Diário da Região

16/02/2012 - 01h45min

Nem tão abertas

Poliamor não decola por causa da insegurança e do medo

Nem tão abertas

Lézio Jr.  
 

A relação aberta, também conhecida como poliamor, é uma das inúmeras formas de amar. Esse tipo de relacionamento permite que o parceiro fique com quem quiser, não há fidelidade. Isso não quer dizer que não haja honestidade, pelo contrário: o poliamor tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estejam a par da situação e se sintam confortáveis.


Para o poliamorista, não há idealização do parceiro. É por isso que não exige exclusividade nas relações. Esse tipo de relação vai além da relação sexual, pois a ideia principal é admitir uma variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas. Outros termos, como “amizade colorida”, “amizade com benefícios” e “amizade com privilégios” também são usados para definir esse tipo de relacionamento. Mas, embora pareça que o poliamor apresente aos adeptos muitas vantagens, como a liberdade de se envolver com mais de uma pessoa, a monogamia ainda é o tipo de relacionamento que prevalece na sociedade. Para o psicólogo Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos, uma das vantagens desse tipo de amor, que também pode ser chamado de amor lúdico, ou seja, voltado para a brincadeira, curtição, é a satisfação. “Se há satisfação no relacionamento, a relação perdura”, afirma.


Existem estudos que dizem que não somos monogâmicos. Segundo a psicóloga e escritora Beth Valentim, autora de livros como “Essa tal felicidade” (Elevação) e “Mequiel - O caçador de sonhos” (Dunya), esse estado é social e cultural. “Aprendemos a nos fidelizar de alguma maneira e, na verdade, os instintos não são desse sistema. A relação aberta impõe a perda da tal monogamia. Se existe confiança, amor, paixão, o casal estará vivendo sentimentos únicos.


Relacionamento aberto pode ser entre duas pessoas, somente. Também pode existir uma terceira e quarta pessoa, vai depender dos sentimentos envolvidos. E a relação chamada estável, também. Tanto podem ter os indivíduos em monogamia como com relacionamentos extra-casa”, explica.


A especialista em relacionamentos Rosana Braga, autora dos livros “O Poder da Gentileza” (Quality Mark) e “Faça o Amor Valer a Pena” (Gente), diz que, na nossa cultura, em que a monogamia é muito valorizada, até por questões religiosas e tradições, ainda são poucos os casais que optam pela relação aberta, se comparados com o número que opta pela monogamia.“Podemos concluir que, ao pesar os prós e os contras de uma relação aberta, a maioria dos casais ainda acredita que os contras pesam mais”, diz.


“No geral, uma relação aberta preconiza que os dois podem se envolver sexualmente com quem quiser, sem ter de dar satisfação ao outro e sem que isso seja considerado traição. Já a monogamia preconiza fidelidade sexual e afetiva, e se um dos dois quebrar esta regra, será considerada uma traição”, explica.


A relação aberta também pode trazer uma certa insegurança, principalmente em relação à perda. Esse é um risco que existe em qualquer relação, mas, no poliamor, a chance de um dos dois se apaixonar por uma terceira pessoa é maior. Rosana diz que teoricamente ou matematicamente existe um risco maior em relação à perda. Mas a especialista em relacionamentos afirma que não é uma regra. Isso porque quem escolhe este tipo de relação pensa e enxerga os envolvimentos de uma forma um tanto diferente de quem não opta.


“Em princípio, alegam que o fato de terem liberdade serve justamente para tornar mais forte o vínculo com a pessoa escolhida como matriz, ou seja, aquela com quem se considera ter um relacionamento fixo.”A duração desse tipo de relacionamento, segundo Rosana, também não é uma regra. A especialista diz que como não são muitas as pessoas que aceitam esse tipo de relação, é provável que quem encontra alguém com o mesmo desejo tenha uma grande identificação.


“O fato é que não se trata de mudança de parceria e sim de soma de parceria. A pessoa tem um relacionamento fixo, mas tem também autorização para encontros paralelos”, diz. Para a escritora, é possível que uma relação aberta tenha um final feliz, desde que os dois se sintam à vontade com a situação e, sobretudo, satisfeitos, tranquilos. “O difícil é encontrar esse tipo de pessoa.”

   

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