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Diário da Região

05/12/2015 - 00h58min

Tecnologia que ensina

Equipamentos tecnológicos podem ajudar no processo pedagógico de crianças e adolescentes

Tecnologia que ensina

Sergio Isso No Colégio Esquema Universitário, os alunos participam de jogos de aprendizado com o auxílio de um table
No Colégio Esquema Universitário, os alunos participam de jogos de aprendizado com o auxílio de um table

O mundo tecnológico já faz parte da rotina de muitas crianças e adolescentes, que utilizam tablets, smarthphones e internet para comunicar-se, jogar, assistir a vídeos, entreter-se. Engana-se, porém, quem pensa que essa convivência não continua na escola. Em Rio Preto, colégios apostam na tecnologia como uma ferramenta que ajuda no processo pedagógico. 

“Utilizamos a tecnologia como um auxiliar no processo pedagógico de uma forma geral. Dentro de cada sala temos um projetor e um computador. Então, em muitas aulas, os professores fazem uso tanto para acessar algum conteúdo de pesquisa ou de trabalho, quanto para fazer com que os próprios alunos façam uso desses recursos. Isso é feito através do recurso deles, do tablet, do celular, e do nosso laboratório de informática”, fala Etienne Janiake, orientadora educacional da Coopen. 

Ela observa que, algumas vezes, as atividades são direcionadas para utilizar alguma tecnologia específica. “Temos softwares de matemática, alguns canais, sites que costumamos pesquisar, e também tem as propostas de dar alguma sugestão de atividade e pedir para que os alunos procurem a melhor ferramenta dentro do mundo tecnológico para desenvolvê-la. São as duas formas principais”, acrescenta.

Na prática, a tecnologia é usada na Coopen, por exemplo, como um dos meios de pesquisa para as atividades que envolvem a coleção de livros “Mano Descobre”, trabalhada com o 6º ano do ensino fundamental nas aulas de português.  “Os alunos vão procurar na internet, também podem usar livros, informações e textos que façam uso de linguagens variadas, como a pintura, dança, música, poesia, literatura, para que estabeleçam um diálogo de outras obras com a obra lida. Primeiro, vem a pesquisa, depois, os alunos montam, em formatos variados - pode ser, por exemplo, com o uso do movie maker, slides - uma mostra de como essas linguagens e esses outros textos dialogam com o texto lido”, explica Maria da Graça Firmino, professora de português. O projeto é idealizado pela professora Clara Tremura. 

 

tecnologia_alunos escola 2 Na Coopen, a internet, por exemplo, é uma das formas de pesquisa para atividades que envolvem a coleção de livros “Mano Descobre”

Maria da Graça diz que uma das preocupações durante o processo de pesquisa (feito no laboratório de informática ou em sala de aula, nesse caso, com os aparelhos dos alunos) é mostrar como se faz uma seleção crítica do conteúdo, uma vez que nem sempre o que está na internet é uma fonte confiável. “Também trabalhamos para abolir a coisa do copiar e colar, para que eles pesquisem em vários sites e depois construam o próprio texto.”

Betina Amaral Rodrigues, 11 anos, sabe bem disso: “Costumo pesquisar primeiro no livro e uso a internet para complementar”.
Na Coopen, a tecnologia também é usada como aliada contra as dificuldades originárias da dislexia, que compromete a capacidade de ler e escrever, pelo aluno Pedro Henrique Ferraz Fernandes, 15 anos, do 1º ano do ensino médio. Com um tablet, Pedro copia o conteúdo passado em sala de aula sem dificuldades. Ele revela que, antes de adotar o dispositivo, tinha muita dificuldade em copiar e assimilar a aula. 

 

tecnologia_alunos escola 3

Raciocínio lógico

No colégio Esquema Universitário, os alunos do 9º ano do ensino fundamental e 1º e 2º anos do ensino médio têm uma aula de MindLab (Laboratório da Mente) uma vez por semana, programa criado em Israel. Na aula, os alunos são divididos em duplas, e cada uma delas recebe um tablet para participar de jogos de aprendizado. Há jogos tanto de oponentes como de parceria. Um professor mediador acompanha os alunos, que jogam tanto para assimilar o conteúdo interdisciplinar, de português, matemática, história e geografia, como vivências do dia a dia, para aprender a solucionar problemas do dia a dia com maior facilidade.

“A tecnologia foi introduzida porque hoje eles mexem muito com esse tipo de plataforma, então foi uma maneira mais fácil deles assimilarem e melhorarem o raciocínio lógico, aprendendo com maior prazer. A Mind Lab faz com que o racicínio dos alunos melhore de 50% a 100% em um mês de aula”, fala Michele Gonçalves dos Reis, professora do Mind Lab. 

Ana Luiza Cecato, 14 anos, João Pedro Volpato, 15, do 9º ano, já viram os resultados. “Melhorou bastante, porque ajuda no racicício, principalmente em matemática”, diz Ana Luiza. “Acho que os jogos auxiliam bastante”, resume João Pedro.

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