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Diário da Região

06/09/2015 - 00h33min

Artes

Notas... cerebrais

Artes

Mara Sousa As irmãs Sara, de 13 anos, e Ester Baravesco Marinho, 8, já tocam violão e teclado em reuniões da família, na escola e na igreja. Segundo a mãe, Gizeli, a música ajudou a diminuir a timidez e aumentar a concentração das meninas
As irmãs Sara, de 13 anos, e Ester Baravesco Marinho, 8, já tocam violão e teclado em reuniões da família, na escola e na igreja. Segundo a mãe, Gizeli, a música ajudou a diminuir a timidez e aumentar a concentração das meninas

Platão, filósofo grego que viveu de 428 a 347 a.C., já dizia que "a música é um instrumento educacional mais potente que qualquer outro". Recente pesquisa da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, confirma que o contato com a música, na infância e adolescência, deixa o cérebro mais potente. E os benefícios se refletem na coordenação motora, na concentração e na socialização de quem vive a música. 

Quarenta jovens norte-americanos foram analisados durante três anos. Eles foram divididos em dois grupos: um participou de aulas de músicas duas a três horas por semana; o outro praticou atividade física. A primeira turma apresentou maior progresso em áreas do cérebro responsáveis pela audição e sensibilidade acústica (massa cinzenta), além de ter demonstrado facilidade em se comunicar. A professora e diretora da escola de música Belas Artes, de Rio Preto, Márcia Forge Rodrigues, confirma os benefícios apontados na pesquisa que se refletem na vida social dos alunos. 

"Para a criança, a musicalização é um processo de construção de conhecimento. As atividades com música permitem que a criança conheça melhor a si mesma, já que a música proporciona mais segurança emocional e confiança. E, na adolescência, além da socialização e autoconfiança, aprendem matemática de forma prazerosa. Música é pura matemática." Ela destaca que não existe idade máxima para se começar a estudar música ou tocar instrumentos. "Ela deve ser praticada mesmo com pouco tempo disponível."

Música na família

Aos 8 anos, Sara começou a tocar violão por influência familiar, já que os pais dominam o instrumento. Hoje, com 13, violão, teclado e canto integram o currículo musical da garota, que tem um gosto um pouco diferente para a idade dela. Músicas gospel, blues e clássica não podem faltar na sua playlist. Ela não sabe se quer viver de música, mas pretende aprender a tocar outros instrumentos. Ester, irmã caçula de Sara, segue os mesmos passos. Com oito anos, ela já domina o teclado da família e começa a dedilhar as primeiras notas no violão, com o auxílio dos pais. Juntas, as duas fazem questão de dar uma "palhinha" dos dons musicais nas reuniões de família, nas apresentações da escola e na igreja que frequentam.

Segundo a mãe, Gizeli Marinho, 40, a música colabora muito na vida de suas filhas. A começar pela socialização. "Elas são relativamente tímidas, pelo menos no primeiro contato. Mas com a música eu percebo que elas acabam se soltando. É como se perdessem a vergonha." Além disso, a música colabora para a concentração e memorização das garotas. "Elas decoraram a tabuada, os livros da Bíblia e muitas matérias da escola por meio da música. Fora o fato de terem de conciliar a letra da música, a leitura das partituras com o desempenho nas mãos. Exige muita concentração. São ótimas alunas." 

Projeto Guri

O impacto da música na vida dos alunos foi avaliado também pelo Projeto Guri, programa de educação musical da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo voltado para crianças e adolescentes. Durante três anos (2011 a 2013), alunos do projeto, pais e representantes das escolas responderam à avaliação. Dos 1.668 participantes, 835 eram da região de Rio Preto.

De acordo com Alessandra Costa, diretora executiva do Projeto Guri, é positivo o impacto que o projeto causa na vida dos alunos. "Além de aprenderem a linguagem musical, os alunos ficam mais saudáveis na escola, mais concentrados, se envolvem menos em confusão e se socializam mais. Além da disciplina que existe dentro do projeto e o trabalho da equipe, que acaba resultando nesse impacto." 

BENEFÍCIOS:


:: Aumenta a capacidade de memória
:: Melhora a coordenação motora
:: Melhora a habilidade matemática
:: Aumenta a concentração nos estudos
:: Aumenta a autoestima
:: Alivia o estresse
:: Ensina a ter disciplina
:: Desenvolve a autoconfiança

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