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Diário da Região

11/10/2015 - 01h48min

Cursos

MBA no exterior vale a pena?

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A faculdade acabou e você quer ter um currículo de peso? Está em dúvida se faz uma pós-graduação dentro ou fora do Brasil? Antes de carimbar o passaporte é preciso pesquisar muito e colocar na balança os prós e contras. O tão falado MBA (Master of Business Administration) surgiu nos EUA há cerca de 100 anos.

Originalmente direcionado a altos executivos de empresas americanas e internacionais, o curso foi aos poucos sendo importado para várias partes do mundo. No entanto, algumas adaptações em seu formato foram inevitáveis. "No Brasil, o curso em período integral, de dois anos de duração, não funcionou. Aqui, as pessoas têm mais resistência a ficar longe do mercado de trabalho por tanto tempo", explica Armando Dal Colletto, diretor executivo da Associação Nacional de MBA (Anamba). 

O site Estudar Fora, um guia para quem quer se aventurar no exterior, faz uma observação importante em relação ao formato encontrado hoje no Brasil. Geralmente, os MBAs no Brasil são oferecidos no período noturno e nos fins de semana - um formato semelhante ao "part-time" nos EUA. Se por um lado é possível manter o seu emprego enquanto estuda, o aluno perde no sentido de fazer contatos com gente de outros países, ter uma experiência completa no campus ou fazer estágios promissores durante o curso. 

Segundo Daniela Brandi, diretora para recursos humanos da Acirp, em Rio Preto, o MBA continua sendo o principal curso no exterior, pois prepara para mercado de trabalho essencialmente. "Fazer um curso no exterior, sem dúvida, é um grande diferencial competitivo. Ele agrega na carreira profissional a curto, médio e longo prazo", diz.

Para Daniela, se for colocar na balança, há mais prós do que contras. "O contra, acredito que se restrinja ao investimento financeiro; todas as outras situações, como distância de casa, da família, eventual perda de emprego atual, compõem o que se faz necessário para o crescimento. Os prós partem desde o conhecer-se e ver que é muito mais do que imaginava-se que fosse emocionalmente, ao outro idioma, outra cultura, networking, perspectivas não imagináveis de mercado de trabalho e, sem dúvida, o que foi estudar", alerta. 

MBA PADRÃO NOS EUA E EUROPA

  • Duração: 1 a 2 anos (tempo integral)
  • Preço do curso: US$ 180 mil em média, fora despesas pessoais
  • Impacto: reconhecimento internacional para cargos de média e alta gerência
  • Concorrência: a seleção é criteriosa. São pedidos provas de raciocínio (GMAT e GRE), exame de inglês (Toefl), Cartas de Recomendação e Essays.
  • Alunos: de várias nacionalidades, entre 22 e 35 anos

MBA PADRÃO NO BRASIL

  • Duração: 1,5 a 2,5 anos
  • Preço do curso: R$ 30 mil a  R$ 60 mil
  • Impacto: reconhecimento nacional para cargos de média gerência
  • Concorrência: na maioria, a seleção é mínima. Os mais rigorosos pedem currículo, carta de recomendação, teste de lógica e de inglês.
  • Alunos: brasileiros com  perfis profissionais diversos,  entre 25 e 40 anos

 
Fonte: Estudar Fora - www.estudarfora.org.br


Pra sempre, Londres

A administradora Beatriz Mattos Martins McAvoy, 31 anos, resolveu fazer o seu MBA quando estava morando em Londres. "Fui para fazer um curso intensivo de inglês. Após o término do curso, eu não queria voltar. Assim, decidi que a melhor opção seria fazer um curso para agregar valor à minha profissão. Então, escolhi o MBA em negócios internacionais", conta.

Para ela, o MBA foi uma das melhores experiências que poderia ter tido. "Para estudar no Reino Unido, você precisa ter o visto de estudante, mas só pode trabalhar 24 horas por semana. Eu tive a ajuda da minha família nas despesas. Valeu muito a pena, principalmente para dar aquele próximo passo em sua carreira", destaca. 

 

Experiência para vida toda

Fernanda Gomes Luz Braga, 36, administradora, foi em 2003 para Cambridge, nos EUA, onde fez um curso de comunicação na Universidade de Harvard. "Como estava com os conceitos de administração ainda muito frescos no meu currículo e na minha mente, quis me especializar em algo diferente, e escolhi comunicação, que considero primordial em qualquer profissão", diz.

Para Fernanda, a experiência foi maravilhosa tanto no profissional como no pessoal. "Aprender a se comunicar bem, e ainda em outra língua, foi incrível. Aprendi com os americanos, que são muito disciplinados, e a universidade é um sonho. Sem contar que convivemos com pessoas de todo o mundo. Lidar com a diversidade é desafiador e encantador ao mesmo tempo." 

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