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Diário da Região

09/05/2016 - 18h53min

Saúde

Menopausa sem estresse

Saúde

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A menopausa ocorre entre 45 e 50 anos e traz sintomas como ondas de calor, ansiedade, alterações de humor, secura vaginal, redução da libido, memória fraca, dificuldade de concentração, dores das articulações, pele seca, queda de cabelo, unhas fracas, cansaço, ganho de peso, palpitações, entre outros sintomas que podem afetar o bem-estar feminino. Cerca de 70% das mulheres são aplacadas pelos sinais da menopausa e, para diminuir esses efeitos, elas devem recorrer a tratamentos com reposição hormonal e mudar os hábitos de alimentação. 

Andréa Marim, nutricionista da Clínica Dra. Michele Haikal, recomenda consumir soja e derivados. "Uma porção diária de soja concentra as quantidades de nutrientes apropriadas para a saúde da mulher durante a menopausa. A soja é um alimento rico em isoflavonas, estrutura química semelhante ao estrogênio, o principal hormônio feminino, e tem excelente valor nutricional. As proteínas encontradas na soja também ajudam no controle do colesterol." O ideal é não esperar até a meia-idade para adotar uma alimentação equilibrada.

"A partir dos 30 anos, comece a cuidar melhor do cardápio e procure comer alimentos que ajudem no equilíbrio hormonal. Uma dica é adicionar semente de linhaça, que, além de ter ômega, funciona como anti-inflamatório", orienta Andréa. A diminuição do consumo de bebidas alcoólicas na menopausa pode trazer efeito positivo contra os fogachos, que é a elevação da produção de ondas de calor, gerando assim maior conforto para mulher. "É fato que os 'calorões' típicos do período são resultantes das alterações hormonais, do estresse, da ingestão de alimentos picantes e da exposição excessiva ao sol, mas o álcool também desencadeia os temidos fogachos."

É preciso ainda evitar as gorduras saturadas, provenientes de queijos, carnes, embutidos, chocolates e sorvetes. Andréa Marim afirma que é aconselhável limitar também o consumo total de gorduras. "Devem restringir-se a menos de 30% do total de calorias consumidas, sobretudo as gorduras saturadas de origem animal. Com isso, conseguiremos não só controlar o peso, mas os níveis de colesterol: está comprovado que, devido à redução hormonal, o colesterol mau tende a aumentar."

Reposição hormonal

Um dos sintomas da menopausa, os calores, acontecem porque a diminuição dos níveis de estrogênio afeta o centro termorregulador, região do cérebro responsável por regular a temperatura do organismo, afirma o ginecologista José Luis Crivellin. Segundo ele, é possível prevenir os sintomas da menopausa e iniciar um tratamento durante o climatério. 

A terapia de reposição hormonal é o melhor tratamento, segundo Crivellin, principalmente porque alivia os sintomas físicos, psíquicos e os relacionados com os órgãos genitais. Algumas mulheres, no entanto, têm contraindicações. Neste casos, o médico deve avaliar cada caso de forma individualizada e indicar outros tratamentos quando necessário. Neste cenário, as mulheres precisam estar em dia com os exames como papanicolau, mamografia e ultrassom endovaginal. 

Exercício para aliviar a tensão

Caminhar, usar as escadas do prédio e praticar esportes são algumas maneiras de prevenir e aliviar os sintomas da menopausa. Ronaldo Parra, da TR3 Academia e Assessoria Esportiva, afirma que para obter os melhores resultados os especialistas recomendam cerca de duas horas e meia a três de atividade por semana. "Isso poderia ser dividido de 30 a 40 minutos de exercício aeróbio moderado na maioria dos dias da semana, juntamente com musculação duas vezes por semana."

Parra afirma que o exercício aeróbico aliado a uma alimentação balanceada promove a perda de gordura corporal, consequentemente, diminui a gordura abdominal, onde a maioria das mulheres mais facilmente ganha peso durante a menopausa. O exercício pode ainda melhorar o humor e aliviar a tensão. "Isso ajuda a reduzir a depressão e a irritabilidade que pode vir com a menopausa. Algumas mulheres também relatam menos ondas de calor e sono mais restaurador com o exercício regular." A musculação, com o uso de pesos e sobrecargas para fortalecer os músculos, retardam ou previnem a perda óssea. "Esse tipo de exercício preserva os minerais que mantêm os ossos densos e fortes." 

Encarar com naturalidade

A psicóloga Marcelle Vecchi afirma que é importante encarar a menopausa como algo natural e não como doença ou limitação. "Em relação às alterações emocionais da menopausa, não se pode atribuir exclusivamente ao estrogênio a responsabilidade por tudo que ocorre. É importante considerar todo o panorama existencial da pessoa menopausada, os elementos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, etc."

A especialista explica que, como a expectativa de vida vem apresentando expressivo aumento, já se admite, hoje em dia, que as mulheres viverão um terço de suas vidas em estado de deficiência estrogênica, portanto, após a menopausa. 
A saúde e a qualidade de vida da mulher durante a menopausa e depois dela passam a merecer especial atenção da medicina em geral e da ginecologia e psiquiatria em particular.

Na sua avaliação, as mulheres de hoje devem entender a menopausa como o início de uma nova vida, repleta de novas perspectivas. "Não se trata de mais um discurso demagógico e otimista, mas, de fato, com os avanços de novas terapias substitutivas, dietas balanceadas, programas de atividades físicas, terapias ocupacionais e emocionais, o envelhecimento passou a ser muito mais harmônico, mais lento e compatível com melhor qualidade de vida." 

Alimentos indicados

  • Para evitar a depressão, a irritabilidade e a ansiedade, consuma aveia, pão, massa e cereais integrais; banana e abacate e verduras de folhas verdes; castanha-do-pará; chocolate amargo; erva-cidreira (beba o chá ou acrescente folhas aos pratos feitos com carne e peixe); frango; inhame; lentilha; manjericão; óleo de nozes e de sementes, e peixes gordos (sardinha, salmão e cavala)
  • Alimentos ricos em ômega-3, fibras e lignana (arroz integral; aveia; brócolis; couve-flor; linhaça; molho de tomate; pão de soja; repolho; e sementes de gergelim e girassol) protegem contra doenças cardíacas, mantêm a saúde do intestino e aliviam as ondas de calor típicas da menopausa
  • Vitamina D e magnésio também são nutrientes que auxiliam o equilíbrio hormonal
  • Alimentos que ajudam a diminuir as ondas de calor e manter boa lubrificação vaginal são avelã; gema de ovo; noz; óleo de linhaça, de girassol e de milho e sementes de abóbora e de girassol

 Fonte: Andréa Marim, nutricionista da Clínica Dra. Michele Haikal

 

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