criança

Proteção contra assaduras

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Seu bebê está com a região da virilha e do bumbum vermelha e inchada? Fique atento. Esses podem ser os primeiros sinais de assadura, também conhecida como dermatite de fralda, a doença de pele mais comum nos primeiros dois anos de vida. Às vezes, as áreas afetadas têm um aspecto ressecado, outras vezes aspecto mais úmido, e também podem aparecer pequenas brotoejas. A assadura é muito fácil de reconhecer.

A inflamação é causada pelo contato prolongado da pele com substâncias encontradas na urina e nas fezes que ficam na fralda e que podem afetar a pele do bebê. Caso não seja feito um tratamento adequado, a assadura pode piorar, o que vai gerar um desconforto ainda maior. A dermatite de fraldas é a forma mais frequente de dermatite de contato na criança. Até os 2 anos de vida, 25% das crianças apresentarão esse problema, segundo as estimativas da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

O assunto não é tão simples como parece e preocupa, tanto que a entidade lançou um documento no fim de novembro com dicas para a prevenção e o tratamento. A lesão cutânea na dermatite das fraldas é ocasionada por múltiplos fatores, como aumento da umidade, pH elevado, enzimas fecais e micro-organismos. Os bebês gordinhos têm tendência maior a sofrer com o problema.

As dobrinhas colaboram com o atrito e a persistência de algumas substância que agridem a pele e favorecem o surgimento de infecções secundárias e mais sérias - como uma micose, como a candidíase, ou uma infecção bacteriana. Mas calma:"A não ser que a criança tenha outro tipo de disfunção intestinal, se forem adotados cuidados, como manter a pele limpa e seca e não usar produtos perfumados, as chances de não ter assaduras são de 80%", diz o pediatra Jorge Salem Haddad Filho, diretor regional da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). 

As assaduras acontecem quando a camada de proteção natural da pele, que no caso dos bebês é muito sensível, sofre um desgaste mais intenso. "Isso resulta em vermelhidão, ardência e deixa a pele indefesa contra a proliferação de fungos e bactérias", diz a pediatra Camila Lima Reibscheid.

Mais atenção no verão

Com a chegada do verão, os pais precisam ficar ainda mais atentos, uma vez que as altas temperaturas da estação podem contribuir para o aparecimento e a proliferação das assaduras nos bebês. Se persistirem os sintomas, procure um pediatra: na maioria dos casos, as assaduras são resolvidas com pomadas específicas e higiene adequada. Se a vermelhidão e o incômodo persistirem, procure um pediatra, pois existem casos infecciosos em que a irritação é motivada por fungos ou bactérias, que exigem um tratamento mais específico.

Cuidados

Higiene reforçada

Faça a higiene íntima do bebê com água morna, algodão e sabonete apropriado, sempre que se trocar a fralda: os lenços umedecidos que se vendem no mercado podem provocar mais irritação da pele, piorando a assadura. "Eles só devem ser usados se estiver fora de casa e não tiver como lavar", diz o pediatra Jorge Salem Haddad Filho, diretor regional da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Para manter os pequenos confortáveis, banhe a região suscetível a assadura com água morna, algodão e sabonete infantil e realize trocas mais frequentes

Deixe a pele respirar

"A exposição prolongada da pele às bactérias presentes na urina e fezes, somada à umidade e abafamento das fraldas, torna a pele hipersensível e suscetível a assar", explica a pediatra Wylma Maryko Hossaka, da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Para aliviar o bebê, sempre que possível, deixe-o sem fraldas 
por alguns minutos e permita que sua pele respire

Atenção à umidade

Ambientes úmidos favorecem a proliferação de microrganismos que podem irritar a cútis e agravar a situação, por isso, após os momentos de praia e piscina, recomenda-se colocar as crianças em trajes secos. "Você pode até usar um secador na temperatura morna para secar bem a pele", diz Jorge Haddad Filho

De olho na alimentação

Alimentos ácidos como por exemplo abacaxi, laranja e tomate, quando consumidos em excesso, podem facilitar o surgimento de dermatites. Fique de olho também no leite que a criança toma. "Crianças com intolerância à lactose ou alergia à proteção podem ter fezes ácidas, o que causa assaduras", diz Jorge Haddad Filho. O leite materno equilibra o PH das fezes, diminuindo o risco de assadura. Amamentar atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais que a criança até o sexto mês de vida precisa. Nesse período, é importante não oferecer nenhum outro tipo de alimento, mesmo outros tipos de leite e água, a não ser que isso seja recomendado por seu pediatra

Trocas frequentes

Isso evita que a urina e as fezes fiquem retidas durante muito tempo no interior da fralda, o que pode piorar a assadura. "Embora atualmente as fraldas sejam mais modernas e com maior capacidade de absorção, elas podem não ser tão eficazes sob o calor intenso", diz a pediatra Wylma Maryko Hossaka. A fraldas de pano, tão comuns no passado, também não são recomendadas. "Dependendo do tipo de sabão usado na lavagem, ele pode provocar assaduras", diz Jorge Haddad Filho

Reforce a barreira

Comuns no mercado, pomadas à base de óxido de zinco são alternativas eficientes para formar uma barreira que suaviza o atrito entre fraldas e pele. "As opções modernas, com óleo de amêndoas, vitamina A e petrolato, garantem hidratação e emoliência", acrescenta Wylma Hossaka

Sabonete

A pele do bebê é muito sensível e não precisa ser esfregada. "Use sabonete infantil para passar delicadamente no bumbum e na região genital", explica o pediatra Jorge Haddad Filho. Nada de hidrantes perfumados 

Água termal

É excelente para amenizar as assaduras. Pode ser borrifada na pele quando o bumbum estiver com bolinhas ou vermelho. Seque bem antes de colocar a fralda 

 

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