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Diário da Região

10/03/2016 - 00h00min

A mulher do fim do mundo

Elza Soares 'rasga' a voz em Rio Preto

A mulher do fim do mundo

Divulgação Escoltada pela nova vanguarda musical paulistana, Elza conquistou prêmios e elogios da crítica, no ano passado, por dar vida a um disco vigoroso, em que cutuca a ferida da sociedade sem medo de ousar
Escoltada pela nova vanguarda musical paulistana, Elza conquistou prêmios e elogios da crítica, no ano passado, por dar vida a um disco vigoroso, em que cutuca a ferida da sociedade sem medo de ousar

“Mulher do fim do mundo, eu sou, eu vou até o fim cantar.” Aos 78 anos, com 34 álbuns de estúdio, a cantora Elza Soares faz jus ao verso central da faixa que dá nome ao seu mais recente disco, A Mulher do Fim do Mundo (Circus/Natura Musical), seu primeiro trabalho de inéditas em seis décadas de carreira. Escoltada pela nova vanguarda musical paulistana, a cantora carioca conquistou inúmeros prêmios e elogios da crítica, no ano passado, por dar vida a um disco vigoroso, em que ela cutuca a ferida da sociedade sem medo de ousar, seja pelos palavrões de algumas letras ou pelo flerte com uma vasta gama de sonoridades.

Renovada e pronta para o ataque, Elza agora viaja pelo País com a turnê baseada no elogiado álbum, eleito o melhor disco de MPB de 2015 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). A já aclamada turnê passa por Rio Preto hoje à noite, quando a cantora sobe ao palco do ginásio do Sesc. Sentada em um trono metálico em meio a um cenário cercado de sacos pretos de lixo - concebido por Anna Turra -, Elza contracena com os cantores Rodrigo Campos e Rubi, além da banda composta por Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Cleiton Prachesqui e Guilherme Kastrup, que assina a direção-geral do show.

“Elza Soares é uma artista viva, corajosa e, acima de tudo, não tem medo de nada. Nada é moderno demais para ela. Nenhuma dissonância a assusta, nenhuma distorção a intimida. Com sua fome do novo, se transforma sempre. É uma das pessoas mais generosas e humanas que já tive a oportunidade de conhecer”, diz Kastrup. Ao longo das dez faixas de A Mulher do Fim do Mundo, escritas especialmente para a cantora carioca, Elza retrata as mazelas da sociedade, instigando a reflexão sobre a condição do indivíduo em um mundo extremamente violento.

Em Firmeza, ela dialoga com a linguagem das ruas (“É a life, meu irmão”), enquanto que dá um basta na violência contra a mulher na canção Maria de Vila Matilde (“Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”). As desventuras de uma transexual são retratadas na faixa Benedita (“Ela leva o cartucho na teta / Ela abre a navalha na boca / Ela tem uma dupla caceta”). No entanto, nada se compara à força de Pra Fuder, canção que fala de sexo de forma quase explícita, agressiva: “Unhas cravadas induzem latejo / Roupas jogadas no chão / Pernas abertas, te prendo num beijo.”

Numa entrevista para o jornal O Globo, no ano passado, ela declarou: “Sou espírita, e dentro do espiritismo existe uma entidade que se chama Iansã. Ela é o fogo, a lava. Eu me vejo como essa entidade maravilhosa se incendiando, mas viva, viva eternamente.” E é justamente essa chama de criatividade que incendeia um dos momentos mais inspiradores da trajetória dessa verdadeira ‘mulher do fim do mundo’.

Serviço

  • Show A Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares. Hoje, às 21h, no ginásio do Sesc Rio Preto. Ingressos: de R$ 12 a R$ 40

 

 

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