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Diário da Região

10/11/2016 - 02h41min

Artigo

Dores articulares na menopausa

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Johnny Torres Lucia Buffulin é médica reumatologista, de Rio Preto
Lucia Buffulin é médica reumatologista, de Rio Preto

A menopausa ainda é assunto de muito pavor entre as mulheres, pois diminui consideravelmente a produção hormonal feminina, o estrogênio e a progesterona. Esta diminuição indica que a mulher está iniciando uma nova etapa de sua vida, experimentando diversos sintomas, como ondas de calor, irritabilidade, ansiedade e aumento de peso. Porém, um dos sintomas que é mais frequentemente relatado pelas mulheres durante esse período são as dores nas articulações.

As dores nas articulações são denominadas artralgia, que são inchaços e incômodos que surgem em uma articulação e podem ser sentidas a partir dos 45 anos de idade até o início da menopausa. As articulações possuem receptores do hormônio estrogênio, que atua como um anti-inflamatório natural e, na menopausa, é produzido em menor quantidade, ocasionando as dores generalizadas nas articulações. Os sintomas começam a ser sentidos alguns anos antes da entrada na menopausa "oficial", já que por volta dos 45 anos a mulher pode começar a sofrer oscilações acentuadas dos hormônios.

As dores muitas vezes se tornam generalizadas, agravando ainda mais os sintomas, como o calor, inchaço e a rigidez da zona afetada, e a dificuldade de movimentos aumenta. Um fator importante na fase menopáusica é o tratamento e acompanhamento médico, pois o profissional pode ajudar na prevenção dos sintomas e nas complicações inerentes nesse período. A mulher deve estar atenta aos sintomas, porque as dores articulares nesta fase condicionam a qualidade de vida e a mobilidade. 

Os tratamentos podem ser feitos através de suplementos específicos para as cartilagens, a base de óleos, como o ômega 3, pomadas anti-inflamatórias, suplementos alimentares com estrogênios de origem vegetal e terapias de substituição hormonal. A entrada na menopausa é inevitável para todas as mulheres, mas é possível que se torne uma etapa menos 'complicada', com a prevenção e acompanhamento médico. Manter hábitos saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente, alimentação adequada, evitar a ingestão de álcool ou fumar, manter o IMC (índice de massa corporal) ideal e controlar a pressão arterial, podem ajudar a combater os sintomas, diminuir as dores articulares e, principalmente, atenuar as alterações do humor.

 

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