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Diário da Região

31/07/2016 - 00h00min

Comunicação

Especialistas dão dicas de como se comunicar com maior eficiência

Comunicação

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Uma boa comunicação é capaz de resolver sérios problemas de convivência. Não há mal-entendidos, por mais crônicos que sejam, que não possam ser solucionados a partir de uma comunicação adequada, embasada no interesse genuíno de retomar a questão pendente e esclarecê-la de modo maduro, respeitoso e sadio. O verdadeiro diálogo busca a verdade, o conhecimento sem preconceitos, preserva a relação e evita estresse desnecessário.

A boa comunicação tem requisitos fundamentais: o conhecimento e a prática do respeito aos direitos humanos básicos, como por exemplo o de ter direitos e defendê-los, o domínio sobre a ansiedade, uma postura aberta, o uso de uma linguagem clara e objetiva e um tom de voz neutro. O primeiro passo para uma boa comunicação é saber manter a ansiedade sob controle. O segundo é ter claro que o eu e o outro são entidades distintas, com histórias de vida, experiências, crenças e que, portanto, têm o direito de discordar, mas não de se desrespeitar.

A psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira afirma que é preciso permanecer calado e atento quando o outro se expressa. Muitas informações são transmitidas de forma não verbal. A postura, os gestos, o olhar e um suspiro podem contradizer o que a boca fala e revelar o que ela cala. 

O papel da família

A psicóloga Rosana Zanella afirma que uma boa comunicação começa em casa. Desde cedo a família deve se comunicar com a criança com transparência e ensinando atitudes básicas de comportamento, como dizer obrigado e por favor. “Explicar o porquê de determinados pedidos ajuda a criança a entender o ponto de vista de cada um. É comum brigas entre irmãos em que um deles sempre quer levar vantagem, nunca quer ceder ou fazer concessões pelo outro. Se os pais conversam com os filhos, eles aprenderão a dialogar e não querer resolver tudo pela força.”

O acirramento das discussões por causa de política ou futebol, por exemplo, revela o quanto as pessoas ainda são egoístas para lidar com diferenças de opiniões. Não há diálogo e nem argumentos convincentes. 

A psicóloga Rosana explica que essas pessoas que pensam de forma diferente estão fadadas a serem inimigas se não conseguirem lidar com as diferenças. “Isso ocorre não só no futebol e na política, mas também em questões raciais, religiosas e sexuais.”

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Dicas de boa comunicação

Mara Lúcia Madureira, psicóloga cognitivo-comportamental:

- Extraia das conversas apenas o útil e necessário. Diante de falas grosseiras, irônicas ou provocativas, despreze o conteúdo negativo e palavras de baixo calão. Traduza vocábulos chulos para uma linguagem polida. Trate falas e atitudes toscas com objetividade respeitosa. Seja breve, claro e educado
Não coma pelas beiradas. Sempre que quiser saber algo, pergunte de forma direta, honesta e sem rodeios para a pessoa interessada. Não use amigos, familiares ou outros meios para investigar suas suspeitas. Seja transparente, não faça insinuações, não tire conclusões precipitadas e não caia na cilada de jogar verde para colher maduro 
- Esqueça adivinhações. Não tente ler a mente das pessoas ou esperar que elas adivinhem seus desejos. Informe o que você deseja e pergunte o que quer saber
- Coerência. Pense antes de dizer e só responda depois de estar seguro sobre suas ponderações. Uma vez tomada uma decisão, mantenha-se firme. Cada vez que você se contradiz ou demonstra incapacidade para honrar suas palavras, sua reputação, autoconfiança e seu respeito diminuem 

Rosana Zanella, psicóloga:

- É na infância que a criança aprende a colocar suas opiniões, ouvir a opinião do outro e aprender a conviver com as diferenças. É muito importante que a escola também motive os alunos desde pequenos a dialogar
- A melhor estratégia entre pontos de vista e opiniões diferentes é o respeito. Pessoas podem ter opiniões diferentes, colocar estes pontos de vista, suas razões, argumentar e ouvir o outro com respeito. Simples assim 
- É preciso saber ouvir. Escute o que o outro tem a dizer sobre determinado assunto. Você pode se surpreender. Respeite o outro. Ninguém precisa pensar igual a você. Cada pessoa é um ser único e tem opiniões diferentes. Coloque seus argumentos com moderação, sem inflamar-se. Converse com calma e determinação

Marcelle Vecchi, master pratictioner em Programação Neurolinguística (PNL):

- A primeira regra numa comunicação eficiente é ouvir mais do que falar, e o ouvir por inteiro, não aquele ouvir superficial, em que ouvimos já pensando no que falar a seguir. Criar empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. É enxergar seus pontos de vista tão bem quanto os nossos
- Evite ter razão. Quando estamos armados, buscando falhas no pensamento do outro para provar que a nossa opinião é a mais correta, passa-se de uma comunicação para uma competição. Não julgue, não critique e não queira mostrar mais conhecimento. Não é produtivo estabelecer uma hierarquia de quem sabe mais
- Procure a semelhança. Utilize das características naturais da outra pessoa, como mesmo tom de voz, mesma velocidade de fala, mesmos gesticulamentos e posição corporal semelhante. Desta forma, os cérebros entenderão que estão em sintonia, o que facilita uma comunicação eficiente

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