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Diário da Região

10/07/2016 - 00h00min

Comportamento

Perdoar faz bem à saúde

Comportamento

Stock Images/Divulgação Pessoas que cultivam a virtude do perdão estão mais imunes aos efeitos nocivos do estresse.
Pessoas que cultivam a virtude do perdão estão mais imunes aos efeitos nocivos do estresse.

Pessoas com facilidade para perdoar a si mesmas e aos outros estão mais protegidas contra os males causados pelo estresse. É o que mostra um estudo recente feito por pesquisadores da Luther College e da Universidade da Califórnia, ambas nos Estados Unidos. 

No estudo, publicado recentemente pelo periódico científico Psychology Journal of Health, os pesquisadores pediram que 148 jovens adultos preenchessem questionários que avaliavam os níveis de estresse durante a vida, a tendência para perdoar e a saúde física e mental. Os pesquisadores identificaram que, apesar do nível de estresse pelo qual passaram, entre os indulgentes os problemas físicos e mentais decorrentes da vida estressante desapareceram. 

“O ato de perdoar funciona como uma espécie de amortecedor contra o estresse. Se você não tem tendência para perdoar, sente os efeitos brutos do estresse de forma absoluta”, disse Loren Toussaint, professor de psicologia na Luther College e principal autor do estudo. 

Embora não possam afirmar categoricamente de que forma a indulgência protege a saúde contra os males do estresse, os pesquisadores acreditam que pessoas mais tolerantes tenham mais habilidade para lidar com as adversidades da vida ou podem ter uma reação mais suave em situações estressantes. E melhor: Toussaint acredita que todas as pessoas podem aprender a perdoar. Segundo ele, a prática é comumente trabalhada em sessões de terapia. 

“O perdão elimina a conexão entre estresse e doença mental. Eu acho que a maioria das pessoas quer se sentir bem, e o perdão lhes oferece essa oportunidade”, explica. 

Para Ian Mecler, estudioso da cabala, autor do livro Aqui Agora (ed. Record), o  perdão não vem do esforço, e sim da compreensão do jogo do ego. “Somente o verdadeiro eu pode perdoar. Quando se vive pelo amor, o ego não entra. Nesse momento, abre-se a dimensão do perdão”, diz.  

Perdoar liberta do passado

A escritora e conferencista norte-americana Louise L. Hay é pioneira na defesa da tese de que manter padrões mentais negativos cria doenças.  

Em seu livro Você Pode Curar Sua Vida (ed. Best Seller), ela fala da importância de perdoarmos os outros e a nós mesmos por erros e fracassos do passado. Para ela, ressentimento, crítica e culpa são os padrões mentais mais prejudiciais à saúde. 

“Muitas pessoas me dizem que não podem desfrutar do presente por conta de algo que aconteceu no passado. O que frequentemente nos recusamos a perceber é que nos manter presos ao passado - não importa qual tenha sido e por mais horrível que tenha sido - só nos magoa. O passado é passado e não pode ser mudado. O único instante que podemos vivenciar é o presente”, explica. 

Espiritualidade

Temos várias formas de perdoar. Algumas pessoas, pela intensidade de experiências nestas situações, conseguem racionalizar e compreender em seu íntimo o comportamento do outro. 

Segundo a terapeuta comportamental Denise Pará Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), outra forma é a espiritualidade - uma das fontes de perdão estudadas pela psicologia.

Receita para se manter em paz 

O médium, humanista e orador espírita Divaldo Pereira Franco diz que o perdão é a mais legítima forma de manifestação do amor e de encontro consigo mesmo; do ponto de vista psicológico, nada tem a ver com o esquecimento da ofensa; é manter-se em paz ante à violência externa, agindo dignamente e caridosamente ante os ofensores e nunca devolver o mal com o mal. 

“Quando eu guardo mágoa, ela me faz mais mal do que bem, e quem me ofendeu não está dando a menor importância. Quando eu perdoo, eu me liberto, mas quem fez o mal continua devendo às leis divinas”, explica. 

O perdão não é esquecer o mal que nos fizeram, porque isso é fenômeno da memória. É não devolver o mal que nos fizeram. Se alguém não gosta de você, a pessoa é que tem conflito. Mas na hora em que nós não gostamos, o conflito é nosso, explica Divaldo.

Faça o bem a si mesmo

Inúmeros estudos apontam os benefícios sociais, espirituais, psicológicos e até fisiológicos de se desculpar o passado. Outro estudos também da Universidade da Califórnia constataram que perdoar mantém a pressão arterial sob controle. 

Foram reunidos 200 voluntários e metade deles foi instruída a rememorar uma ofensa; a outra, encorajada a perdoar o acontecimento. A conclusão foi de que os menos rancorosos apresentavam menor grau de oscilação na pressão arterial e estavam mais protegidos os indivíduos de males físicos e emocionais causados pela raiva, como insônia, depressão, enxaqueca, ansiedade, úlcera, dores nas costas e até mesmo câncer. 

“Perdoar o outro é uma forma de lucidez”, diz a terapeuta comportamental Denise Pará Diniz. Isso não significa perdoar o que a pessoa fez com você, mas deixar aquilo ir embora da sua vida e não viver no passado. Virar a página. “Quando você perdoa, está fazendo um bem para você mesmo, porque, ao gerenciar o estresse, permite que aquilo fique cada vez menor em sua vida até ir embora de vez”, complementa Denise. “Se mantiver isso com você, adoecerá.”

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