Diário da Região

11/09/2004 - 00h53min

Situações

Medo infantil: ajuda dos pais é fundamental

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Orlandeli/Editoria de Arte NULL
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É o medo que ajuda as pessoas a se protegerem de certos perigos, já que é um sentimento natural no ser humano. As crianças também o sentem e os pais podem ajudá-las a superar os temores. As crianças tomam contato com os medos por volta dos dois anos de idade, quando começam a perceber que não fazem parte de fato da mãe. É o que revela a psicóloga infantil, psicodramatista e psicopedagoga Ana Cláudia De Luca Schiaveto. Segundo ela, anteriormente a essa fase, elas não identificam qual o desconforto causado por situações que lhes geram algum mal-estar sentimental, como ver um estranho, ouvir barulhos desconhecidos ou sentir a ausência da mãe. Os medos de animais, do escuro, de pesadelos, de ir ao médico, ao dentista, entre outros, começam a surgir na fase escolar.

A psicóloga australiana Janet Hall lançou recentemente no Brasil o livro ?Bicho-Papão não Existe? e é por meio dele que ela orienta os pais a ouvir os filhos com atenção a fim de ajudá-los a expressar o medo em palavras. E a recomendação é importante porque a criança pode fantasiar em grandes dimensões até os sete anos de idade, período em que ainda confunde o real e o imaginário. Para a psicóloga Ana Cláudia, a educação tem reprimido os sentimentos dos indivíduos e raros são os pais que ajudam os filhos a conhecer a energia das emoções para aprender a lidar e expressá-las com serenidade. ?Muitos pais sentem-se incomodados com as emoções dos filhos e procuram destruí-las ou mudá-las?, comenta. Nas situações de medo a criança precisa da proteção que é manifestada especialmente por meio do contato físico, como pegá-la no colo, segurar a mão, entre outros gestos de acolhimento.

Mesmo os medos que para os pais não fazem sentido, como os imaginários, devem ser tratados com seriedade, pois para o filho a sensação de medo é real. Segundo a psicóloga infantil, brincar, desenhar, ouvir e contar histórias são a melhor forma de aliviar o medo da criança. ?Ao brincar, a criança é relativamente livre das pressões ambientais ou impostas pela realidade social. O brinquedo difere da realidade na medida que há comportamentos que são inibidos numa situação real, mas permitidos se encarados como brinquedos?, ensina. Quando a criança brinca, joga, constrói todo um universo mágico e é capaz de transformar meros palitos de fósforo em dragões cuspidores de fogo. E é por intermédio desse mundo simbólico do ?como se? que é capaz de expressar seus medos, vivenciá-los, conscientizar-se deles, compreendê-los e assim transformá-los, conforme explica a psicóloga.

É importante que os pais não menosprezem ou desprezem os sentimentos de medo dos filhos. Por isso, devem prestar atenção nos desenhos e programas televisivos assistidos pelas crianças. ?Muitas vezes a imaginação sobre determinado monstro só surgirá no período da noite?, diz. Outra dica da psicóloga para espantar o medo infantil é entrar na fantasia. ?Se a criança diz que no final do corredor tem um bicho, a mãe pode perguntar, por exemplo, qual o tamanho do bicho, a cor dele, o que ele faz de mal. Esse método ajuda o enfrentamento?, afirma. Os pais podem ainda fazer brincadeiras com a luz apagada, para desmistificar o medo de escuro. Ao andar com uma lanterna na mão, por exemplo, os pais mostram que não há nada de errado com a escuridão e que a luz pode ser controlada por eles. ?Isso motiva a coragem?, avisa.

A preocupação em relação ao medo infantil deve surgir a partir do momento em que a criança muda o comportamento e evita ir a locais anteriormente comuns a ela, como o súbito medo de ir à cozinha, por exemplo. A psicóloga e escritora australiana Janet Hall diz em seu livro que sintomas como retraimento exagerado, agressividade, vontade de não sair de casa ou sono agitado também podem ser sinais negativos do medo e nesse caso a criança já precisaria de ajuda especializada.

Medos mais comuns (não é regra):


:: Até os seis meses - medo da perda do amparo e de barulhos intensos

:: Dos se

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