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Diário da Região

11/10/2015 - 01h44min

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Outubro Rosa e a reconstrução de mama

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A mastectomia com retirada total da mama, dos músculos peitorais e esvaziamento da axila era o tratamento que Halsted preconizou em 1894. Cirurgia altamente mutilante. E, na cirurgia plástica, não havia técnica adequada para reconstrução das mamas, apesar de Tanzini, em 1895, ter proposto reconstruí-la. E nem o diagnóstico precoce e a quimioterapia e a radioterapia eram adequados. Resultado disso? Mutilação, sofrimento físico mais psíquico e porcentagem de óbitos consequentes muito alta. 

Tudo foi mudando e, a partir de 1978, com a evolução do capítulo de retalhos músculos-cutâneos na cirurgia plástica, as reconstruções tornaram-se possíveis, com técnicas mais elaboradas, utilizando músculo e pele das costas mais próteses. E, em 1982, utilizando parte do abdômen abaixo do umbigo, realizando um plástica abdominal e levando a pele e gordura para o local da mama retirada. Rio Preto teve sua participação efetiva nisso, porque daqui saíram os dois primeiros livros brasileiros sobre retalhos músculos-cutâneos e uma tese de doutorado sobre o uso do abdômen para reconstruir a mama.

 

Professor Doutor Antônio Roberto Bozola Professor Doutor Antônio Roberto Bozola, médico da Equipe de Mastologia e Cirurgia Plástica do Hospital de Base de Rio Preto e da Famerp (Faculdade de Medicina e Enfermagem de Rio Preto)

Umberto Veronesi, de Milão, a partir de 1973, mudou todo o tratamento, propondo e divulgando a retirada somente de parte da mama mais radioterapia e quimioterapia, agora com melhor qualidade, em casos de diagnóstico precoce. Foi a grande revolução no tratamento do câncer de mama. Daí em diante, com as mastectomias parciais ou mesmo totais, a melhora acentuada das próteses de silicone e sua aceitação social, a evolução das técnicas cirúrgicas da mastologia e da cirurgia reconstrutiva de mamas, os expansores de pele, a possível detecção de genes Brca 1 e 2, que transmitem o aumento da probabilidade de contrair o tumor, a quimioterapia e a radioterapia extremamente aprimoradas, podemos dizer: com o diagnóstico precoce dos tumores de mama, pode-se curar a paciente.

Além disso, podemos reparar a mama, ficando, às vezes, mais bonita do que antes, simetrizar com a contralateral, que pode eventualmente ser removida como prevenção, e em outras para conseguir esteticamente um resultado mais adequado. Posso afirmar que a paciente pode ir para a sala de cirurgia com tumor e mamas feias e pode sair curada após três horas, com mamas até mais bonitas. Desde Halsted até hoje, a evolução é fantástica. Não há ainda prevenção para tumores de mamas, mas diagnóstico precoce com cura, sem mutilações e apenas cicatrizes consequentes ao ato cirúrgico podem ser a rotina. Depende de você, mulher, e das secretarias de Saúde.

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