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Diário da Região

22/03/2015 - 02h58min

Arte

Grafite começa a ganhar espaço no interior de residências

Arte

Divulgação Grafite (ou graffiti) não é pichação. Trabalho do grafiteiro Edson Ramos, por exemplo, mostra que a linguagem pode e deve ser vista como arte
Grafite (ou graffiti) não é pichação. Trabalho do grafiteiro Edson Ramos, por exemplo, mostra que a linguagem pode e deve ser vista como arte

O grafite (ou "graffiti") é um movimento caracterizado pela exposição urbana de uma expressão artística, que foi iniciado na década de 1970, nos Estados Unidos. Pelo uso constante de sprays, ainda é uma manifestação menos compreendida do que deveria, já que acaba sendo confundida com pichação e vandalismo. No Brasil, a arte de pintar com sprays também foi introduzida na mesma década, mas foi aos poucos ganhando um toque mais nacional, uma identidade própria. Recentemente, as cores e os traços do grafite tomaram conta dos murais da avenida 23 de maio, os conhecidos "Arcos do Jânio", em São Paulo. A intervenção artística foi aprovada pelo prefeito da cidade, Fernanda Haddad, e pelo conselho de preservação local. Os "Arcos" foram tombados como patrimônio histórico em 2002. 

Em Rio Preto, a arte do grafite pode ser vista tradicionalmente em muros, mas também vem ganhando espaço na arquitetura e decoração de ambientes internos, como casas. É o caso do arquiteto Roberto Magalhães. Apaixonado pelo grafite, ele acompanha os trabalhos dos artistas rio-pretenses e, após ter um contato ainda maior com obras em Nova York, passou a inserir o grafite em seu trabalho como arquiteto. "Resolvi incluir esse tipo de arte em um lugar onde eu pudesse tomar a decisão, que foi a minha casa. E o resultado foi surpreendente", empolga-se Magalhães, que confirma que ainda há resistência no mercado para o grafite. "Ainda se tem a cultura que o grafite é 'pichação'", diz. A obra elaborada para ele é do artista e arte-educador Junny KP, e se tornou a "alma da casa".

"Criou uma identidade muito forte. Conviver com esse trabalho traz uma alegria e um despojamento para o meu dia a dia. O trabalho do Junny tem uma visão crítica e ao mesmo tempo poética em relação à cidade. Como na minha profissão de arquiteto e urbanismo entro em contato com esses temas, às vezes me pego contemplando o trabalho dele e vendo relações surpreendentes", elogia o arquiteto.

 

arquiteto Roberto Magalhães “Resolvi incluir esse tipo de arte em minha casa e o resultado foi surpreendente”, diz o arquiteto Roberto Magalhães

Arte em busca de afirmação

Segundo o grafiteiro Edson Ramos, de Rio Preto, a cidade possui manifestações artísticas em vários pontos, como o Palácio das Águas, a Casa de Cultura, muros de escolas e áreas centrais. Para executá-las, além do tradicional spray, a tinta látex também é outro material muito usado. Em média, um muro pequeno, dependendo do estilo de pintura de cada artista, demora um dia para ser concluído, enquanto um de porte grande pode levar aproximadamente três dias. "O grafite é um movimento que, da maneira que eu vejo, é igual às artes plásticas. Cada artista tem seu estilo, que pode ser letras, abstrato ou desenhos", explica. 

Apesar do aumento da aceitação e da compreensão do grafite como arte, ainda há apuros que os grafiteiros acabam passando, revela o rio-pretense. Segundo Ramos, não é incomum pessoas o denunciarem à polícia, principalmente quando ele e outros artistas estão atuando na área central da cidade. "Pelo fato do grafite e a pichação usarem os mesmos materiais, ainda existem pessoas que não sabem diferenciar. Quando isso acontece, tentamos explicar da melhor maneira." 

AÇÃO COLORIDA

No ano passado, o Sesc Rio Preto promoveu o “Projeto Breu – Artes Urbanas”, que explorou artes representadas e produzidas nas ruas e o desdobramento delas em expressões tradicionais, como as artes plásticas, o cinema, a música e a literatura. Um dos convidados foi o grafiteiro Claudio Ethlos. Ele é um dos destaques brasileiros do grafite e usa tons mais escuros e monocromáticos que, inclusive, já foram levados para vários países, entre eles Turquia, Estados Unidos, Holanda, Colômbia e Itália.

Gírias comuns

:: Bite: imita o estilo de outro
:: Crew: juntos para a execução de uma pintura
:: Tag: assinatura
:: Toy: iniciante
:: Spot: lugar praticado da arte
:: Writer: grafiteiro

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