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Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

Alto da montanha

Paisagens costa-riquenhas são tomadas por vulcões em tons de verde, azul e cinza

Alto da montanha

Agência O Globo Vapor: periodicamente, o Poás lança jatos d'água quente no ar
Vapor: periodicamente, o Poás lança jatos d'água quente no ar

Esqueça as belas praias. Pelo menos por um tempo. Chegaremos a elas mais tarde. Também vale a pena conhecer a Costa Rica pelo alto, pelo topo de suas montanhas, por causa de seus vulcões. Cinco deles - Irazú, Poás, Arenal, La Vieja e Tenorio - estão normalmente abertos à visitação.

Como o país se localiza pouco acima da Linha do Equador, as estações do ano não variam muito. Mas a melhor época para subir até lá é no período de seca, entre janeiro e abril, quando a visibilidade é maior, com menor acúmulo de nuvens em grandes altitudes. E é importante, lembram os guias, acordar cedo: no amanhecer a vista é mais clara.

É fácil chegar aos cinco vulcões, que ficam em parques nacionais onde há estacionamento. Ônibus circulares cumprem essa rota. E empresas oferecem o passeio, com tour guiado e refeição, a uma média de US$ 60, por pessoa - incluída aí a entrada dos parques, que sai a US$ 2.

Em 1994, o Irazú chegou a expelir lava. Por um dia. Mas a última erupção, consideram especialistas, aconteceu em 1963. E durou dois anos. Está a 3.340 metros de altitude e possui uma das maiores crateras vulcânicas do planeta - são 300 metros de profundidade e 1.050 de diâmetro.

Entre floresta e sítios

Na época das chuvas, a superfície do Irazú se transforma em um lago ora verde, ora azul. Ao redor, outras pequenas crateras acumulam detritos do vulcão, que produzem muitos tons de cinza, também criando um cenário perfeito, enquanto as nuvens estão envolvendo a montanha.

A estrada até o topo é um verdadeiro zigue-zague entre a floresta e os pequenos sítios ao redor. Conforme vamos subindo, o solo vai se tornando cada vez mais arenoso e mais cinza, mas sem perder em beleza. À medida em que as nuvens que cercam o local se dissipam, o horizonte se abre para todo o país - deixando, antes, bem à mostra, as plantas que florescem à beira da cratera, em condições que parecem bastante adversas.

O Arenal - outro dos vulcões que se pode visitar em qualquer época do ano - é um dos mais populares entre os turistas: em dias claros, lá do alto, é possível avistar o Oceano Pacífico com facilidade. O vulcão, a 150km de distância de San José, tem 1.657 metros de altitude e é um dos mais ativos do país - a última erupção foi registrada em 2010.

Em 1968, o Arenal ficou tristemente famoso: uma erupção destruiu vilarejos ao redor, matando dezenas de pessoas. Além da lava expelida, bombas de fogo atingiram áreas a cinco quilômetros de distância.

O Poás, por sua vez, fica no planalto central da Costa Rica. Está a 2.708 metros de altitude e, embora sua última grande erupção tenha sido em 1910, ainda hoje, periodicamente, lança jatos d'água e vapor quente, que vem de gêiseres em torno do vulcão. O que, aliás, se torna mais um de seus grandes atrativos turísticos.

A hora e meia e 108 quilômetros da capital, é muito popular, principalmente, entre costarriquenhos. No caminho até ele, há fazendas de café e flores. E, em dias e horários de boa visibilidade, é possível, do alto, ver as costas do Pacífico e do Atlântico.

Nos parques nacionais dos vulcões La Vieja (no momento fechado, por estar em atividade) e o Tenorio, ambos localizados no norte de Guanacaste, além de conhecer as formações geológicas, a dica são as cachoeiras no caminho para o topo. Como as Cataratas do Rio Celeste, que têm fontes de água mineral e belas lagoas azuis.

Já no aeroporto de San José é possível contratar passeios, que duram o dia inteiro, até os vulcões. As pousadas mais próximas às montanhas são rústicas, modestas, no estilo "lodge na floresta". Elas oferecem passeios pela região, como trilhas mata adentro e mergulhos em cachoeiras.

A caminhada até o cume dos vulcões demanda pouco esforço físico. Mas, alertam os guias, é bom ficar atento se estiver acompanhado por crianças e idosos, já que a estrutura de segurança não é das melhores. E não há acessibilidade para quem tem dificuldade de locomoção.

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