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Diário da Região

11/10/2015 - 01h53min

saúde emocional

Pare, pense, respire e siga

saúde emocional

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Tomar uma decisão, por menor que seja, nem sempre é fácil, mas é necessário. Então, ao invés de ficar se angustiando, o ideal é refletir, gerar alternativas, criar critérios, definir o problema. O tempo é curto, o lado emocional fala mais alto, mas é necessário seguir em frente. Então, respire fundo! Que o ser humano não é totalmente racional não é novidade para ninguém, assim como também não é novidade saber que a vida exige que tomemos decisões a todo momento - das menores ("como frango ou peixe?") às definitivas ("devo ter filhos?"). Mas será que todo processo de decisão precisa ser angustiante? De acordo com os especialistas, não. É preciso aprender critérios para ganhar segurança e sair inteiro (ou quase) de uma encruzilhada. 

Segundo a psicóloga Márcia Regina Orsi, especialista em intervenção familiar do Instituto Terapia Sistêmica (ITS), de Rio Preto, para tomar decisões é importante se afastar um pouco, tomar uma distância da situação. "Para algumas pessoas pode ser difícil. Procure um lugar tranquilo e, com os olhos fechados, faça um relaxamento com respirações profundas e pausadas. Geralmente as decisões tem dois caminhos. Pense nos seus valores, sonhos e possibilidades", explica a especialista que ainda orienta: "Imagine-se nas situações e em qual pode se sentir mais próxima do seu objetivo de vida e mais feliz. Analise suas possibilidades e conforto. E confie na sua intuição", conclui. 

Para Nereida da Silveira, psicóloga e professora da Universidade Mackenzie Campinas, antes de qualquer coisa é preciso identificar qual é o problema de fato. "Normalmente nós não sabemos realmente qual é o problema e o que fazemos é somar um problema com outro. Isso é muito comum", diz.

Então, analise se seu problema é financeiro. Nesse momento, é comum estabelecer que não se ter dinheiro é o problema, quando, na verdade, o verdadeiro problema não é esse. "O real problema neste caso é estou com baixa receita ou com alta despesa? É essa equação econômica que realmente está pegando? Então, ao invés de dizer estou sem dinheiro, o correto é mexer na equação receita x despesa", conclui a especialista, que afirma: "Se continuar gastando mais do que ganha, irá continuar sem dinheiro mesmo ganhando na loteria." 

Para Breno Rosostolato, professor e psicólogo da Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo, para fazer a coisa certa, primeiro: não carregue toda a culpa para si, compreenda as situações. "Podemos ter culpa e, muitas vezes, temos mesmo, mas devemos relativizar e não carregar tudo para si. Não se culpe por ter amado. Por ter confiado. Por ter ajudado. Nunca se culpe por acreditar na bondade humana, na amizade verdadeira, no amor eterno. Em um país que não valoriza a honestidade, não se culpe de ser honesto e pagar as suas contas. Em uma sociedade preconceituosa e violenta, não se culpe e não se envergonhe de ajudar o outro e fazer o bem", diz.

ANTES DE TOMAR UMA DECISÃO

  • Defina o problema
  • Identifique critérios para decisão
  • Dê peso aos critérios
  • Gere alternativas
  • Avalie cada alternativa em cada critério
  • Calcule a melhor decisão

Fonte: Nereida da Silveira, psicóloga e professora da Universidade Mackenzie Campinas

Defina critérios e peça ajuda

Quais são os critérios que pesam e os que não pesam na hora de tomar uma decisão? Por exemplo, na hora de comprar uma casa, quais são os seus critérios? Escolha um como o principal. Se optar por segurança, deixe que esse critério receba um peso maior e, daí para frente, comece a estabelecer os próximos. 

"Você escolheu, em primeiro lugar, segurança, e, em segundo, casa nova. Pronto. Então, você tem duas opções: uma casa nova e segura e uma casa velha e segura. Em seguida, ela precisa estar dentro do seu orçamento. Qual está? A velha? Então, é neste momento que você deve voltar para o início dos seus critérios e ver qual tem um peso maior. O ser nova ou o estar dentro do meu orçamento? E, então, se perguntar: posso me endividar? Tenho de onde tirar depois? Estabeleça uma hierarquia do que vai atender primeiro para só assim tomar decisões racionais", garante Nereida da Silveira, psicóloga e professora da Universidade Mackenzie Campinas.

Se depois de se questionar, refletir, muito pensar e não conseguir decidir, converse com alguém de confiança. "Alguém que não vai decidir por você, mas vai ajudá-lo a pensar. Outra coisa é respeitar o tempo. Muitas vezes queremos decidir, mas não é a hora de decidir. Sofremos antes do tempo querendo decidir algo que não é pra decidir naquela hora. Não decida rápido. Dê um tempo pra resposta aparecer pra você", orienta a psicóloga Márcia Regina Orsi, do Instituto Terapia Sistêmica (ITS), de Rio Preto. 

Para Nereida, quando gostamos de uma resposta, normalmente nos apaixonamos por ela e não soltamos de jeito nenhum. "Tem um modelos japonês de gestão que diz que não podemos parar enquanto não gerarmos pelo menos sete alternativas para um problema. Acho que talvez para negócios funcione, mas não para tudo em nossa vida", diz.

Ainda de acordo com a especialista, é necessário criar alternativas para conseguir tomar decisões. "Se não tivermos alternativas em um relacionamento, a convivência não será possível. Por exemplo: um quer ir para praia e o outro para montanha. Se não se gerar alternativas, esse casal não sai de casa. Então, que tal ir para uma praia que fica a poucos quilômetros de uma montanha? Dessa forma, você pode ir de manhã para praia e à tarde passear nas montanhas. Gera uma alternativa que pode agradar a todos", finaliza. 

INIMIGOS DE UMA BOA DECISÃO

  • Sentimentos positivos ou negativos em relação a uma decisão
  • Excesso de confiança (achar que sabe muito sobre algo)
  • Ancoragem em um referencial
  • Busca de confirmação daquilo que se acredita
  • Disponibilidade de informações
  • Representatividade que temos sobre o tema (nossas próprias experiências ou de pessoas com quem convivemos)
  • Escalada de comprometimento, apostando cada vez mais no que já está ruim

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