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Diário da Região

22/11/2015 - 00h55min

Capital russa

O vermelho é mais vivo em Moscou

Capital russa

Agência O Globo Catedral de São Basílio
Catedral de São Basílio

Até algum tempo atrás, Moscou parecia um destino longínquo e inusitado, separado do Ocidente por uma "cortina de ferro" invisível. Mas a União Soviética ficou no passado e hoje a capital russa se transformou em uma metrópole que une referências do mundo capitalista, com (muitos) centros de compras, ao charme de antigamente: prédios opulentos da era comunista, estações de metrô que parecem verdadeiros museus e igrejas ortodoxas com suas cúpulas coloridas e arquitetura inspirada na arte bizantina.

Assim, Moscou - a maior cidade da Rússia e espécie de Nova York dos países vizinhos, o que inclui a poderosa China - tem tudo para cair no gosto dos brasileiros. Para visitar o país, não é preciso pedir visto e, acredite, as casas de câmbio que funcionam no aeroporto Sheremetyevo compram e vendem o real. Com cerca de 12 milhões de habitantes e trânsito intenso, a capital russa guarda um estilo que remete aos tempos dos czares, título máximo da monarquia russa. E, claro, ao frio, de certa forma sombrio, para quem lembra da época do KGB - o Comitê de Segurança do Estado, que funcionou dos anos 1950 até o início dos anos 1990 e se tornou um dos símbolos da Guerra Fria.

Todas essas referências convergem para o coração da cidade: a Praça Vermelha, principal ponto turístico do país e dos mais famosos do mundo. Não é preciso ler Dostoievski no original para perceber que as palavras russas para "vermelha" ("krasnaya") e "bonita" ("krasivaya") têm a mesma origem. Na região, é possível entender como o comunismo e o capitalismo se entrelaçam: a importância cultural e artística da Catedral de São Basílio (com sua arquitetura marcante) e os diversos museus do local interagem em sintonia com o maior shopping da cidade, o GUM, repleto de famosas grifes de luxo em um edifício construído no fim do século 19.

 

Moscou_Arquitetura Tradicional Russa Decoração no interior de catedral mostra imagem de Maria e Jesus

Cidade receberá final da Copa

Não muito distante da Praça Vermelha, também às margens do Rio Moscou, as obras no estádio de Luzhniki vêm chamando a atenção dos turistas. Lá será disputada a final da Copa do Mundo de 2018. Em Moscou, a melhor opção é se hospedar em algum hotel próximo à Praça Vermelha. Não faltam opções, de redes econômicas a cinco estrelas. E detalhe: por se tratar de uma típica cidade de negócios, as tarifas nos fins de semana são bem mais em conta. 

Também é recomendável ficar perto de uma das muitas estações de metrô, já que a malha subterrânea leva a praticamente todos os pontos de interesse da cidade. Visitar Moscou é ainda estar aberto à culinária local, com sabores peculiares (como a onipresença do pepino nos pratos típicos). E ter que aprender o básico do alfabeto cirílico. Visitar Moscou é respirar novos ares. 

 

Moscou_Interior De Catedral Cenário de filme: o Kremlin de Izmailovo recria exemplos da arquitetura tradicional russa

Leve sapatos confortáveis
 
O ponto de partida para uma viagem pela história da Rússia é, sem dúvida, a Praça Vermelha. É uma espécie de volta ao tempo. Lá estão as principais referências culturais do país. Na lista, está a Catedral de São Basílio, construída no século XVI a mando de Ivan, o Terrível. Ao lado, a muralha do Kremlin, sede do governo russo, e o corpo embalsamado de Vladimir Lenin, líder da Revolução Russa de 1917. Pai da doutrina comunista, Karl Marx também está imortalizado na região, em uma escultura de 200 toneladas em frente ao Teatro Bolshoi.

Mas tanta história já divide espaço com a era capitalista, que emergiu com a derrocada da União Soviética no fim de 1991. Foi nessa época que chegou, para a alegria dos turistas, o maior shopping center da Rússia, o GUM, que conta com grifes badaladas, como Emporio Armani, Louis Vuitton e até a brasileira H.Stern. Desde 2014, também chama a atenção um hotel da rede de luxo canadense Four Seasons, uma das mais caras do planeta.

 

Moscou_Fachada Do GUM_Shopping Russo Fachada iluminada do GUM, o maior shopping russo

Uma visita a Lenin

Na porta da praça está o chamado Marco Zero, com uma pequena capela verde, amarelo e azul. Mas é a entrada da Praça Vermelha que impressiona o turista: o chamado Portão da Ressurreição revela enormes grades e a beleza de pinturas nas paredes. Mas a praça não é daquelas com banquinhos e árvores. Longe disso. Aliás, seus quatro "cantos" traduzem o que há de melhor na cidade. Logo na entrada, do lado esquerdo, está a bela Catedral de Nossa Senhora de Kazan, um dos principais ícones da igreja ortodoxa russa, reconstruída nos anos 1990, com base no projeto original do século 17. Ao seu lado, está o shopping de luxo GUM, que tem restaurantes e serve também como uma parada rápida para um lanche.

Do lado esquerdo, está a muralha do Kremlin e duas torres famosas, que funcionam como uma das portas de entrada para a sede do governo russo: a Nikolskaya Bashnya e a Spasskaya, ambas no estilo gótico. Entre elas, um dos programas mais procurados pelos admiradores do regime comunista e também por turistas curiosos: o Mausoléu de Lenin, onde é possível observar o corpo embalsamado do líder russo, morto em 1924. Mas lá dentro é proibido tirar fotos e até conversar. Apesar de muitos visitantes classificarem o passeio de bizarro - a sensação é que se está vendo um boneco de cera -, é preciso chegar bem cedo. O lugar está aberto das 10h às 13h, mas às 7h as filas já são enormes. É um teste de paciência para quem quer conhecer tudo em apenas um dia no centro de Moscou.

 

Moscou_Praca Das Catedrais Parada equestre na Praça das Catedrais, no Kremlin

Mas, sem dúvida, a atração principal é a Catedral de São Basílio - imagem presente em todos os livros de História e até nas chamadas de TV para as eliminatórias da Copa de 2018. Patrimônio da Unesco, ela impressiona pelos detalhes, cores fortes e correria dos turistas assim que os portões são abertos. Conhecer o interior da catedral - famosa por suas cúpulas octogonais que simulam chamas, dizem especialistas - é o ponto alto da visita à praça.

Visitar a Praça Vermelha à noite também vale a pena, embora os museus e os templos estejam fechados. Mas o projeto de iluminação enche os olhos de qualquer um, o que atrai turistas facilmente até meia-noite. Mas os arredores também guardam suas surpresas. Fora da praça, há inúmeras opções de restaurantes e até camelôs (todos organizados) vendendo de tudo um pouco. Nas ruas históricas, há ainda um dos mais importantes museus do país, o da História do Estado, um suntuoso edifício vermelho entre a Praça Vermelha e a Praça Manege com pinturas e armas de diferentes épocas da Rússia. 

Planeje-se para o Bolshot

Felizmente, Stalin gostava de balé e por isso manteve intacto o Teatro Bolshoi, edifício de 1825, a uma curta caminhada a partir da Praça Vermelha. De dia, os detalhes do edifício impressionam os olhos. À noite é a vez dos ouvidos se deliciarem. Com uma projeção de luz e imagens, a fachada do Bolshoi ganha vida, com cenas de clássicos do balé e da ópera. Mas quem quer ir ao teatro deve comprar o ingresso com bastante antecedência, já que as principais apresentações se esgotam rapidamente. Um ingresso sai a partir de US$ 141. Um belo programa para encerrar o dia

SERVIÇO:

Onde Ficar:

Mercure Arbat. Diárias para casal a partir de R$ 345. O hotel fica próximo à Praça Vermelha. accorhotels.com

Veliy Hotel Mokhovaya. Também próximo à praça, com diárias partir de R$ 324. Site: veliy-hotel.com/eng

D-Hotel Tverskaya. Próximo à praça e diárias a partir de R$ 356. No site en.xn--gtbeyny6e.xn-p1ai
 
Onde Comer:

Cafe Pushkin. Oferece pratos típicos, como o estrogonofe. cafe-pushkin.ru/en

Stolovaya 57. Self-service dentro do shopping GUM. gum.ru/en/projects/s57

Khachapuri. Serve os tradicionais bolinhos e pães recheados de queijo. hacha.ru/en

Gipsy. Restaurante/boate de três andares e point dos jovens de Moscou. bargipsy.ru
 
Passeios:

Catedral de São Basílio. Aberta diariamente das 11h às 17h. Entrada: 350 rublos (R$ 14,72).

Praça das Catedrais.  Das 10h às 17h. Gratuito.

Teatro Bolshoi. Há visitas ao interior do prédio. Já as apresentações custam a partir de R$ 520. bolshoi.ru/en

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