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Diário da Região

27/03/2016 - 00h00min

Crianças e jovens

Elas têm a força

Crianças e jovens

Guilherme Baffi A empresária Flávia Augusto é hoje uma referência na área contábil em Rio Preto. Além de servir de inspiração para as filhas, ela reforça a valorização das meninas, Ana Luiza Augusto Gasparo, 8 anos, e Yasmin Augusto Gasparo, 6, por meio de atitudes positivas. Mesmo com comportamentos diferentes, as meninas têm personalidade forte, e ao mesmo tempo são muito amorosas e já sabem o que querem. A mãe reforça nelas a importância de estudar para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e aprender com os erros para lidar com as frustrações
A empresária Flávia Augusto é hoje uma referência na área contábil em Rio Preto. Além de servir de inspiração para as filhas, ela reforça a valorização das meninas, Ana Luiza Augusto Gasparo, 8 anos, e Yasmin Augusto Gasparo, 6, por meio de atitudes positivas. Mesmo com comportamentos diferentes, as meninas têm personalidade forte, e ao mesmo tempo são muito amorosas e já sabem o que querem. A mãe reforça nelas a importância de estudar para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e aprender com os erros para lidar com as frustrações

A autoestima de uma garota tem muito a ver com a imagem que ela faz de si mesma. Quando a menina se olha no espelho e enxerga alguém com muitas qualidades, é sinal de que seu amor-próprio vai muito bem. Respeitar-se e valorizar este valor é essencial para manter uma postura positiva diante vida. Responsáveis pelas meninas têm um papel importante na construção da autoconfiança delas. É preciso desde a infância reforçar sua força. É preciso educar a garota que sua beleza não está somente na aparência.

Tatiana Leite, terapeuta de casal e família com especialização em sexualidade humana, afirma que é preciso ajudar as meninas a valorizar sua beleza de forma que entendam que são únicas, levando em consideração seus pontos fortes. Trabalhar o amor-próprio das adolescentes desde a infância é mais importante do que prepará-la para prestar um vestibular. "Diga para sua filha que ela ame a si mesma. É uma preparação para que elas se tornem conscientes, despertem o senso crítico assim como esperado no vestibular. Que a adolescente tenha curiosidade sobre o que acontece ao seu redor e no mundo.

A menina terá como questionar os padrões impostos pela mídia e escolher o caminho que deve seguir, com confiança." Também é bacana quebrar padrões e estereótipos e apontar mulheres bem-sucedidas em áreas pouco convencionais. Uma forma de mostrar referências femininas fortes, inteligentes e inspiradoras - como contraponto à idolatria por celebridades de TV e internet de hoje em dia - e desta forma ampliar a visão para além da definição de beleza estereotipada pela mídia. 

Os pais ou as pessoas que exercem papéis importantes na vida das crianças precisam ficar atentos aos exemplos passados às meninas, principalmente porque elas assimilam e repetem o que se mostra dentro de casa. "As meninas precisam, por exemplo, de um modelo feminino positivo, saudável e harmonioso para mostrar a elas como se tornar uma mulher." Já o pai que nutre uma relação positiva com a filha deixa a criança mais confiante e à vontade para assumir sua personalidade. 

A interação entre pai e filha é um dos fatores decisivos para o desenvolvimento cognitivo e social, que facilita a capacidade de aprendizagem e, no futuro, as suas escolhas, tais como de parceiros. "Atitudes positivas devem ser tomadas desde a infância para estimular uma postura positiva em todos os aspectos de sua vida. Meninas que recebem amor dos pais são mais capazes de alcançar sucesso acadêmico, apresentam menos ansiedade, têm comportamento menos extrovertido e se sentem mais protegidas", afirma Tatiana Leite. 

É preciso valorizar as meninas por suas ações e por quem elas é. Letícia Brandão, psicóloga, afirma que é por meio da valorização que as meninas desenvolvem uma estrutura cognitiva (rede de percepções e pensamentos) adequadas que as permite enfrentar as dificuldades encontradas durante a vida com resiliência. É bacana, neste caso, estimular a fazer tarefas em casa, como organizar os gastos familiares ou planejar uma viagem. "Uma rotina consistente e tarefas que incentivem a organização e os deveres sociais são formas de ensino saudável e que desenvolvem a autoestima."

Espaço para errar

A menina precisa ter espaço para errar de vez em quando. "Saber lidar com as frustrações e persistir na execução das metas são competências fundamentais para se desenvolver e manter a autoestima elevada e alcançar objetivos. Se um erro é exageradamente criticado, ele pode gerar o aprendizado de que nunca se pode errar, e, por consequência, desistir pela pressão de desejar estar sempre correto", afirma a psicóloga Letícia Brandão. 

A psicóloga afirma que, no desenvolvimento humano, as ideias construtivistas entendem que nada a rigor está pronto, acabado, e que o conhecimento não é dado como algo terminado, constituindo-se, isto sim, pela interação do indivíduo com o meio físico e social, por meio de sua cognição, subjetividade e o mundo das relações sociais durante todo o curso da vida. "A criança constrói teorias sobre o mundo e, ainda que elas sejam erradas, é preferível o erro que a ausência de uma reflexão sobre os fenômenos do mundo." 

A baixa autoestima leva muitas vezes à insegurança nas ações, inadequação, perfeccionismo, carência, timidez excessiva, medo e até humilhações. Já a boa autoestima parte de uma crença de que se é merecedor de amor, autossuficiência e capaz de atingir conquistas. "Uma autoestima baixa pode vir por vários fatores, alguns deles podem ser resolvidos por exercícios físicos, hobbies ou atenção de familiares. Noutras, pode ser conseguida com uma análise interior e com terapia individual", afirma Letícia. 

Saiba mais

  • É interessante não comparar a menina com outras meninas. É preciso valorizar suas qualidades, mostrando que ela e? única e especial pelas suas características. Quando se compara, o olhar se volta para a outra pessoa e a primeira fica em segundo plano. Para aumentar a autoconfiança e a autoestima é preciso elogiar descrevendo o que se vê, ou sente, e quem recebe o elogio vai se apropriar dele e se esforçar para continuar sendo ou fazendo aquilo, cada vez melhor
  • Todas as pessoas têm momentos de inseguranças e incertezas. Assim, é preciso ficar atento e entender o que dá confiança e o que dá medo. Esse autoconhecimento ajuda bastante a garota a se aceitar, se amar com seus defeitos e qualidades, respeitando os próprios sentimentos. Quando a garota tem autoconfiança, ela se cuida, se protege, sabe o que faz bem para ela e se afasta do que não faz, sabe dizer não e dizer sim quando necessário, escuta e respeita seus sentimentos 

  
Fonte: Cristiane Alves Lorga, psicóloga especialista em intervenção familiar, do Instituto Terapia Sistêmica (ITS) 

 

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